DIRETAS JÁ - Pela renúncia de Temer e convocação de eleições diretas!

DIRETAS JÁ - Pela renúncia de Temer e convocação de eleições diretas!

O problema

Diante dos graves fatos revelados envolvendo o Presidente em exercício Michel Temer, já não resta dúvida de que a única saída política para o restabelecimento da normalidade democrática no país é por meio de eleições diretas.

Num momento de grave crise política, o povo, soberano no exercício do poder, como consagrou a nossa Constituição Federal de 1988, deve ser instado a escolher um novo Chefe de Estado.

Um ano após a decisão ilegal de afastar a presidenta Dilma Rousseff, vivenciamos um período de duros retrocessos impostos pelo governo federal e sua base aliada. Medidas como o PL das Terceirizações, as Reformas Trabalhista e Previdenciária, e a PEC do teto de gastos estiveram na pauta nacional neste ano, deixando claro o caráter antipopular do governo Temer.

Tais medidas atingem diretamente a classe trabalhadora em nosso país, cortando direitos assegurados historicamente através da luta dos movimentos sociais e sindicais, como a própria CLT, instaurada no Governo Vargas.

O PL 4.302, aprovado no mês de março na Câmara, libera a terceirização para todas as atividades da empresa, precarizando ainda mais as relações de trabalho. A Reforma Trabalhista, por sua vez, “rasga” a CLT, flexibilizando direitos e legalizando jornadas abusivas de trabalho, permitindo ainda maior autoridade ao empregador nas negociações com o empregado. Já a Previdenciária, sob o argumento de rombo na previdência social, inviabiliza o direito à aposentadoria para grande parte da população brasileira, alterando idade mínima e tempo de contribuição para ter direito a tal benefício.

Atrelada às demais medidas está a PEC do Teto de gastos, também conhecida como "PEC do Fim do Mundo". Ao instaurar um novo regime fiscal, limitando os gastos públicos e congelando por 20 anos investimentos sociais primordiais, a medida sintetiza o programa econômico do governo Temer, deixando claro que o golpe não se deu apenas para retirar um partido do poder, mas sim para alterar todo um projeto de país, impondo uma agenda neoliberal sem precedentes.

O ano de Governo Temer foi marcado também por retrocessos nas relações exteriores. Ao iniciar o mandato com José Serra no Itamaraty, Temer sinalizou para uma alteração clara nas políticas implantadas pelos governos Lula e Dilma. Serra, o principal aliado do imperialismo e das grandes petrolíferas estadounidenses, representava o fim da integração latinoamericana, estimulada pelos governos progressistas no continente e pelo fortalecimento do Mercosul nos últimos anos.

Os BRICS, grupo que desafiava a hegemonia norte-americana nas relações internacionais, têm sua união colocada em xeque, uma vez que o Brasil, central no processo de integração, voltou mais uma vez a alinhado à Washington.

Foi um ano marcado também pela perseguição. Perseguição a movimentos sociais, a partidos e à política em si. O discurso da boa gestão “apolítica” foi consagrado nas urnas, elegendo João Dória em São Paulo. Votos nulos e brancos tiveram maior relevância nas eleições, expondo descrédito da população com a classe política. Convivemos com a perseguição a figuras, como a do ex-presidente Lula, constantemente citado em manchetes e nos noticiários, sofrendo as arbitrariedades impostas pelo Juiz Sérgio Moro e o pré-julgamento pela grande mídia na operação Lava-Jato.

É necessário ressaltar, porém, que este não foi apenas um ano de retrocessos, mas também um ano de lutas. A classe trabalhadora, os movimentos sociais, estudantis e diversos outros setores da sociedade civil se juntaram para denunciar as medidas de Michel Temer, resistindo nas ruas e expondo a desaprovação frente ao governo. Atos como os de 8 e 25 de março e a greve geral no final de abril, mostram que a população está cada vez mais unida contra o projeto de Temer.

À medida que ficam mais explícitas as incoerências do governo Temer, que cresce sua reprovação e aumenta a resistência popular, fortalece-se também a luta pela retomada de um projeto popular de poder em nosso país. Um ano após a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma vemos ser desmascarados os interesses por trás do golpe.

Temer já não gozava de legitimidade para aplicar o programa antipopular que vinha implicando, contudo, agora já não resta uma sombra de dúvida de que não pode desempenhar o papel presidencial. A integridade e a confiabilidade do atual mandatário, que já estavam em xeque, com índices gritantes de impopularidade, já deixaram de existir por completo.

Urge a sua renúncia ao cargo e o chamamento de eleições diretas. Eleições que tragam um debate de projetos de país, apontem para o enfrentamento da atual crise econômica e discutam o caminho para a retomada do desenvolvimento e da superação da profunda desigualdade que assola o Brasil.

O Centro Acadêmico XI de Agosto relembra que sempre esteve em oposição ao atual governo ilegítimo, reafirma seu compromisso democrático e conclama os brasileiros a uma grande campanha pelas DIRETAS JÁ!

#FORATEMER

#DIRETASJÁ

avatar of the starter
Luna Pra Mudar SPCriador do abaixo-assinadoLuna é cientista social de formação e feminista com convicção. É educadora popular e atualmente coordena a Rede de Cursinhos Populares Elza Soares, que atua nas periferias da cidade de São Paulo. Nas redes sociais, pode ser encontrada no @lunapramudarsp
Este abaixo-assinado conseguiu 187.748 apoiadores!

O problema

Diante dos graves fatos revelados envolvendo o Presidente em exercício Michel Temer, já não resta dúvida de que a única saída política para o restabelecimento da normalidade democrática no país é por meio de eleições diretas.

