
Olá, pessoal,
Enquanto a pandemia do novo coronavírus e a crise política em Brasília estampam as manchetes e ocupam a atenção de todos, a situação da Amazônia não poderia estar pior: o desmatamento da floresta segue sem trégua. Este ano já está superando o que vimos em 2019.
Entre janeiro e março de 2020, o desmatamento bateu recorde para o período, aumentou 51% em relação ao ano passado. Os números de abril são assustadores: uma área equivalente à cidade de Porto Alegre foi desmatada, sendo o maior aumento registrado em uma década para o mês – 171% a mais que em abril de 2019.
Estamos em nossas casas, mas a destruição da Amazônia continua. Nem a pandemia da Covid-19 está segurando o desmatamento.
Todos os fatores que levaram à crise ambiental no ano passado – motivando as quase 6 milhões de assinaturas de vocês – continuam em curso e, até o momento, piores.
A alta no desmatamento é consequência da junção de diversos fatores. Entre eles, a diminuição na fiscalização (que já era ineficiente) e o desmonte do Ibama e ICMBio. Tudo isso pode se agravar muito com o começo das queimadas, que se iniciam neste mês e devem ser ainda mais devastadoras neste ano.
Não bastasse a tragédia do desmatamento, a pandemia ainda leva para a Amazônia uma verdadeira invasão ilegal das terras indígenas por garimpeiros, madeireiros, grileiros e, junto com o desmatamento, vem a disseminação do novo coronavírus entre os indígenas brasileiros. A doença já atingiu 44 povos indígenas. Uma calamidade imensa, que pode significar o genocídio para alguns desses povos.
Por pressão da sociedade, a MP 910, que abre portas para grilagem e violação de leis ambientais, não foi votada e caducou. Mas se transformou no PL 2633, que estava previsto para ser votado ontem e também foi adiado.
Todos esses dados demonstram como a situação é grave e o quanto a destruição da Amazônia continua crescendo. Agradeço o apoio de todos vocês que já assinaram esta petição e peço que continuem compartilhando para que mais pessoas se juntem a nós. A luta não pode parar! Precisamos defender a floresta!