Itamaraty: inclua os nomes de nossos parentes e amigos na lista de evacuação de Gaza!


Itamaraty: inclua os nomes de nossos parentes e amigos na lista de evacuação de Gaza!
O problema
Há alguns meses venho acompanhando a Guerra que está se desenrolando em Gaza onde tenho uma família de amigos muito queridos os quais estou disposta a acolher em minha casa e oferecer o necessário em sua estadia aqui.
Durante estes últimos meses conheci mais pessoas aqui que estão tentando salvar as vidas de seus familiares e amigos que se encontram no meio da guerra e que tiveram suas casas destruídas, que estão a meses sem energia elétrica, sem uma refeição decente, sem água o suficiente. Que estão sendo privados de seus direitos humanos mais básicos e sofrendo uma verdadeira tortura que lentamente vem destruindo não só as estruturas físicas deste local mas também os sonhos de crianças, jovens e famílias inteiras.
Enquanto isso assistimos atônitos o mundo inteiro não conseguir garantir o mínimo de segurança e humanidade aos civis que lá se encontram, nem ao menos para aqueles que tem quem os acolher. Deixando que sejam ilhados em um local que é o próximo alvo.
Nos sentimos inseguros pois também somos civis, e só podemos contar com nossos governantes quando estamos diante de uma crise global. É aqui que precisamos saber que podemos contar com nosso governo. Que não são apenas palavras vazias e nem uma reputação passada. Que ainda podemos contar com a intervenção humanitária pela qual somos conhecidos. É por isso que lutamos, e é por isso que lutamos para levantar este governo.
Não podemos mais continuar a viver dessa forma. Todos os dias com medo de abrir as redes sociais e ver alguma imagem das pessoas que amamos sem vida, desmembradas, martirizadas apenas por causa da etnia. Em 6 meses mais de 30 mil foram mortos, dentre os quais mais de 12 mil eram crianças.
Não há locais seguros, nem hospitais completamente funcionais. A fome virou arma e mesmo assim, nada estamos fazendo.
Em outras atrocidades cometidas na história, a desculpa para nada ser feito foi que não sabiam o que estava acontecendo. Agora que sabemos, qual será nossa desculpa?
Agora nos aproximamos de um momento chave nessa guerra, onde quase metade da população de refugiados está ilhada em Rafah que é declaradamente o próximo alvo a ser atacado. Estamos vendo leis internacionais e resoluções sendo desrespeitadas por meses e nada de efetivo tem sido feito para combater isso. Deixaremos que pessoas inocentes sejam acumuladas para serem abatidas de forma mais eficiente e barata? Vamos apenas sentar e assistir?
"A injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos."
Como humanidade, estamos devendo a essas pessoas os direitos que dizemos defender. Como governo, precisamos fazer algo efetivo para que o desastre não seja maior e para que não sejamos desmoralizados. Não podemos faltar com a justiça em um momento tão delicado. E não podemos demorar mais. Cada segundo pode significar uma vida, um futuro, uma família inteira. Famílias inteiras.
O Brasil é um país acolhedor e generoso. Faz parte da nossa identidade não ceder à indiferença.
Recebemos refugiados de diversos locais do mundo como o Afeganistão e Haiti. E agora mais uma vez precisamos nos posicionar frente a uma calamidade.
Não podemos nos calar ou virar as costas nesse momento onde o mundo está acordando e vendo tamanha crueldade ser cometida contra inocentes.
No mundo inteiro há um incessante pedido de cessar fogo.
As resoluções da ONU tem sido ignoradas e o Brasil, que foi tão importante pra abrir os olhos do mundo, não pode se eximir da responsabilidade de efetivamente fazer o que diz defender em rede internacional.
O meu pedido é simples, pois posso assumir as responsabilidades de moradia e manutenção da família de amigos que preciso trazer.
A única coisa que preciso é que o Itamaraty providencie para que os nomes dessa família estejam na lista de evacuação pro Egito, e os trazer em segurança. Posso inclusive custear as passagens em voos comerciais se for necessário.
São 9 pessoas e seus nomes e dados se encontram no escritório da advogada Thalita Camargo que vem se destacando nesta luta.
Neste escritório também se encontram outros nomes de pessoas que tem familiares e amigos no Brasil e que estão fazendo todo possível para garantir o acesso a dignidade e segurança. Para que estas vidas sejam salvas precisamos apenas que o Itamaraty interceda para que estes nomes sejam liberados.
Estamos em contato constante para conseguir essa vitória. Eles também possuem a declaração na qual me responsabilizo pelos custos.
Apenas precisamos de uma intervenção do governo na travessia e translado e vistos humanitários, já que é a única forma no momento. Por favor Ministério das Relações Exteriores, não nos decepcione. Há vidas que dependem de apenas um posicionamento e há apenas um órgão governamental que pode fazer isso por nós.
Que se faça valer a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a lei de proteção aos refugiados.
Se não há aplicação prática, de que adianta que exista um texto? De que adianta os discursos na ONU?
Declaração Universal dos Direitos Humanos
Artigo 1
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.
Artigo 2
- Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
- Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.
Artigo 3
Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

