#QuebrandoSilencioLiberato


#QuebrandoSilencioLiberato
O problema
#QUEBRANDOSILENCIOLIBERATO
Manifesto conjunto
Nós, professores, pais, alunas e alunos, funcionários, entidades, imprensa, parlamentares e demais integrantes da sociedade civil, nos levantamos, em um ato de revolta e manifestação, contra toda e qualquer violência em âmbito escolar. Seja ela dada por assédios diretos ou indiretos, intencionados ou não.
Estamos em luta contra a cultura do ódio às mulheres, a prática da violência sexual, moral e psicológica em âmbito escolar, pelo fim da discriminação e violência de gênero, por uma educação menos sexista e patriarcal.
A escalada de ameaças, humilhações e ataques que culminam no silenciamento de meninas e mulheres e deve ser combatido. A violência contra corpos femininos é um problema estrutural da cultura machista, racista e homo-lesbo-transfóbica, que nega às mulheres o direito a uma vida livre e plena.
Ideias e atitudes misóginas transformaram-se em comportamento aceito e legitimado pela sociedade, contaminando o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e até mesmo equipes docentes, capazes de sentenças e responsabilidades pautadas em decisões sexistas e de ressuscitar arcaicos argumentos da “legítima defesa da honra”, da “passionalidade”, da “perseguição”, do “comportamento educativo”, da “falta de intenção em cometê-lo” ou até mesmo “falta de informação” como uma espécie de “mérito” ou “desculpa” para absolver assediadores e criminosos em potencial.
Isso confirma a negligência e inoperância do Estado Brasileiro no enfrentamento à violência contra as mulheres dentro e fora do ambiente escolar. Medo de punição e de retaliação, alimentados no contexto da cultura do estupro e do assédio, impedem mulheres e meninas de relatar agressões praticadas por colegas, namorados, funcionários e professores.
As que se insurgem permanecendo na resistência ao machismo e ao racismo, como professoras e alunas, colocando-se na linha de frente, acabam por sofrer diversas ameaças e medidas pouco cautelares, como exposição, perseguição e falta de responsabilização.
A ascensão de pessoas, grupos e ideias que propagam e cultuam atitudes machistas e racistas, coloniais e de subordinação e dominação das mulheres e meninas, precisa parar por aqui.
Aos setores democráticos da sociedade, que se unem contra o machismo, um alerta: é imprescindível que reconheçam que as violências contra as mulheres são uma desafiadora questão a enfrentar, principalmente no âmbito escolar e que, deve-se ter todo o cuidado com a segurança e preservação de toda e qualquer vítima do sistema.
O que precisamos nesse momento é de programas consistentes de enfrentamento à cultura patriarcal e racista que leva ao assédio e a violência. Do contrário, não haverá avanços na educação e no enfrentamento dessa cultura violenta e patriarcal. É evidente que o machismo, os ataques brutais e a ameaças arruínam o avanço.
É imprescindível a união coletiva para lutar por uma verdadeira reforma na educação sexista em que nos encontramos, pela inclusão no âmbito escolar da temática dos direitos humanos, gênero e raça na expectativa de desconstruir de vez as ideologias patriarcais capitalistas e racistas que sustentam a violência contra nós, mulheres, em nome de uma noção arcaica de família e poder.
Amparadas pela Lei 15.484/2020 e aqui, em Manifesto, defendemos a promoção de ações que visem à valorização de mulheres e meninas e a prevenção, combate e identificação da violência contra as mulheres em âmbito escolar, onde o Parlamento, o Sistema de Justiça e o Executivo, assim como outras instâncias de poder e decisão, como equipes diretivas, frentes de trabalho e secretarias de gestão, possam ser mobilizadas e atravessadas pelo legado de enfrentamento, para conter tudo isso.
Por estas razões é que, em público, em nosso nome e em nome daquelas que não estão entre nós para gritar, pois foram silenciadas, nós dizemos CHEGA DE ASSÉDIO!
