Exclusão da nota referente à 3º avaliação - Mercado de Capitais e Governança Corporativa


Exclusão da nota referente à 3º avaliação - Mercado de Capitais e Governança Corporativa
O problema
Aos membros da Reitoria da Universidade de Sorocaba :
Prezados,
Viemos através desta, solicitamos formalmente a exclusão da nota referente à 3º avaliação da matéria Mercado de Capitais
e Governança Corporativa, ministrada pelo professor João Roberto Rezende. Tal avaliação foi realizada em um contexto em que o professor já demonstrava a intenção de punir toda a turma em razão da situação detalhada no e-mail enviado à reitoria e à coordenação em 06/12/2024. Essa questão foi discutida com a coordenadora Meirecler Mieto na reunião online via Temas, realizada em 09/12/2024. Na referida reunião, foi nos garantido que, caso conseguíssemos obter a assinatura de metade da turma neste abaixo-assinado, o mesmo seria encaminhado à reitoria.
O professor João Roberto Rezende determinou que a avaliação de nossa turma seria realizada por meio de três provas. Na segunda avaliação,
houve indícios de que um indivíduo, cuja identidade não é de nosso conhecimento, aparentemente utilizou métodos inadequados durante a prova, ou seja, alguém colou durante a avaliação através de seu smartphone. O ocorrido foi reportado ao professor João Roberto Rezende por alguém, não sabemos quem, que, compreensivelmente, ficou aborrecido. Diante disso, ele tomou a decisão de aplicar uma penalização coletiva à turma, embora tivesse conhecimento de quem era o aluno responsável.
No entanto, optou por não punir exclusivamente o aluno em questão, afetando toda a classe, que nem fazia ideia do ocorrido, que haviam estudado e se dedicado às aulas do mesmo. Não foram apresentadas evidências concretas para o restante da turma de que houve, de fato, essa situação. Na aula posterior a prova ele deu um sermão e teve posturas agressivas durante as duas aulas que antecedem o intervalo, disse que ninguém poderia falar além dele. O professor estava visivelmente exaltado, bateu na mesa diversas vezes, gritou com os alunos, e ainda ameaçou os alunos dizendo: “o governo vai entrar em ação”, “esperem a próxima prova”, “nos encontramos no próximo semestre”.
Após a segunda prova, o professor decidiu, por iniciativa própria, sem ninguém pedir e por livre e espontânea vontade, que iria atribuir a maior nota dessa avaliação a todos os alunos da turma. Durante a aula do dia 21 de Novembro, ele nos informou que a maior nota foi 7.
A terceira prova, aplicada pelo professor João Roberto Rezende, em 28/11/2024, foi conduzida da seguinte maneira: ele decidiu dividir a turma em dois grupos. A primeira metade dos alunos realizou a prova das 19h
às 20h40, enquanto a segunda metade fez das 21h às 22h40. A avaliação consistia em 20 questões de alternativas e 3 dissertativas, totalizando 23 questões para serem resolvidas em 1 hora e 40 minutos.
A maioria dos alunos trabalham durante o dia, muitos iniciam sua
jornada às 5h30 da manhã, dedicando-se ao estudo universitário a noite pois é o único horário que resta, com o propósito de se desenvolverem profissionalmente, alcançarem melhores condições de vida, obterem
reconhecimento por seu esforço e contribuírem nas empresas onde trabalharão futuramente.
Após a realização da terceira prova, durante a aula na semana seguinte, alguns alunos compareceram à faculdade e foram informados pelo professor de que, mais uma vez, havia suspeitas de que alguém teria colado durante a avaliação. Segundo o relato, o ocorrido parece ter seguido um padrão a situação anterior: um estudante teria utilizado o smartphone durante a prova, fato que foi posteriormente reportado ao professor por uma outra pessoa.
Entretanto, não foram fornecidos a nós quaisquer evidências/provas sobre a situação, como a identidade da pessoa que supostamente colou, o momento exato do ocorrido ou quem alertou o professor. A situação se
repete, nenhuma evidência foi mostrada para nós e o professor se negou a dar quaisquer explicações ou nos ouvir sobre a situação.