5.145
O problema
Há alguns meses venho acompanhando a Guerra que está se desenrolando em Gaza onde tenho uma família de amigos muito queridos os quais estou disposta a acolher em minha casa e oferecer o necessário em sua estadia aqui.
Durante estes últimos meses conheci mais pessoas aqui que estão tentando salvar as vidas de seus familiares e amigos que se encontram no meio da guerra e que tiveram suas casas destruídas, que estão a meses sem energia elétrica, sem uma refeição decente, sem água o suficiente. Que estão sendo privados de seus direitos humanos mais básicos e sofrendo uma verdadeira tortura que lentamente vem destruindo não só as estruturas físicas deste local mas também os sonhos de crianças, jovens e famílias inteiras.
Enquanto isso assistimos atônitos o mundo inteiro não conseguir garantir o mínimo de segurança e humanidade aos civis que lá se encontram, nem ao menos para aqueles que tem quem os acolher. Deixando que sejam ilhados em um local que é o próximo alvo.
Nos sentimos inseguros pois também somos civis, e só podemos contar com nossos governantes quando estamos diante de uma crise global. É aqui que precisamos saber que podemos contar com nosso governo. Que não são apenas palavras vazias e nem uma reputação passada. Que ainda podemos contar com a intervenção humanitária pela qual somos conhecidos. É por isso que lutamos, e é por isso que lutamos para levantar este governo.
Não podemos mais continuar a viver dessa forma. Todos os dias com medo de abrir as redes sociais e ver alguma imagem das pessoas que amamos sem vida, desmembradas, martirizadas apenas por causa da etnia. Em 6 meses mais de 30 mil foram mortos, dentre os quais mais de 12 mil eram crianças.
Não há locais seguros, nem hospitais completamente funcionais. A fome virou arma e mesmo assim, nada estamos fazendo.
Em outras atrocidades cometidas na história, a desculpa para nada ser feito foi que não sabiam o que estava acontecendo. Agora que sabemos, qual será nossa desculpa?
Agora nos aproximamos de um momento chave nessa guerra, onde quase metade da população de refugiados está ilhada em Rafah que é declaradamente o próximo alvo a ser atacado. Estamos vendo leis internacionais e resoluções sendo desrespeitadas por meses e nada de efetivo tem sido feito para combater isso. Deixaremos que pessoas inocentes sejam acumuladas para serem abatidas de forma mais eficiente e barata? Vamos apenas sentar e assistir?
"A injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos."
Como humanidade, estamos devendo a essas pessoas os direitos que dizemos defender. Como governo, precisamos fazer algo efetivo para que o desastre não seja maior e para que não sejamos desmoralizados. Não podemos faltar com a justiça em um momento tão delicado. E não podemos demorar mais. Cada segundo pode significar uma vida, um futuro, uma família inteira. Famílias inteiras.
O Brasil é um país acolhedor e generoso. Faz parte da nossa identidade não ceder à indiferença.
Recebemos refugiados de diversos locais do mundo como o Afeganistão e Haiti. E agora mais uma vez precisamos nos posicionar frente a uma calamidade.
Não podemos nos calar ou virar as costas nesse momento onde o mundo está acordando e vendo tamanha crueldade ser cometida contra inocentes.
No mundo inteiro há um incessante pedido de cessar fogo.
As resoluções da ONU tem sido ignoradas e o Brasil, que foi tão importante pra abrir os olhos do mundo, não pode se eximir da responsabilidade de efetivamente fazer o que diz defender em rede internacional.
O meu pedido é simples, pois posso assumir as responsabilidades de moradia e manutenção da família de amigos que preciso trazer.
A única coisa que preciso é que o Itamaraty providencie para que os nomes dessa família estejam na lista de evacuação pro Egito, e os trazer em segurança. Posso inclusive custear as passagens em voos comerciais se for necessário.
São 9 pessoas e seus nomes e dados se encontram no escritório da advogada Thalita Camargo que vem se destacando nesta luta.
Neste escritório também se encontram outros nomes de pessoas que tem familiares e amigos no Brasil e que estão fazendo todo possível para garantir o acesso a dignidade e segurança. Para que estas vidas sejam salvas precisamos apenas que o Itamaraty interceda para que estes nomes sejam liberados.
Estamos em contato constante para conseguir essa vitória. Eles também possuem a declaração na qual me responsabilizo pelos custos.
Apenas precisamos de uma intervenção do governo na travessia e translado e vistos humanitários, já que é a única forma no momento. Por favor Ministério das Relações Exteriores, não nos decepcione. Há vidas que dependem de apenas um posicionamento e há apenas um órgão governamental que pode fazer isso por nós.
Que se faça valer a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a lei de proteção aos refugiados.
Se não há aplicação prática, de que adianta que exista um texto? De que adianta os discursos na ONU?
Declaração Universal dos Direitos Humanos
Artigo 1
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.
Artigo 2
- Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
- Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.
Artigo 3
Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

5.145
Os tomadores de decisão

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Abaixo-assinado criado em 8 de abril de 2024