Firmes na resistência, acolhendo todas as pessoas indignadas com a tragédia da violência contra mulheres como nós, vítimas e testemunhas, assinam este Manifesto:
Entidades da sociedade civil:
Coletivo Camélias
Coletivo Feminista Elza Soares
Coletivo Feminista Plural
Coletivo Fora Da Ordem
Coletivo Kizomba
Coletivo Negratividade
Coletivo Teremos Vez
Marcha Mundial de mulheres RS
MTD\RS - Movimento de trabalhadoras e trabalhadores por direitos
UBES - União nacional de estudantes secundaristas
Parlamentares:
Deputada Estadual Sofia Cavedon (PT/RS)
Deputada Federal Maria do Rosário (PT/RS)
Vereadora Ana Affonso (PT/SL) – Presidente da Câmara de São Leopoldo
Vereadora Iara Cardoso (PDT/SL) – Procuradora da Mulher de São Leopoldo
Vereadora Nadir Maria de Jesus (PT/SL)
Vereador Ênio Brizola (PT/NH)
Vereador Tiago Silveira (PT/SL)
Comunidade Escolar:
Coletivo Feminista Liberato
Coletivo LGBT Liberato
Coletivo Negro Liberato
Grêmio Estudantil Maio de 68
Frente de professoras e professores:
Aline Brugalli Bicca
Ana Izabel dos Santos Fernandes
Andréa Maria Escobar
Carla Kereski Ruschel
Daiana Campani
Daniel Jacobus
Deise Gabriela Bays
Giele Rocha Dorneles
Hildete Flores Rodrigues
Irineu Alfredo Ronconi Junior
Iris Vitória Pires Lisboa
Jaqueline Brummelhaus
José Celmar Roir da Silva
Juliano Franceso Antoniolli
Laura Cordova Matte
Leandro Andrighetti
Liane Filomena Müller
Luiz André Mützenberg
Luiz Mello da Rosa
Marcelo Ribeiro de Freitas
Maria Emília Lubian
Maira Graciela Daniel
Nair Cristina Müller
Paola Del Vecchio
Platão Gonçalves Terra Neto
Raquel Lima de Paula
Regina Ungaretti
Rita de Cássia Oliveira
Ronaldo do Espirito Santo Rodrigues
Rosane Catarina dos Santos
Rosiane da Silva Rodrigues
Schana Andreia da Silva
Schirlei Viviane Rossa
Sheila Cristiane Schwendler
Simone Borges Rempel
Silvana Maria Silva
Sônia Rosele Porto Machado
Vilson Joselito Schutz
Viviane de Lima
Frente de alunas e alunos, representados por turma e curso:
Química Eletrotécnica
1111 – 33 assinaturas 2111 – 30 assinaturas
1112 – 21 assinaturas 2112 – 16 assinaturas
1123 – 27 assinaturas 2123 – 18 assinaturas
1124 – 31 assinaturas 2124 – 24 assinaturas
1211 – 30 assinaturas 2211 – 24 assinaturas
1212 – 15 assinaturas 2212 – 30 assinaturas
1223 – 24 assinaturas 2223 – 27 assinaturas
1224 – 28 assinaturas 2224 – 24 assinaturas
1311 – 28 assinaturas 2311 – 26 assinaturas
1312 – 32 assinaturas 2312 – 26 assinaturas
1323 – 28 assinaturas 2323 – 21 assinaturas
1324 – 14 assinaturas 2324 – 25 assinaturas
1411 – 29 assinaturas 2411 – 30 assinaturas
1412 – 30 assinaturas 2412 – 23 assinaturas
1423 – 26 assinaturas 2423 – 26 assinaturas
Mecânica Eletrônica
3111 – 32 assinaturas 4111 – 26 assinaturas
3112 – 32 assinaturas 4112 – 24 assinaturas
3123 – 15 assinaturas 4123 – 07 assinaturas
3124 – 31 assinaturas 4124 – 06 assinaturas
3211 – 27 assinaturas 4211 – 17 assinaturas
3212 – 22 assinaturas 4212 – 26 assinaturas
3223 – 22 assinaturas 4223 – 08 assinaturas
3224 – 24 assinaturas 4224 – 14 assinaturas
3311 – 31 assinaturas 4311 – 21 assinaturas
3312 – 28 assinaturas 4312 – 32 assinaturas
3323 – 19 assinaturas 4323 – 28 assinaturas
3324 – 14 assinaturas 4324 – 20 assinaturas
3411 – 30 assinaturas 4411 – 07 assinaturas
3412 – 31 assinaturas 4412 – 23 assinaturas
4423 – 26 assinaturas
Equipes Gincaneiras:
Atrôpelando
Avalon
Gorgon
Grupo de Risco
Guardiões do Vale
Hakuna Matata
Máfia da Graxa
TatuCascalho
TNT
Trio Eletro
Velhos Parceiros

10.982
O problema
#QUEBRANDOSILENCIOLIBERATO
Manifesto conjunto
Nós, professores, pais, alunas e alunos, funcionários, entidades, imprensa, parlamentares e demais integrantes da sociedade civil, nos levantamos, em um ato de revolta e manifestação, contra toda e qualquer violência em âmbito escolar. Seja ela dada por assédios diretos ou indiretos, intencionados ou não.
