A FARSA DO 13 DE MAIO


A FARSA DO 13 DE MAIO
O problema
Nota Dia 13 de maio
O texto tornado público pela Fundação Palmares nesse 13 de maio nos provoca várias reflexões. Antes de tudo, é preciso sempre afirmar que a abolição da escravatura foi um ato político necessário, porém incompleto.
A abolição do regime escravocrata pela Princesa Isabel não foi uma concessão magnânima do governo brasileiro nem radicou-se numa tomada de consciência comprometida com o fim do tráfico humano-africano. Foi resultado da pressão comercial internacional, principalmente da Inglaterra que, no processo de Revolução Industrial, precisava ampliar o mercado para os seus produtos, reduzindo ao máximo a concorrência, advinda da mão de obra barata dos escravos e das escravas.
O enaltecimento de figuras históricas, mitificadas a ponto de serem chamadas de "Redentoras", mascara as feridas abertas na nossa sociedade que permanece até hoje com a imensa dívida para com a população negra. É devida uma justa equidade de condições, é devido o reconhecimento de que nossa nação nada seria sem a força do povo negro que aqui foi escravizado e que segue vivendo em condições indignas. Acima de tudo, é necessário o reconhecimento de que políticas públicas afirmativas são fundamentais para que haja uma real democracia nesse país.
Vivemos em um país que prega uma falsa democracia racial e nega a existência do racismo entre nós. Negros e negras são lembrados da sua cor e de sua condição a todo tempo pelo preconceito. Essa luta é de todos e todas. Não basta não ser racista, é preciso se opor radicalmente ao racismo e isso passa por assumir que as pessoas brancas, não importa classe social ou nível educacional, acabam tendo privilégio sobre as negras. Quem é branco nunca vai conhecer a humilhação da desconfiança, da suspeita e da separação por conta da cor da pele. É preciso, sim, afirmar que pessoas brancas denunciam o racismo e se colocam contra ele.
Diante de toda injustiça impetrada por um governo federal marcadamente racista, que tem relevado o povo negro a uma condição de animalização e objetificação, urge afirmar que a reparação histórica é urgente e necessária.
Colocamo-nos, portanto, radicalmente contra o racismo e todas as suas formas e nunca nos calaremos diante da injustiça histórica contra pessoas negras. Queremos, juntos e juntas, que nossa voz seja ouvida em defesa da pluralidade e da igualdade, a fim de que todos e todas tenham os mesmos direitos como humanos que são e como cidadãos e cidadãs brasileiros.
Subescrevem:
- Ismael Lopes, Miquéias Brasil, Nossa Igreja Brasileira e Frente de Evangélicos Pelo Estado de Direito.
- Priscilla dos Reis Ribeiro, Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, Grupo Fé e Política: Reflexões, Ruah - ser mulher e a fé.
- Sandra Regis, Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito
- Irenio Silveira Chaves, Grupo Fé e Política: Reflexões
- Jhon Souza, Comunidade da Garagem Rio, articulador do INADEQUADOS.
- Magali do Nascimento Cunha, Igreja Metodista.
- Lusmarina Campos Garcia, Igreja Luterana.
- Cláudio de Oliveira Ribeiro, Igreja Metodista

O problema
Nota Dia 13 de maio
O texto tornado público pela Fundação Palmares nesse 13 de maio nos provoca várias reflexões. Antes de tudo, é preciso sempre afirmar que a abolição da escravatura foi um ato político necessário, porém incompleto.
A abolição do regime escravocrata pela Princesa Isabel não foi uma concessão magnânima do governo brasileiro nem radicou-se numa tomada de consciência comprometida com o fim do tráfico humano-africano. Foi resultado da pressão comercial internacional, principalmente da Inglaterra que, no processo de Revolução Industrial, precisava ampliar o mercado para os seus produtos, reduzindo ao máximo a concorrência, advinda da mão de obra barata dos escravos e das escravas.
O enaltecimento de figuras históricas, mitificadas a ponto de serem chamadas de "Redentoras", mascara as feridas abertas na nossa sociedade que permanece até hoje com a imensa dívida para com a população negra. É devida uma justa equidade de condições, é devido o reconhecimento de que nossa nação nada seria sem a força do povo negro que aqui foi escravizado e que segue vivendo em condições indignas. Acima de tudo, é necessário o reconhecimento de que políticas públicas afirmativas são fundamentais para que haja uma real democracia nesse país.
Vivemos em um país que prega uma falsa democracia racial e nega a existência do racismo entre nós. Negros e negras são lembrados da sua cor e de sua condição a todo tempo pelo preconceito. Essa luta é de todos e todas. Não basta não ser racista, é preciso se opor radicalmente ao racismo e isso passa por assumir que as pessoas brancas, não importa classe social ou nível educacional, acabam tendo privilégio sobre as negras. Quem é branco nunca vai conhecer a humilhação da desconfiança, da suspeita e da separação por conta da cor da pele. É preciso, sim, afirmar que pessoas brancas denunciam o racismo e se colocam contra ele.
Diante de toda injustiça impetrada por um governo federal marcadamente racista, que tem relevado o povo negro a uma condição de animalização e objetificação, urge afirmar que a reparação histórica é urgente e necessária.
Colocamo-nos, portanto, radicalmente contra o racismo e todas as suas formas e nunca nos calaremos diante da injustiça histórica contra pessoas negras. Queremos, juntos e juntas, que nossa voz seja ouvida em defesa da pluralidade e da igualdade, a fim de que todos e todas tenham os mesmos direitos como humanos que são e como cidadãos e cidadãs brasileiros.
Subescrevem:
- Ismael Lopes, Miquéias Brasil, Nossa Igreja Brasileira e Frente de Evangélicos Pelo Estado de Direito.
- Priscilla dos Reis Ribeiro, Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, Grupo Fé e Política: Reflexões, Ruah - ser mulher e a fé.
- Sandra Regis, Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito
- Irenio Silveira Chaves, Grupo Fé e Política: Reflexões
- Jhon Souza, Comunidade da Garagem Rio, articulador do INADEQUADOS.
- Magali do Nascimento Cunha, Igreja Metodista.
- Lusmarina Campos Garcia, Igreja Luterana.
- Cláudio de Oliveira Ribeiro, Igreja Metodista

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Abaixo-assinado criado em 13 de maio de 2020