Num momento de grave crise política, o povo, soberano no exercício do poder, como consagrou a nossa Constituição Federal de 1988, deve ser instado a escolher um novo Chefe de Estado.

Um ano após a decisão ilegal de afastar a presidenta Dilma Rousseff, vivenciamos um período de duros retrocessos impostos pelo governo federal e sua base aliada. Medidas como o PL das Terceirizações, as Reformas Trabalhista e Previdenciária, e a PEC do teto de gastos estiveram na pauta nacional neste ano, deixando claro o caráter antipopular do governo Temer.

Tais medidas atingem diretamente a classe trabalhadora em nosso país, cortando direitos assegurados historicamente através da luta dos movimentos sociais e sindicais, como a própria CLT, instaurada no Governo Vargas.

O PL 4.302, aprovado no mês de março na Câmara, libera a terceirização para todas as atividades da empresa, precarizando ainda mais as relações de trabalho. A Reforma Trabalhista, por sua vez, “rasga” a CLT, flexibilizando direitos e legalizando jornadas abusivas de trabalho, permitindo ainda maior autoridade ao empregador nas negociações com o empregado. Já a Previdenciária, sob o argumento de rombo na previdência social, inviabiliza o direito à aposentadoria para grande parte da população brasileira, alterando idade mínima e tempo de contribuição para ter direito a tal benefício.

Atrelada às demais medidas está a PEC do Teto de gastos, também conhecida como "PEC do Fim do Mundo". Ao instaurar um novo regime fiscal, limitando os gastos públicos e congelando por 20 anos investimentos sociais primordiais, a medida sintetiza o programa econômico do governo Temer, deixando claro que o golpe não se deu apenas para retirar um partido do poder, mas sim para alterar todo um projeto de país, impondo uma agenda neoliberal sem precedentes.

O ano de Governo Temer foi marcado também por retrocessos nas relações exteriores. Ao iniciar o mandato com José Serra no Itamaraty, Temer sinalizou para uma alteração clara nas políticas implantadas pelos governos Lula e Dilma. Serra, o principal aliado do imperialismo e das grandes petrolíferas estadounidenses, representava o fim da integração latinoamericana, estimulada pelos governos progressistas no continente e pelo fortalecimento do Mercosul nos últimos anos.

Os BRICS, grupo que desafiava a hegemonia norte-americana nas relações internacionais, têm sua união colocada em xeque, uma vez que o Brasil, central no processo de integração, voltou mais uma vez a alinhado à Washington.

Foi um ano marcado também pela perseguição. Perseguição a movimentos sociais, a partidos e à política em si. O discurso da boa gestão “apolítica” foi consagrado nas urnas, elegendo João Dória em São Paulo. Votos nulos e brancos tiveram maior relevância nas eleições, expondo descrédito da população com a classe política. Convivemos com a perseguição a figuras, como a do ex-presidente Lula, constantemente citado em manchetes e nos noticiários, sofrendo as arbitrariedades impostas pelo Juiz Sérgio Moro e o pré-julgamento pela grande mídia na operação Lava-Jato.

É necessário ressaltar, porém, que este não foi apenas um ano de retrocessos, mas também um ano de lutas. A classe trabalhadora, os movimentos sociais, estudantis e diversos outros setores da sociedade civil se juntaram para denunciar as medidas de Michel Temer, resistindo nas ruas e expondo a desaprovação frente ao governo. Atos como os de 8 e 25 de março e a greve geral no final de abril, mostram que a população está cada vez mais unida contra o projeto de Temer.

À medida que ficam mais explícitas as incoerências do governo Temer, que cresce sua reprovação e aumenta a resistência popular, fortalece-se também a luta pela retomada de um projeto popular de poder em nosso país. Um ano após a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma vemos ser desmascarados os interesses por trás do golpe.

Temer já não gozava de legitimidade para aplicar o programa antipopular que vinha implicando, contudo, agora já não resta uma sombra de dúvida de que não pode desempenhar o papel presidencial. A integridade e a confiabilidade do atual mandatário, que já estavam em xeque, com índices gritantes de impopularidade, já deixaram de existir por completo.

Urge a sua renúncia ao cargo e o chamamento de eleições diretas. Eleições que tragam um debate de projetos de país, apontem para o enfrentamento da atual crise econômica e discutam o caminho para a retomada do desenvolvimento e da superação da profunda desigualdade que assola o Brasil.

O Centro Acadêmico XI de Agosto relembra que sempre esteve em oposição ao atual governo ilegítimo, reafirma seu compromisso democrático e conclama os brasileiros a uma grande campanha pelas DIRETAS JÁ!

#FORATEMER

#DIRETASJÁ

avatar of the starter
Luna Pra Mudar SPCriador do abaixo-assinadoLuna é cientista social de formação e feminista com convicção. É educadora popular e atualmente coordena a Rede de Cursinhos Populares Elza Soares, que atua nas periferias da cidade de São Paulo. Nas redes sociais, pode ser encontrada no @lunapramudarsp

Os tomadores de decisão

Presidente da República, Michel Temer
Presidente da República, Michel Temer
Waldir Maranhão Cardoso, Vice-Presidente do Congresso Nacional
Waldir Maranhão Cardoso, Vice-Presidente do Congresso Nacional
Eunício Lopes de Oliveira, presidente do Senado
Eunício Lopes de Oliveira, presidente do Senado
Gabinete da Secretaria de Governo da Presidência
Gabinete da Secretaria de Governo da Presidência
Gabinete da Presidência da República
Gabinete da Presidência da República

Atualizações do abaixo-assinado

Compartilhar este abaixo-assinado

Abaixo-assinado criado em 17 de maio de 2017