Estamos em luta contra a cultura do ódio às mulheres, a prática da violência sexual, moral e psicológica em âmbito escolar, pelo fim da discriminação e violência de gênero, por uma educação menos sexista e patriarcal.
A escalada de ameaças, humilhações e ataques que culminam no silenciamento de meninas e mulheres e deve ser combatido. A violência contra corpos femininos é um problema estrutural da cultura machista, racista e homo-lesbo-transfóbica, que nega às mulheres o direito a uma vida livre e plena.
Ideias e atitudes misóginas transformaram-se em comportamento aceito e legitimado pela sociedade, contaminando o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e até mesmo equipes docentes, capazes de sentenças e responsabilidades pautadas em decisões sexistas e de ressuscitar arcaicos argumentos da “legítima defesa da honra”, da “passionalidade”, da “perseguição”, do “comportamento educativo”, da “falta de intenção em cometê-lo” ou até mesmo “falta de informação” como uma espécie de “mérito” ou “desculpa” para absolver assediadores e criminosos em potencial.
Isso confirma a negligência e inoperância do Estado Brasileiro no enfrentamento à violência contra as mulheres dentro e fora do ambiente escolar. Medo de punição e de retaliação, alimentados no contexto da cultura do estupro e do assédio, impedem mulheres e meninas de relatar agressões praticadas por colegas, namorados, funcionários e professores.
As que se insurgem permanecendo na resistência ao machismo e ao racismo, como professoras e alunas, colocando-se na linha de frente, acabam por sofrer diversas ameaças e medidas pouco cautelares, como exposição, perseguição e falta de responsabilização.
A ascensão de pessoas, grupos e ideias que propagam e cultuam atitudes machistas e racistas, coloniais e de subordinação e dominação das mulheres e meninas, precisa parar por aqui.
Aos setores democráticos da sociedade, que se unem contra o machismo, um alerta: é imprescindível que reconheçam que as violências contra as mulheres são uma desafiadora questão a enfrentar, principalmente no âmbito escolar e que, deve-se ter todo o cuidado com a segurança e preservação de toda e qualquer vítima do sistema.
O que precisamos nesse momento é de programas consistentes de enfrentamento à cultura patriarcal e racista que leva ao assédio e a violência. Do contrário, não haverá avanços na educação e no enfrentamento dessa cultura violenta e patriarcal. É evidente que o machismo, os ataques brutais e a ameaças arruínam o avanço.
É imprescindível a união coletiva para lutar por uma verdadeira reforma na educação sexista em que nos encontramos, pela inclusão no âmbito escolar da temática dos direitos humanos, gênero e raça na expectativa de desconstruir de vez as ideologias patriarcais capitalistas e racistas que sustentam a violência contra nós, mulheres, em nome de uma noção arcaica de família e poder.
Amparadas pela Lei 15.484/2020 e aqui, em Manifesto, defendemos a promoção de ações que visem à valorização de mulheres e meninas e a prevenção, combate e identificação da violência contra as mulheres em âmbito escolar, onde o Parlamento, o Sistema de Justiça e o Executivo, assim como outras instâncias de poder e decisão, como equipes diretivas, frentes de trabalho e secretarias de gestão, possam ser mobilizadas e atravessadas pelo legado de enfrentamento, para conter tudo isso.
Por estas razões é que, em público, em nosso nome e em nome daquelas que não estão entre nós para gritar, pois foram silenciadas, nós dizemos CHEGA DE ASSÉDIO!
