

Historiadoras e historiadores com Lula
O problema
Nós, historiadoras e historiadores, professoras e professores da educação básica e superior, pesquisadores e estudantes de História, vivemos um momento em que o passado voltou a ocupar o centro da disputa pública.
As redes ampliaram o acesso ao conhecimento, mas também deram alcance sem precedentes ao negacionismo e às versões manipuladas da História. Sem um terreno comum de fatos, a própria democracia se fragiliza.
Governos e movimentos autoritários sempre souberam que manipular o passado é uma forma de controlar o presente. Apagam acontecimentos incômodos, atacam as políticas de patrimônio, a diversidade cultural, perseguem professores, modificam currículos e sistemas de ensino, reabilitam períodos de violência e oferecem explicações simples para sociedades que nunca foram simples. Hoje, narrativas desse tipo chegam a milhões de pessoas com rapidez e muitas vezes se apresentam com a falsa aparência de conhecimento histórico.
A história brasileira não cabe em versões simplificadas. Nossa história foi construída por povos indígenas, populações negras e brancas, mestiçagens, diferentes correntes migratórias e experiências sociais muito diversas. A ampliação da cidadania resultou de longas lutas sociais e encontrou na Constituição de 1988 um marco fundamental. Conhecer essa trajetória significa compreender também as desigualdades que ainda atravessam o país.
Historiadores discordam e revisam suas interpretações. Mas interpretar não é inventar. Selecionar apenas as evidências convenientes ou moldar os fatos a uma conclusão previamente estabelecida não é outra maneira de fazer História, mas propaganda. Por isso preocupa a expansão de narrativas que se apresentam como conhecimento histórico enquanto subordinam o passado a projetos políticos excludentes e autoritários.
Valorizar a História significa valorizar quem a ensina e quem a pesquisa. Defendemos maior presença da disciplina na educação básica, melhores condições de trabalho e o fortalecimento da formação presencial, especialmente nas universidades públicas. Defendemos também a efetiva valorização profissional dos historiadores e políticas permanentes para a pesquisa e para as instituições responsáveis pela memória do país.
Não são reivindicações apenas de uma categoria. O conhecimento histórico é um bem público. Num contexto de avanço internacional de discursos autoritários, defender a pesquisa, a educação e o respeito aos fatos é uma questão democrática.
É nesse sentido que Historiadoras e Historiadores com Lula manifestam seu apoio à reeleição do Presidente Lula como parte de seu compromisso com a democracia.
Apoiá-lo significa tomar posição em defesa da ciência e das condições necessárias para que a História seja pesquisada e ensinada sem falsificações impostas por um autoritário de plantão.
Não estamos isolados no mundo. Ataques às políticas de educação, cultura e patrimônio estão sendo feitos por setores da extrema-direita em diversos países, assim como ataques imperialistas e ameaças constantes à soberania do nosso país.
A ameaça de um governo reacionário que agora tenta retornar ao poder para novamente implementar sua agenda de negacionismo e destruição é iminente. Governo este que em um passado recente negou vacina durante uma pandemia, flexibilizou leis ambientais que garantiam direito às terras indígenas e sobretudo, em uma evidente tentativa de golpe de Estado, depredou o patrimônio público e destruiu obras de arte e objetos com valor histórico.
Diante deste contexto, é urgente que historiadores e historiadoras tomem posição. Quando a democracia, a liberdade de pesquisa e o próprio conhecimento histórico estão ameaçados, é hora de agir. E por este motivo estamos do lado do candidato comprometido com a democracia: Lula.
Não se trata de exigir concordância com uma interpretação do passado. Trata-se de defender o direito de investigá-lo sem censura e de discutir seus resultados sem que fatos sejam substituídos por versões mentirosas fabricadas. Trata-se de defender o nosso patrimônio histórico e artístico e a diversidade cultural do povo brasileiro.
Defender a História é também defender o direito de cada brasileiro e brasileira a não ser enganado sobre o seu próprio passado.
Em tempos de desinformação, essa não é apenas uma questão de historiadores.
É uma questão de defesa da DEMOCRACIA!
Historiadores e historiadoras com Lula!