Como consequência, o professor João Roberto Rezende adotou uma postura ainda mais rigorosa na correção das provas, desconsiderando respostas que, embora estivessem corretas e alinhadas à lógica apresentada em aula, não estavam escritas utilizados exatamente com os termos utilizados por ele durante as explicações, ou seja, se apresentar a mesma lógica com palavras diferentes, ele desconsidera.
Realizar uma prova extensa, exigente e importante como essa, após um longo dia de trabalho, foi extremamente difícil. A nossa condição mental e física às 21h é desfavorável, o que dificulta ainda mais o impacto de uma avaliação que foi minuciosamente planejada com o intuito de prejudicar o estudante.
Isso claramente é uma violação dos artigos 205 e 206 da Constituição Federal de 1988, onde é explicado que a educação deve ser promovida com base em princípios como igualdade de condições, liberdade de aprender e ensinar, respeito à dignidade da pessoa e gestão democrática. Não é justo que um professor decida punir todos os alunos devido à conduta de um único estudante, especialmente quando, aparentemente, ele sabia quem era o responsável. Vários dos alunos que ficaram de recuperação, tiveram essa como a primeira recuperação em sua trajetória acadêmica, resultado de atitudes erradas/inadequadas de certos alunos, os quais o professor não soube punir de maneira apropriada.
Esse comportamento por parte de um prossional com título de mestrado está em conformidade com o Código de Ética da Uniso? A coordenação considera apropriadas e apoia as decisões tomadas pelo professor? O que um aluno deve fazer para ser tratado com o mínimo de respeito e dignidade, sem ser intencionalmente prejudicado e penalizado por ações que não cometeu?
Conforme exposto à coordenadora Meirecler, solicitamos que o cálculo da média final para a turma do 6º semestre de Ciências Contábeis – período noturno – seja realizado da seguinte forma:
- Nota da 1º prova x 40% = P1
- 7 (Nota da 2º prova) x 60% = 4,2
- P1 + P2 = Média final
Nesta disciplina, houve um elevado índice de reprovação entre os alunos. Estudantes com excelente desempenho acadêmico foram reprovados devido a condutas inaceitáveis por parte do professor João Roberto Rezende.
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O problema
Aos membros da Reitoria da Universidade de Sorocaba :
Prezados,
Viemos através desta, solicitamos formalmente a exclusão da nota referente à 3º avaliação da matéria Mercado de Capitais
e Governança Corporativa, ministrada pelo professor João Roberto Rezende. Tal avaliação foi realizada em um contexto em que o professor já demonstrava a intenção de punir toda a turma em razão da situação detalhada no e-mail enviado à reitoria e à coordenação em 06/12/2024. Essa questão foi discutida com a coordenadora Meirecler Mieto na reunião online via Temas, realizada em 09/12/2024. Na referida reunião, foi nos garantido que, caso conseguíssemos obter a assinatura de metade da turma neste abaixo-assinado, o mesmo seria encaminhado à reitoria.
O professor João Roberto Rezende determinou que a avaliação de nossa turma seria realizada por meio de três provas. Na segunda avaliação,
houve indícios de que um indivíduo, cuja identidade não é de nosso conhecimento, aparentemente utilizou métodos inadequados durante a prova, ou seja, alguém colou durante a avaliação através de seu smartphone. O ocorrido foi reportado ao professor João Roberto Rezende por alguém, não sabemos quem, que, compreensivelmente, ficou aborrecido. Diante disso, ele tomou a decisão de aplicar uma penalização coletiva à turma, embora tivesse conhecimento de quem era o aluno responsável.
No entanto, optou por não punir exclusivamente o aluno em questão, afetando toda a classe, que nem fazia ideia do ocorrido, que haviam estudado e se dedicado às aulas do mesmo. Não foram apresentadas evidências concretas para o restante da turma de que houve, de fato, essa situação. Na aula posterior a prova ele deu um sermão e teve posturas agressivas durante as duas aulas que antecedem o intervalo, disse que ninguém poderia falar além dele. O professor estava visivelmente exaltado, bateu na mesa diversas vezes, gritou com os alunos, e ainda ameaçou os alunos dizendo: “o governo vai entrar em ação”, “esperem a próxima prova”, “nos encontramos no próximo semestre”.