Firmes na resistência, acolhendo todas as pessoas indignadas com a tragédia da violência contra mulheres como nós, vítimas e testemunhas, assinam este Manifesto:
Entidades da sociedade civil:
Coletivo Camélias
Coletivo Feminista Elza Soares
Coletivo Feminista Plural
Coletivo Fora Da Ordem
Coletivo Kizomba
Coletivo Negratividade
Coletivo Teremos Vez
Marcha Mundial de mulheres RS
MTD\RS - Movimento de trabalhadoras e trabalhadores por direitos
UBES - União nacional de estudantes secundaristas
Parlamentares:
Deputada Estadual Sofia Cavedon (PT/RS)
Deputada Federal Maria do Rosário (PT/RS)
Vereadora Ana Affonso (PT/SL) – Presidente da Câmara de São Leopoldo
Vereadora Iara Cardoso (PDT/SL) – Procuradora da Mulher de São Leopoldo
Vereadora Nadir Maria de Jesus (PT/SL)
Vereador Ênio Brizola (PT/NH)
Vereador Tiago Silveira (PT/SL)
Comunidade Escolar:
Coletivo Feminista Liberato
Coletivo LGBT Liberato
Coletivo Negro Liberato
Grêmio Estudantil Maio de 68
Frente de professoras e professores:
Aline Brugalli Bicca
Ana Izabel dos Santos Fernandes
Andréa Maria Escobar
Carla Kereski Ruschel
Daiana Campani
Daniel Jacobus
Deise Gabriela Bays
Giele Rocha Dorneles
Hildete Flores Rodrigues
Irineu Alfredo Ronconi Junior
Iris Vitória Pires Lisboa
Jaqueline Brummelhaus
José Celmar Roir da Silva
Juliano Franceso Antoniolli
Laura Cordova Matte
Leandro Andrighetti
Liane Filomena Müller
Luiz André Mützenberg
Luiz Mello da Rosa
Marcelo Ribeiro de Freitas
Maria Emília Lubian
Maira Graciela Daniel
Nair Cristina Müller
Paola Del Vecchio
Platão Gonçalves Terra Neto
Raquel Lima de Paula
Regina Ungaretti
Rita de Cássia Oliveira
Ronaldo do Espirito Santo Rodrigues
Rosane Catarina dos Santos
Rosiane da Silva Rodrigues
Schana Andreia da Silva
Schirlei Viviane Rossa
Sheila Cristiane Schwendler
Simone Borges Rempel
Silvana Maria Silva
Sônia Rosele Porto Machado
Vilson Joselito Schutz
Viviane de Lima
Frente de alunas e alunos, representados por turma e curso:
Química Eletrotécnica
1111 – 33 assinaturas 2111 – 30 assinaturas
1112 – 21 assinaturas 2112 – 16 assinaturas
1123 – 27 assinaturas 2123 – 18 assinaturas
1124 – 31 assinaturas 2124 – 24 assinaturas
1211 – 30 assinaturas 2211 – 24 assinaturas
1212 – 15 assinaturas 2212 – 30 assinaturas
1223 – 24 assinaturas 2223 – 27 assinaturas
1224 – 28 assinaturas 2224 – 24 assinaturas
1311 – 28 assinaturas 2311 – 26 assinaturas
1312 – 32 assinaturas 2312 – 26 assinaturas
1323 – 28 assinaturas 2323 – 21 assinaturas
1324 – 14 assinaturas 2324 – 25 assinaturas
1411 – 29 assinaturas 2411 – 30 assinaturas
1412 – 30 assinaturas 2412 – 23 assinaturas
1423 – 26 assinaturas 2423 – 26 assinaturas
Mecânica Eletrônica
3111 – 32 assinaturas 4111 – 26 assinaturas
3112 – 32 assinaturas 4112 – 24 assinaturas
3123 – 15 assinaturas 4123 – 07 assinaturas
3124 – 31 assinaturas 4124 – 06 assinaturas
3211 – 27 assinaturas 4211 – 17 assinaturas
3212 – 22 assinaturas 4212 – 26 assinaturas
3223 – 22 assinaturas 4223 – 08 assinaturas
3224 – 24 assinaturas 4224 – 14 assinaturas
3311 – 31 assinaturas 4311 – 21 assinaturas
3312 – 28 assinaturas 4312 – 32 assinaturas
3323 – 19 assinaturas 4323 – 28 assinaturas
3324 – 14 assinaturas 4324 – 20 assinaturas
3411 – 30 assinaturas 4411 – 07 assinaturas
3412 – 31 assinaturas 4412 – 23 assinaturas
4423 – 26 assinaturas
Equipes Gincaneiras:
Atrôpelando
Avalon
Gorgon
Grupo de Risco
Guardiões do Vale
Hakuna Matata
Máfia da Graxa
TatuCascalho
TNT
Trio Eletro
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Abaixo-assinado criado em 21 de abril de 2021