IMPORTAÇÕES PARA PESQUISAS FINANCIADAS PELA FAPESP


IMPORTAÇÕES PARA PESQUISAS FINANCIADAS PELA FAPESP
O problema
A pesquisa na área médica e biomédica envolve um número enorme de insumos específicos, incluindo reagentes, materiais biológicos e consumíveis de laboratório, que não são produzidos no Brasil. De forma semelhante, muitos equipamentos altamente especializados, como microscópios ou espectrômetros de massas, são produzidos por um número limitado de empresas, que fornecem equipamentos novos e/ou peças de reposição para o mundo todo, sendo acessíveis apenas por importação direta para pesquisadores no Brasil. Assim, fica evidente que a pesquisa biomédica brasileira depende de um fluxo constante de importações para funcionar. Esses componentes são essenciais para inúmeros experimentos incluindo a busca de novos tratamentos.
Durante décadas a FAPESP responsabilizou-se pela importação desse material o que permitiu que os pesquisadores de São Paulo pudessem ter uma produtividade de excelência comparável em muitos aspectos a ciência desenvolvida no primeiro mundo.
Infelizmente, em 2025 essa importação para as universidades públicas pela FAPESP foi interrompida, o que tem tido um impacto extremamente negativo. Embora as universidades, como a USP, têm se esforçado para assumir essa tarefa, elas ainda não estão preparadas para esse desafio, particularmente pois este processo depende de treinamento de recursos humanos nessa área e formação de uma equipe especializada. O resultado desse processo é que insumos solicitados há vários meses não têm previsão de data de chegada.
Este atraso enorme nas importações está promovendo enorme prejuízo a projetos previamente aprovados pela FAPESP, muitos dos quais encontram-se paralisados por falta de materiais e equipamentos. Projetos competitivos, que dependem de resultados rápidos, estão inviabilizados, e estudantes de mestrado e doutorado não conseguirão terminar seus projetos no tempo requerido, desperdiçando o investimento público feito em suas bolsas.
Além disso, para tentar contornar essas dificuldades, os cientistas têm optado por comprar os reagentes necessários no mercado nacional, quando possível. No entanto, a isenção de taxas de importação para as universidades e para a FAPESP não se aplica caso o processo de importação seja realizado por empresas particulares vendedoras do insumo, mesmo que o consumidor final seja de uma instituição de pesquisa pública. Pode parecer um detalhe, mas a diferença é astronômica. Por exemplo, reagentes que para um pesquisador americano ou europeu custam US$ 500 (aproximadamente R$ 2.700 pela cotação atual), são vendidos no mercado nacional brasileiro por valores na faixa de R$ 8.000 a R$ 12.000, uma vez que as empresas embutem os custos de importação no valor final.
No momento, nós pesquisadores não conseguimos obter previsões de quando as importações novamente seguirão um fluxo necessário para o bom andamento das pesquisas. Enquanto isso, pesquisadores de toda a USP estão vendo projetos científicos parados ou extremamente dificultados pela falta desses produtos essenciais, sem perspectiva de resolução.
Se o Brasil busca ampliar sua presença no cenário científico internacional, uma mudança drástica no tema importação é urgente. Os professores, bolsistas de graduação, doutorado e pós-doutorado, abaixo assinados, vem respeitosamente solicitar à FAPESP que retome as importações nesse período de transição, permitindo que as universidades públicas tenham tempo de se adequar a uma nova sistemática.
AO ASSINAR, INFORMAR NO CAMPO COMENTÁRIO SUA CATEGORIA (DOCENTE, DISCENTE — ALUNOS DE IC, MESTRADO E DOUTORADO —, PÓS-DOUTORANDO, PESQUISADOR OU TÉCNICO).
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O problema
A pesquisa na área médica e biomédica envolve um número enorme de insumos específicos, incluindo reagentes, materiais biológicos e consumíveis de laboratório, que não são produzidos no Brasil. De forma semelhante, muitos equipamentos altamente especializados, como microscópios ou espectrômetros de massas, são produzidos por um número limitado de empresas, que fornecem equipamentos novos e/ou peças de reposição para o mundo todo, sendo acessíveis apenas por importação direta para pesquisadores no Brasil. Assim, fica evidente que a pesquisa biomédica brasileira depende de um fluxo constante de importações para funcionar. Esses componentes são essenciais para inúmeros experimentos incluindo a busca de novos tratamentos.
Durante décadas a FAPESP responsabilizou-se pela importação desse material o que permitiu que os pesquisadores de São Paulo pudessem ter uma produtividade de excelência comparável em muitos aspectos a ciência desenvolvida no primeiro mundo.
Infelizmente, em 2025 essa importação para as universidades públicas pela FAPESP foi interrompida, o que tem tido um impacto extremamente negativo. Embora as universidades, como a USP, têm se esforçado para assumir essa tarefa, elas ainda não estão preparadas para esse desafio, particularmente pois este processo depende de treinamento de recursos humanos nessa área e formação de uma equipe especializada. O resultado desse processo é que insumos solicitados há vários meses não têm previsão de data de chegada.
Este atraso enorme nas importações está promovendo enorme prejuízo a projetos previamente aprovados pela FAPESP, muitos dos quais encontram-se paralisados por falta de materiais e equipamentos. Projetos competitivos, que dependem de resultados rápidos, estão inviabilizados, e estudantes de mestrado e doutorado não conseguirão terminar seus projetos no tempo requerido, desperdiçando o investimento público feito em suas bolsas.
Além disso, para tentar contornar essas dificuldades, os cientistas têm optado por comprar os reagentes necessários no mercado nacional, quando possível. No entanto, a isenção de taxas de importação para as universidades e para a FAPESP não se aplica caso o processo de importação seja realizado por empresas particulares vendedoras do insumo, mesmo que o consumidor final seja de uma instituição de pesquisa pública. Pode parecer um detalhe, mas a diferença é astronômica. Por exemplo, reagentes que para um pesquisador americano ou europeu custam US$ 500 (aproximadamente R$ 2.700 pela cotação atual), são vendidos no mercado nacional brasileiro por valores na faixa de R$ 8.000 a R$ 12.000, uma vez que as empresas embutem os custos de importação no valor final.
No momento, nós pesquisadores não conseguimos obter previsões de quando as importações novamente seguirão um fluxo necessário para o bom andamento das pesquisas. Enquanto isso, pesquisadores de toda a USP estão vendo projetos científicos parados ou extremamente dificultados pela falta desses produtos essenciais, sem perspectiva de resolução.
Se o Brasil busca ampliar sua presença no cenário científico internacional, uma mudança drástica no tema importação é urgente. Os professores, bolsistas de graduação, doutorado e pós-doutorado, abaixo assinados, vem respeitosamente solicitar à FAPESP que retome as importações nesse período de transição, permitindo que as universidades públicas tenham tempo de se adequar a uma nova sistemática.
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Abaixo-assinado criado em 27 de março de 2026