Após a segunda prova, o professor decidiu, por iniciativa própria, sem ninguém pedir e por livre e espontânea vontade, que iria atribuir a maior nota dessa avaliação a todos os alunos da turma. Durante a aula do dia 21 de Novembro, ele nos informou que a maior nota foi 7.
A terceira prova, aplicada pelo professor João Roberto Rezende, em 28/11/2024, foi conduzida da seguinte maneira: ele decidiu dividir a turma em dois grupos. A primeira metade dos alunos realizou a prova das 19h
às 20h40, enquanto a segunda metade fez das 21h às 22h40. A avaliação consistia em 20 questões de alternativas e 3 dissertativas, totalizando 23 questões para serem resolvidas em 1 hora e 40 minutos.
A maioria dos alunos trabalham durante o dia, muitos iniciam sua
jornada às 5h30 da manhã, dedicando-se ao estudo universitário a noite pois é o único horário que resta, com o propósito de se desenvolverem profissionalmente, alcançarem melhores condições de vida, obterem
reconhecimento por seu esforço e contribuírem nas empresas onde trabalharão futuramente.
Após a realização da terceira prova, durante a aula na semana seguinte, alguns alunos compareceram à faculdade e foram informados pelo professor de que, mais uma vez, havia suspeitas de que alguém teria colado durante a avaliação. Segundo o relato, o ocorrido parece ter seguido um padrão a situação anterior: um estudante teria utilizado o smartphone durante a prova, fato que foi posteriormente reportado ao professor por uma outra pessoa.
Entretanto, não foram fornecidos a nós quaisquer evidências/provas sobre a situação, como a identidade da pessoa que supostamente colou, o momento exato do ocorrido ou quem alertou o professor. A situação se
repete, nenhuma evidência foi mostrada para nós e o professor se negou a dar quaisquer explicações ou nos ouvir sobre a situação.
Como consequência, o professor João Roberto Rezende adotou uma postura ainda mais rigorosa na correção das provas, desconsiderando respostas que, embora estivessem corretas e alinhadas à lógica apresentada em aula, não estavam escritas utilizados exatamente com os termos utilizados por ele durante as explicações, ou seja, se apresentar a mesma lógica com palavras diferentes, ele desconsidera.
Realizar uma prova extensa, exigente e importante como essa, após um longo dia de trabalho, foi extremamente difícil. A nossa condição mental e física às 21h é desfavorável, o que dificulta ainda mais o impacto de uma avaliação que foi minuciosamente planejada com o intuito de prejudicar o estudante.
Isso claramente é uma violação dos artigos 205 e 206 da Constituição Federal de 1988, onde é explicado que a educação deve ser promovida com base em princípios como igualdade de condições, liberdade de aprender e ensinar, respeito à dignidade da pessoa e gestão democrática. Não é justo que um professor decida punir todos os alunos devido à conduta de um único estudante, especialmente quando, aparentemente, ele sabia quem era o responsável. Vários dos alunos que ficaram de recuperação, tiveram essa como a primeira recuperação em sua trajetória acadêmica, resultado de atitudes erradas/inadequadas de certos alunos, os quais o professor não soube punir de maneira apropriada.
Esse comportamento por parte de um prossional com título de mestrado está em conformidade com o Código de Ética da Uniso? A coordenação considera apropriadas e apoia as decisões tomadas pelo professor? O que um aluno deve fazer para ser tratado com o mínimo de respeito e dignidade, sem ser intencionalmente prejudicado e penalizado por ações que não cometeu?
Conforme exposto à coordenadora Meirecler, solicitamos que o cálculo da média final para a turma do 6º semestre de Ciências Contábeis – período noturno – seja realizado da seguinte forma:
- Nota da 1º prova x 40% = P1
- 7 (Nota da 2º prova) x 60% = 4,2
- P1 + P2 = Média final
Nesta disciplina, houve um elevado índice de reprovação entre os alunos. Estudantes com excelente desempenho acadêmico foram reprovados devido a condutas inaceitáveis por parte do professor João Roberto Rezende.
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Atualizações do abaixo-assinado
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Abaixo-assinado criado em 10 de dezembro de 2024