

Primeiramente, agradecemos a disponibilidade de todos que participaram do nosso encontro/reunião, no último dia 09/05/24.
Felizmente contamos com a presença de vários representantes (moradores/empresários) dos territórios da Sé, Mooca e Santana/Tucuruvi, além das personalidades ilustres, como: a Vereadora Cris Monteiro, a pré-candidata à Prefeitura de SP, Marina Helena (suas equipes), e o assessor da subprefeitura da Mooca Lucas Sanches.
Aproveitamos, mais uma vez, para fazer um relato minuciosos de todo horror que vivemos, desde 2018. E, apesar de estarmos extremamente cansados e desesperançosos quanto às resoluções de nossas demandas, é sempre bom encontrarmos apoio para ecoar às destruições que nos foram impostas.
Além disso, informamos sobre o andamento dos processos em evidência: projeto da base da guarda civil municipal; e o das obras necessárias no sistema de águas e esgotos do eixo Avenida Cruzeiro do Sul, Ruas Guaporé/Porto Seguro/Dom Rodó/Paulino Guimarães/Eduardo Chaves, que, segundo informações da prefeitura, ainda não houve o protocolo de um ofício p/ liberar as obras, mas, está na fila no Departamento de Obras, na SIURB.
Obviamente, pedimos especial atenção à Vereadora, para que cobre e acompanhe o andamento desses processos, visto que, em exercício, tem toda competência para fazê-lo. E, ela de pronto, comprometeu-se a verificar.
O que é mais um "avanço"!
Conforme nossa luta incansável, reiteramos aos presente, o quanto nosso hexágono está entupido e transbordando (literalmente) de serviços da rede socioassistencial que, efetivamente, não cumprem com os objetivos legais, ao contrário, de 2014 para cá, as inaugurações são crescentes, sem nenhum respeito ou participação à população, impactando nocivamente no entorno, destruindo a região, impondo aos cidadãos local ou itinerantes (desde os “fundadores” dos bairros, até a quarta ou quinta geração), um iminente “despejo”.
Pois, como bem disse, um dos moradores:“...temos, em média 18 serviços na região...” e, em breve, não teremos mais bairros...”
Enfim, estamos sendo esmagados sem dó, e, por acreditarmos que todas as frentes podem e devem trabalhar juntas (administração pública/sociedade civil), insistimos, e, esperamos que consigamos avançar nos projetos de melhoria, segurança e desenvolvimento da região.
Lembrando que, há suspeita de termos uma rede de água e esgoto com a estrutura “colapsada”, por isso, a cada chuva, o estado das ruas ficam cada vez mais críticos. E a população, sofre ainda mais.
Importante salientar que todos os problemas existentes foram apresentados em 2018, e seguem sem solução, com o agravante de, a população local estar, cada vez mais encarcerada, entre grades e seguranças, enquanto o crime organizado ocupa cada recôndito (sem nenhuma barreira).
Nesse sentido, rememoramos o plano de mitigação de danos apresentado (e prometido providências) em 2019, a fim de agilizar o planejamento das ações de desenvolvimento do nosso hexágono que compreende os bairros do Canindé/Ponte Pequena/Bom Retiro/Luz/Vila Sá Barbosa (trecho/eixo: Avenida do Estado (entre a Avenida Tiradentes e Santos Dumont), Avenida Tiradentes (até o Final) Praça Bento de Camargo Barros/Cruzeiro do Sul/Rua Dr Rodrigo Barros/Praça Armênia), elencando as prioridades às quais queremos que se iniciem as necessárias providências:
a. Remoção da ocupação do início da favelização da rua Porto Seguro, bem como a Praça Bento de Camargo Barros, embaixo da Passarela em frente à Praça, esquinas da Avenida Cruzeiro do Sul com ruas Porto Seguro, Porto Calvo, Dom Rodó e Guaporé;
b. Remoção das ocupações das marquises das pontes de acesso à Marginal e à Avenida Cruzeiro do Sul;
c. Remoção da ocupações, da favelização do canteiro do acesso à Marginal Tietê, na Ponte Cruzeiro do Sul, nos dois sentidos;