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O problema
Nós, historiadoras e historiadores, professoras e professores da educação básica e superior, pesquisadores e estudantes de História, vivemos um momento em que o passado voltou a ocupar o centro da disputa pública.
As redes ampliaram o acesso ao conhecimento, mas também deram alcance sem precedentes ao negacionismo e às versões manipuladas da História. Sem um terreno comum de fatos, a própria democracia se fragiliza.
Governos e movimentos autoritários sempre souberam que manipular o passado é uma forma de controlar o presente. Apagam acontecimentos incômodos, atacam as políticas de patrimônio, a diversidade cultural, perseguem professores, modificam currículos e sistemas de ensino, reabilitam períodos de violência e oferecem explicações simples para sociedades que nunca foram simples. Hoje, narrativas desse tipo chegam a milhões de pessoas com rapidez e muitas vezes se apresentam com a falsa aparência de conhecimento histórico.
A história brasileira não cabe em versões simplificadas. Nossa história foi construída por povos indígenas, populações negras e brancas, mestiçagens, diferentes correntes migratórias e experiências sociais muito diversas. A ampliação da cidadania resultou de longas lutas sociais e encontrou na Constituição de 1988 um marco fundamental. Conhecer essa trajetória significa compreender também as desigualdades que ainda atravessam o país.
Historiadores discordam e revisam suas interpretações. Mas interpretar não é inventar. Selecionar apenas as evidências convenientes ou moldar os fatos a uma conclusão previamente estabelecida não é outra maneira de fazer História, mas propaganda. Por isso preocupa a expansão de narrativas que se apresentam como conhecimento histórico enquanto subordinam o passado a projetos políticos excludentes e autoritários.
Valorizar a História significa valorizar quem a ensina e quem a pesquisa. Defendemos maior presença da disciplina na educação básica, melhores condições de trabalho e o fortalecimento da formação presencial, especialmente nas universidades públicas. Defendemos também a efetiva valorização profissional dos historiadores e políticas permanentes para a pesquisa e para as instituições responsáveis pela memória do país.
Não são reivindicações apenas de uma categoria. O conhecimento histórico é um bem público. Num contexto de avanço internacional de discursos autoritários, defender a pesquisa, a educação e o respeito aos fatos é uma questão democrática.
É nesse sentido que Historiadoras e Historiadores com Lula manifestam seu apoio à reeleição do Presidente Lula como parte de seu compromisso com a democracia.
Apoiá-lo significa tomar posição em defesa da ciência e das condições necessárias para que a História seja pesquisada e ensinada sem falsificações impostas por um autoritário de plantão.
Não estamos isolados no mundo. Ataques às políticas de educação, cultura e patrimônio estão sendo feitos por setores da extrema-direita em diversos países, assim como ataques imperialistas e ameaças constantes à soberania do nosso país.
A ameaça de um governo reacionário que agora tenta retornar ao poder para novamente implementar sua agenda de negacionismo e destruição é iminente. Governo este que em um passado recente negou vacina durante uma pandemia, flexibilizou leis ambientais que garantiam direito às terras indígenas e sobretudo, em uma evidente tentativa de golpe de Estado, depredou o patrimônio público e destruiu obras de arte e objetos com valor histórico.
Diante deste contexto, é urgente que historiadores e historiadoras tomem posição. Quando a democracia, a liberdade de pesquisa e o próprio conhecimento histórico estão ameaçados, é hora de agir. E por este motivo estamos do lado do candidato comprometido com a democracia: Lula.
Não se trata de exigir concordância com uma interpretação do passado. Trata-se de defender o direito de investigá-lo sem censura e de discutir seus resultados sem que fatos sejam substituídos por versões mentirosas fabricadas. Trata-se de defender o nosso patrimônio histórico e artístico e a diversidade cultural do povo brasileiro.
Defender a História é também defender o direito de cada brasileiro e brasileira a não ser enganado sobre o seu próprio passado.
Em tempos de desinformação, essa não é apenas uma questão de historiadores.
É uma questão de defesa da DEMOCRACIA!
Historiadores e historiadoras com Lula!

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Abaixo-assinado criado em 1 de setembro de 2026