

Apesar da ausência de boa parte da população local, bem como de muitos convidados da administração pública, realizamos nossa reunião com êxito.
Agradecemos, especialmente, a atenção da Sub prefeitura da Sé, Coronel Álvaro Camilo, bem como à Sub prefeitura da Mooca, Coronel Marcus Vinicius Valério, que enviaram seus especiais assessores à nossa reunião do dia 28/06/23.
Acontecimento raro, juntarmos as duas sub prefeituras, mas conseguimos!
Agradecemos, em particular, aos assessores presentes Srs Eduardo e Genivaldo, que se disponibilizaram a ouvir A REALIDADE DIÁRIA, O IMENSO SOFRIMENTO decorrente das implantações de serviços milionários e ineficazes impostos pela administração pública que, desde 2014, seguem em velocidade exponencial, destruindo nossa região.
E, consequentemente, em resposta debateram com vários representantes de todas as frentes da população (moradores, empresários, comerciantes, trabalhadores, estudantes, líderes religiosos, usuários e transeuntes) da região da Armênia/Ponte Pequena, Bom Retiro, Luz, Vila Sá Barbosa, Canindé, Pari, Mooca, Santana e outras localidades, essa cruel e devastadora realidade, que, diante das novas imposições, “novos” serviços, que já nascem falidos, de acordo com a ausência, peculiar, de planejamento e desenvolvimento do assistencialismo.
Porém, apesar do cansaço extremo da população que desde 2018 pleiteia por respeito com uma aliança responsável para um trabalho conjunto de desenvolvimento real da região (conforme projeto diversas vezes reiterados, e listado abaixo), bem como da cidade como um todo, pois nosso hexágono representa uma área de indiscutível importância no mapa da cidade, por ser a tríplice fronteira interseccionando as maiores e mais importantes vias de acesso a todas as regiões da cidade, mesmo diante de tanto descaso e abandono, nós, os representantes, não desistimos de lutar por uma cidade melhor.
Conforme conversado com os ilustres assessores presentes, nosso hexágono está transbordando de serviços da rede socioassistencial que, efetivamente, não cumpriram com os os objetivos legais, ao contrário, de 2014 para cá, as inaugurações são crescentes, sem nenhuma satisfação ou participação, impactando nocivamente no entorno, destruindo a região, estando, a população local (desde os “fundadores” dos bairros, até a quarta ou quinta geração) , à beira do “despejo”.
Pois, como bem disse, a vice-diretora do IFLSP, Professora Carmen Monteiro Fernandes: “...temos, em média 10 serviços na região...em breve, não teremos mais bairros...”
Enfim, estamos sendo esmagados aos poucos, e, por acreditarmos que todas as frentes podem e devem trabalhar juntas (administração pública/sociedade civil), insistimos, e, esperamos que consigamos avançar nos projetos de melhoria, segurança e desenvolvimento da região.
Como primeira medida, o Coronel Genivaldo, na saída, nos acompanhou para entender um dos pontos colocados: a existência de alagamentos e enchentes, sem escoamento (resultado da destruição do entorno pelas ocupações clandestinas derivadas das implantações de determinados serviços), provocando o isolamento de determinadas ruas da área, principalmente na Avenida Cruzeiro do Sul (na saída da Ponte até a Rua Guaporé), Ruas Guaporé, Porto Seguro, Dom Rodó, Porto Calvo, Eduardo Chaves e Paulino Guimarães.
Lembrando que, conforme informado pelos moradores, há suspeita de termos uma rede com a estrutura “colapsada”, por isso, a cada chuva, o estado das ruas ficam mais críticos.
E a população, sofre ainda mais.
Aguardamos as providências.
Importante salientar que todos os problemas existentes foram apresentados em 2018, e seguem sem solução, com o agravante de, a população local estar, cada vez mais encarcerada, entre grades e seguranças, enquanto o crime organizado ocupa cada recôndito (sem nenhuma barreira).