d. Iluminação Pública, em todas as ruas contidas no trecho/eixo: Avenida do Estado (entre a Avenida Tiradentes e Santos Dumont), Avenida Tiradentes (até o Final) Praça Bento de Camargo Barros/Cruzeiro do Sul/Rua Dr Rodrigo Barros/Praça Armênia;
e. Pavimentação/asfaltamento de qualidade;
f. Operação tapa buracos e fechamento de crateras em todas as ruas do hexágono, principalmente o afundamento da Rua Porto Seguro;
g. Faixas de pedestres;
h. Revitalização das Praças Bento de Camargo Barros e Praça Armênia;
i. Limpeza e manutenção das ruas, praças, calçadas e canteiros, instalação de lixeiras, containeres de coleta seletiva;
j. Limpeza de bueiros e galerias com eficiência e eficácia;
k. Base fixa da GCM na Praça Bento de Camargo Barros e na Praça Armênia;
l. Base móvel na Avenida Cruzeiro do Sul com Rua Porto Seguro, na Avenida do Estado com Rua Eduardo Chaves (estação do Metrô) e na Praça Armênia;
m. Ronda ostensiva da PM em toda região inibindo a instalação e proliferação de usuários;
n. Proibição/punição dos usuários do serviço (SIAT), de circulação e uso de drogas na região;
o. Reorganização dos pontos dos ônibus, acesso às calçadas e ruas intransitáveis por falta de planejamento inteligente;
p. Revisão da transformação (insanidade) de mão dupla na Rua Guaporé entre às vias, Dom Rodó e Cruzeiro do Sul (ação essa absurda e perigosa)
q. Planejamento e controle das paradas dos ônibus fretados;
r. Controle e fiscalização de vans e ônibus clandestinos;
s. Controle e fiscalização de comércio clandestino;
t. Controle e fiscalização das calçadas;
u. Suspensão de projetos de potencialização da destruição da região, tais como: implantação de novos serviços da rede socioassistencial sem nenhum planejamento eficaz e consulta à população local;
v. Suspensão do projeto de instalação de nova “Vila Reencontro”, no CMTC Clube, que destruirá, sem volta, o território;
w. Fiscalização, controle, prestação de contas e resultados, bem como a participação de todos na eficiência dos serviços da rede, já existentes, na região;
x. Fiscalização e controle dos ônibus fretados que param nas ruas Porto Seguro/Porto Calvo e Guaporé, para transportar “famílias” aos presídios (assim como há anos acontece no Carandiru). Ações essas que iniciaram após a instalação do Siat II na Rua Porto Seguro.
Observem que nossas solicitações estão em conformidade com todas as competências da sub prefeitura da Sé (podendo ser aplicada pelas demais em seus territórios), secretarias e órgãos afins, logo, são perfeitamente factíveis!
E com união, boa vontade, poucos esforços, poderão executá-las e transformar (em área modelo) nossa região, que é uma área de intersecção entre territórios de suma importância à cidade.
Além disso, por ser uma região de grande visibilidade e potencial econômico/comercial significativo, as parcerias público privadas podem e devem existir, facilitando o desenvolvimento.
E, nós, cidadãos, estamos ávidos por essa conquista.
Por isso, seguimos trabalhando e lutando, pois os resultados, de sucesso, esperados, virão paulatinamente e de forma concreta com políticas sérias de Estado/Município, não de interesses de grupos personalizados.
Vale destacar que essa última reunião foi realizada no clube, a fim de darmos visibilidades a algumas relíquias de nossa região:
- a Associação Atlética (clube), fundada em 26 julho de 1914, completará, em breve, 110 anos (merecia um cuidado especial);
- Associação Paulista de futebol, Fundada em 11 de Setembro de1985, com sede rua Guaporé 461, Registro na Secretaria de Esportes, 001265 desde 1998, atende, em media, 10.000 criança/ ano (sofre, desde a instalação do SIAT 2, com a ocupação clandestina ao lado)...
Temos certeza do quanto está difícil residir, trabalhar, andar, participar da região, mas não podemos desistir, pois é questão de sobrevivência!
Mais uma vez, agradecemos a todos que participaram da nossa reunião, pois #seguimosfirmes. Até a próxima!