

Prioridade da educação em Cabo Frio e retorno das atividades presenciais nas escolas
O problema
Nosso objetivo é propor, com base na ciência, um debate aberto e regular para que se restabeleçam as aulas presenciais, em caráter opcional, nas Escolas de Cabo Frio.
Abaixo listamos os motivos pelos quais acreditamos na urgência desta discussão.
1. A educação precisa ser priorizada.
Observamos que atividades comerciais e de lazer, inclusive turísticas, estão funcionando em sua normalidade. Em nosso município, bares, restaurantes, praias, centros comerciais e até empreendimentos voltados ao público infantil estão abertos, respeitando os protocolos de segurança.
Considerando haver dados científicos abundantes e confiáveis que mostram reduzida transmissibilidade no ambiente escolar, é incompreensível que, em se admitindo algumas flexibilizações, o funcionamento das Escolas não tenha prioridade sobre os demais segmentos.
2. A saúde, o desenvolvimento e a integridade física das crianças e adolescentes precisam ser asseguradas.
Dados científicos sedimentados mostram que a Covid-19 afeta menos e com menor gravidade crianças e adolescentes. As taxas de infecção e mortalidade na faixa etária de 0 a 19 anos são pequenas se comparadas ao restante da população e também a outras doenças. Ao mesmo tempo, observa-se, neste grupo, uma crescente no número de casos de obesidade, depressão, transtornos de ansiedade, suicídio, abuso sexual e violência doméstica.
Órgãos nacionais, como a Sociedade Brasileira de Pediatria, e internacionais, como a Unesco, defendem que a Escola e a socialização são elementos absolutamente necessários para o desenvolvimento e a saúde da criança e do adolescente, incentivando o retorno das atividades presenciais.
3. A Escola que cumpre os protocolos de prevenção, torna-se um ambiente seguro para a comunidade.
Os estudos desenvolvidos no Brasil e no exterior que avaliam o impacto do retorno das atividades escolares presenciais mostram, com clareza, que a contaminação criança-criança é bastante incomum e que infecções detectadas na escola, em sua grande maioria, ocorrem fora do ambiente escolar.
Quando respeitados os protocolos de prevenção que preconizam a ventilação correta das salas de aula, o uso de máscaras em crianças acima de 2 anos, a proibição de aglomerações durante as atividades, a restrição do acesso de adultos (mesmo que familiares) ao espaço escolar, o espaçamento entre alunos e a realização de uma triagem de sinais e sintomas, a Escola torna-se um ambiente menos propício à propagação do vírus se comparada a outros espaços ocupacionais ou de lazer com densidade semelhante de pessoas.
Reforçando os motivos supracitados, ressaltamos o apelo feito no dia 4 de agosto de 2020 pelo secretário-geral da ONU - Organização das Nações Unidas, António Guterres, em que pediu prioridade na reabertura das escolas e um retorno seguro dos alunos às aulas presenciais.
"Colocar os alunos de volta às escolas da forma mais segura que for possível precisa ser a maior prioridade. Já enfrentávamos uma crise de ensino anterior à pandemia. Agora, estamos diante de uma catástrofe de toda uma geração que pode desperdiçar potencial humano e levar a décadas de atraso, exacerbando a desigualdade".
A ONU lançou uma campanha chamada "Save Our Future" (Salve o nosso futuro) em que pede pela reabertura de escolas e que isso seja priorizado nas decisões econômicas dos países.
"Estamos em um momento crucial para as crianças e jovens do mundo. As decisões dos governos precisam pensar no impacto para milhões de jovens e no desenvolvimento de seus países para as próximas décadas. Temos a oportunidade de uma geração para repensar nossa educação e podemos usar este momento para desenvolver um ensino de maior qualidade".
Assim, considerando os argumentos supracitados que se embasam em dados científicos, é razoável que se dê alternativa às famílias que entendem ser adequado o retorno dos alunos às atividades presenciais.
Pedimos, portanto, uma reunião dos senhores com o comitê organizador deste manifesto, que pode ser agendada pelo canal educacabofrio@gmail.com, a fim de aprofundarmos esta discussão e darmos início à organização necessária para o retorno.