Nesse sentido, mais uma vez, reiteramos o plano de mitigação de danos apresentado (e prometido providências) em 2019, a fim de agilizar o planejamento das ações de desenvolvimento do nosso hexágono que compreende os bairros do Canindé/Ponte Pequena/Bom Retiro/Luz/Vila Sá Barbosa (trecho/eixo: Avenida do Estado (entre a Avenida Tiradentes e Santos Dumont), Avenida Tiradentes (até o Final) Praça Bento de Camargo Barros/Cruzeiro do Sul/Rua Dr Rodrigo Barros/Praça Armênia), elencamos as prioridades às quais requeremos as necessárias providências:
a. Remoção da ocupação do início da favelização da rua Porto Seguro, bem como a Praça Bento de Camargo Barros, embaixo da Passarela em frente à Praça, esquinas da Avenida Cruzeiro do Sul com ruas Porto Seguro, Porto Calvo, Dom Rodó e Guaporé;
b. Remoção das ocupações das marquises das pontes de acesso à Marginal e à Avenida Cruzeiro do Sul;
c.Remoção da ocupações, da favelização do canteiro do acesso à Marginal Tietê, na Ponte Cruzeiro do Sul, nos dois sentidos;
d. Iluminação Pública, troca de toda rede de todas as ruas contidas no trecho/eixo: Avenida do Estado (entre a Avenida Tiradentes e Santos Dumont), Avenida Tiradentes (até o Final) Praça Bento de Camargo Barros/Cruzeiro do Sul/Rua Dr Rodrigo Barros/Praça Armênia;
e. Pavimentação/asfaltamento de qualidade;
f. Operação tapa buracos e fechamento de crateras em todas as ruas do hexágono;
g. Faixas de pedestres;
h. Revitalização das Praças Bento de Camargo Barros e Praça Armênia;
i. Limpeza e manutenção das ruas, praças, calçadas e canteiros, instalação de lixeiras, containeres de coleta seletiva;
j. Limpeza de bueiros e galerias com eficiência e eficácia;
k. Base fixa da GCM na Praça Bento de Camargo Barros e na Praça Armênia;
l. Base móvel na Avenida Cruzeiro do Sul com Rua Porto Seguro, na Avenida do Estado com Rua Eduardo Chaves (estação do Metrô) e na Praça Armênia;
m. Ronda ostensiva da PM em toda região inibindo a instalação e proliferação de usuários;
n. Proibição dos usuários do serviço (SIAT), de circulação e uso de drogas na região;
o. Reorganização dos pontos dos ônibus, acesso às calçadas e ruas intransitáveis por falta de planejamento inteligente;
p. Revisão da transformação (insanidade) de mão dupla na Rua Guaporé entre às vias, Dom Rodó e Cruzeiro do Sul (ação essa absurda e perigosa)
q. Planejamento e controle das paradas dos ônibus fretados;
r. Controle e fiscalização de vans e ônibus clandestinos;
s. Controle e fiscalização de comércio clandestino;
t. Controle e fiscalização das calçadas;
u. Suspensão de projetos de potencialização da destruição da região, tais como: implantação de novos serviços da rede socioassistencial sem nenhum planejamento eficaz e consulta à população local;
v. Suspensão do projeto de instalação de nova “Vila Reencontro”, ao lado do Shopping D e Instituto federal, que impactará danosamente no território;
w. Fiscalização, controle, prestação de contas e resultados, bem como a participação de todos na eficiência dos serviços da rede, já existentes, na região;
x.Iluminação pública;
Observem que nossas solicitações estão em conformidade com todas as competências da sub, secretarias e órgãos afins, logo, são perfeitamente factíveis!
E com união, boa vontade, poucos esforços, poderão executá-las e transformar ( em área modelo) nossa região, que é uma área de intersecção entre territórios de suma importância à cidade, visto que é área de acesso e passagem, por vias terrestres e aéreas de todas as pessoas que se beneficiam de São Paulo por motivos diversos.
Além disso, por ser uma região de grande visibilidade e potencial econômico comercial significativo, as parcerias público privadas podem e devem existir, facilitando o desenvolvimento. E, nós, cidadãos estamos ávidos por essa conquista.
Por isso, sigamos trabalhando, pois os resultados, de sucesso, esperados, virão paulatinamente e de forma concreta como políticas de Estado/Município, não de interesses de grupos personalizados.
Esperançosos que, dessa vez, seremos ouvidos e atendidos, pois é medida de direito constitucional incontestável, seguimos tentando e acreditando.
Para tanto, o diretor do IFLSP, disponibilizou as instalações do Instituto para que, a cada, pelo menos, dois meses, nos reunamos, sociedade civil e administração pública, a fim de, juntos, trabalharmos por uma região com mais condições de habitabilidade à população local (e do entorno), sem mais agentes destruidores e, sim, que transformadores.
Sendo assim, seguindo as orientações do professor Alberto Shiga, diretor do IFLSP, organizaremos a próxima reunião para última 2ª feira de agosto, dia 28, às 19:30h., exatamente dois meses após a primeira, a fim de darmos seguimento às tratativas, ações e resoluções, ficando, para tanto, extensivo o convite a todos os representantes da administração pública e dos órgãos afins que têm competência para resolver nossas demandas.
Esperamos o empenho, boa vontade e participação de todos, inclusive da população local e do entorno para somar esforços conosco nessa luta!
Aguardamos todos, dia 28/08!