ABERTURAS DAS ACADEMIAS NO DISTANCIAMENTO CONTROLADO BANDEIRA PRETA

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Dariane Fossá criou este abaixo-assinado para pressionar Governo do Estado do Rio Grande do Sul e

MANIFESTAÇÃO ACERCA DAS ABERTURAS DAS ACADEMIAS NO DISTANCIAMENTO CONTROLADO BANDEIRA PRETA


Diante da revisão de indicadores do modelo de Distanciamento Controlado (em vigor desde 10.05.2020), por Decreto do Executivo Estadual (D. 55.240) que teve o objetivo de equilibrar a prioridade de preservação da vida, em consideração a nota publicada pela Casa Civil 29/04/2020 e atualizada em 12/05/2020, passamos a disseminar:


1. os dados atualmente utilizados para a mudança de bandeira não correspondem com a realidade, o que atinge principalmente o setor das academias, estabelecimento de saúde que se enquadra nos serviços de promoção de saúde na rede assistencial do Sistema Único de Saúde – SUS, frente aos benefícios que traz à população.


2. as academias por sua vez foram criadas a partir da concepção de integralidade da atenção à saúde, ampliando as estratégias de atendimento à população, sendo um serviço com equipamentos qualificados, que tem por objetivo propiciar melhoria de qualidade de vida a população.


3. as pesquisas científicas demonstram que as academias fazem parte de um serviço de saúde latente, que se utilizam de profissionais da saúde de nível superior devidamente habilitado em Educação Física, como Responsáveis Técnicos, devidamente registrados no Conselho Profissional.


No entanto, com a publicação das novas medidas de distanciamento controlado, as academias poderão permanecer abertas com distanciamento abusivo de 16m², quando muitos estabelecimento possuem localização em espaços menores, ou permanecer fechadas, sem qualquer modo de operação, conforme determinação do Modelo de Distanciamento Controlado do RS, o que ocasionaria graves prejuízo econômicos aos investidores que precisam honrar com suas contas (aluguel, despesas básicas, funcionários, suplementos, entre outros), afetando integralmente a economia local.


Das evidencias trazidas por pesquisas científicas, pesquisadores americanos estão sugerindo que exercício físico pode impedir o desenvolvimento da SARA (Síndrome da Angústia Respiratória Aguda), caracterizada pela falta de ar, respiração rápida, tosse, fraqueza muscular e uma das piores complicações do novo Coronavírus (Sars-CoV-2).

Segundo o estudo da Universidade de Virginia, a prática de exercícios físicos eleva a produção da enzima superóxido dismutase (EcSOD), produzida pelos músculos e associada à proteção do sistema cardiorrespiratório. "Sua baixa concentração aumenta o risco para doenças como pneumonia ou enfermidades crônicas respiratórias", afirma o pneumologista Humberto Bogossian, do Hospital Israelita Albert Einstein. Além disso, também sobe a chance de ocorrência de isquemia cardíaca (derivada da obstrução do fluxo sanguíneo) e falhas nos rins.


Ainda, de acordo com os pesquisadores, a realização de exercícios em intensidade moderada é suficiente para obter os benefícios. "Exercício regular tem mais benefícios do que conhecemos. A proteção contra doenças respiratórias severas é um dos muitos exemplos", afirma o médico Zhen Yan, chefe da pesquisa.


Também, o Colégio Americano de Medicina do Esporte divulgou recentemente um guia em que sugere que a atividade física de intensidade moderada deva ser mantida no período de quarentena em função do SARS-CoV-2, salientando a importância para a saúde de cada minuto fisicamente ativo¹.

As recomendações da OMS para indivíduos saudáveis e assintomáticos são de, no mínimo, 150 minutos de atividade física por semana para adultos e 300 minutos de atividade física por semana para crianças e adolescentes², sob orientação de profissionais do exercício físico para a adequação da prática de atividade física por parte da população. É fundamental que indivíduos que realizem exercícios físicos regularmente mantenham a prática, porém adequando-se à condição atual de restrições de circulação. Manter-se fisicamente ativo deve ser enfatizado ainda mais para indivíduos idosos, os quais comprovadamente apresentam mais comorbidades e maior risco cardiovascular, além de serem mais vulneráveis ao COVID-19.

Portanto, diante do avanço exponencial desta pandemia no Brasil, a recomendação dos profissionais de saúde para que a população tenha uma vida fisicamente ativa deve ser encarada como uma importante abordagem para o combate ao COVID-19 e às eventuais consequências do confinamento social juntamente às demais medidas que estão sendo adotadas pelos setores de saúde pública mundial.


Esses são os fatos relevantes para o deslinde da matéria ventilada na presente disseminação que precisa ser (re)conhecida pelas Autoridades competentes a fim de caracterizar as academias como SERVIÇO ESSENCIAL A SAÚDE.


Setor de Academias do Estado do Rio Grande do Sul

Profissionais de Educação Física 

Alunos e praticantes de atividade física em academiais

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¹ American College of Sports. (ACSM). Staying active during the coronavirus pandemic. [Internet]. [Cited in 2020 Mar 16] Available from:
https://www.exerciseismedicine.org/assets/page_documents/EIM_Rx%20for%20ealth_%20Staying%20Active%20During%20Coronavirus%20Pandemic.pdf
² World Health Organization. (WHO) . Global recommendations on physical activity for health. Geneva; 2010.

Adv. Thiago Trivilin (OAB/RS 75.406)

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