Ficamos no aguardo,
Cidadãos de Cabo Frio
O problema
Nosso objetivo é propor, com base na ciência, um debate aberto e regular para que se restabeleçam as aulas presenciais, em caráter opcional, nas Escolas de Cabo Frio.
Abaixo listamos os motivos pelos quais acreditamos na urgência desta discussão.
1. A educação precisa ser priorizada.
Observamos que atividades comerciais e de lazer, inclusive turísticas, estão funcionando em sua normalidade. Em nosso município, bares, restaurantes, praias, centros comerciais e até empreendimentos voltados ao público infantil estão abertos, respeitando os protocolos de segurança.
Considerando haver dados científicos abundantes e confiáveis que mostram reduzida transmissibilidade no ambiente escolar, é incompreensível que, em se admitindo algumas flexibilizações, o funcionamento das Escolas não tenha prioridade sobre os demais segmentos.
2. A saúde, o desenvolvimento e a integridade física das crianças e adolescentes precisam ser asseguradas.
Dados científicos sedimentados mostram que a Covid-19 afeta menos e com menor gravidade crianças e adolescentes. As taxas de infecção e mortalidade na faixa etária de 0 a 19 anos são pequenas se comparadas ao restante da população e também a outras doenças. Ao mesmo tempo, observa-se, neste grupo, uma crescente no número de casos de obesidade, depressão, transtornos de ansiedade, suicídio, abuso sexual e violência doméstica.
Órgãos nacionais, como a Sociedade Brasileira de Pediatria, e internacionais, como a Unesco, defendem que a Escola e a socialização são elementos absolutamente necessários para o desenvolvimento e a saúde da criança e do adolescente, incentivando o retorno das atividades presenciais.
3. A Escola que cumpre os protocolos de prevenção, torna-se um ambiente seguro para a comunidade.
Os estudos desenvolvidos no Brasil e no exterior que avaliam o impacto do retorno das atividades escolares presenciais mostram, com clareza, que a contaminação criança-criança é bastante incomum e que infecções detectadas na escola, em sua grande maioria, ocorrem fora do ambiente escolar.
Quando respeitados os protocolos de prevenção que preconizam a ventilação correta das salas de aula, o uso de máscaras em crianças acima de 2 anos, a proibição de aglomerações durante as atividades, a restrição do acesso de adultos (mesmo que familiares) ao espaço escolar, o espaçamento entre alunos e a realização de uma triagem de sinais e sintomas, a Escola torna-se um ambiente menos propício à propagação do vírus se comparada a outros espaços ocupacionais ou de lazer com densidade semelhante de pessoas.
Reforçando os motivos supracitados, ressaltamos o apelo feito no dia 4 de agosto de 2020 pelo secretário-geral da ONU - Organização das Nações Unidas, António Guterres, em que pediu prioridade na reabertura das escolas e um retorno seguro dos alunos às aulas presenciais.
"Colocar os alunos de volta às escolas da forma mais segura que for possível precisa ser a maior prioridade. Já enfrentávamos uma crise de ensino anterior à pandemia. Agora, estamos diante de uma catástrofe de toda uma geração que pode desperdiçar potencial humano e levar a décadas de atraso, exacerbando a desigualdade".
A ONU lançou uma campanha chamada "Save Our Future" (Salve o nosso futuro) em que pede pela reabertura de escolas e que isso seja priorizado nas decisões econômicas dos países.
"Estamos em um momento crucial para as crianças e jovens do mundo. As decisões dos governos precisam pensar no impacto para milhões de jovens e no desenvolvimento de seus países para as próximas décadas. Temos a oportunidade de uma geração para repensar nossa educação e podemos usar este momento para desenvolver um ensino de maior qualidade".
Assim, considerando os argumentos supracitados que se embasam em dados científicos, é razoável que se dê alternativa às famílias que entendem ser adequado o retorno dos alunos às atividades presenciais.
Pedimos, portanto, uma reunião dos senhores com o comitê organizador deste manifesto, que pode ser agendada pelo canal educacabofrio@gmail.com, a fim de aprofundarmos esta discussão e darmos início à organização necessária para o retorno.
Ficamos no aguardo,
Cidadãos de Cabo Frio
Os tomadores de decisão
Atualizações do abaixo-assinado
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Abaixo-assinado criado em 21 de novembro de 2020