Em Defesa do Professor Felipe Oliveira e da Liberdade Acadêmica


Em Defesa do Professor Felipe Oliveira e da Liberdade Acadêmica
O problema
O corpo discente do curso de Psicologia da UNIP, campus São José dos Campos, tomou ciência da sindicância instaurada contra o Professor Dr. Felipe Oliveira e, por meio desta petição, manifesta seu repúdio e exige o encerramento do processo.
O Professor Felipe cumpre fielmente o conteúdo pedagógico definido pela UNIP e, em suas aulas, estimula os alunos a desenvolverem pensamento crítico, contribuindo para a construção de uma Psicologia libertadora na prática. A Psicologia, historicamente marcada por exclusões, limitada a setores econômicos privilegiados e frequentemente patologizante, tem, em muitos casos, contribuído para perpetuar desigualdades, ao individualizar problemas de ordem coletiva que afetam milhões de pessoas, como o racismo, a LGBTfobia, a xenofobia e o machismo.
Desde a década de 1970, com a emergência da Psicologia sócio-histórica no Brasil e com o primeiro Código de Ética do Psicólogo de 1987, a categoria tem como dever a defesa dos direitos humanos, o compromisso com a transformação social e o combate à exploração, visando garantir a todos o acesso a direitos fundamentais, incluindo a saúde mental.
O Professor Felipe se baseia na bibliografia recomendada pela própria instituição e enriquece o currículo ao incluir textos de autores negros, promover discussões em sala e estimular debates que fomentam o pensamento crítico, a empatia e a coletividade, elementos essenciais para a formação de psicólogos.
Mais do que um professor competente, Felipe é humano. Nenhum aluno, independentemente de orientações políticas, foi desrespeitado em suas aulas, mesmo que houvesse discordância ou questionamento relacionados aos pontos de vista apresentados. Alunos negros, LGBT ou com deficiência se sentem incluídos e ouvidos, uma vez que ele enfatiza, em cada disciplina, a urgência da equidade para minorias psicológicas e aponta caminhos possíveis para a inclusão por meio da coletividade e de políticas públicas.
As aulas de Felipe são marcadas pela humildade e pela humanidade. Pessoas que apresentam queixas encontram nele um ouvinte atento, que busca adaptar o conteúdo às necessidades individuais, mesmo diante das dificuldades de superlotação das turmas.
O conteúdo abordado não é partidário, mas reflete as ideias defendidas pela literatura da Psicologia sócio-histórica há mais de 50 anos, que ressaltam a necessidade de transformar a sociedade e o dever coletivo de criticar os paradigmas da Psicologia, propondo novos modos de pensar. Suas aulas não reproduzem discursos medicalizantes e naturalizantes que a Psicologia sustenta há mais de um século. Questionar o status quo é perigoso para setores beneficiados pela ideologia dominante, e não é surpreendente que professores que incentivam o pensamento crítico sejam perseguidos e injustamente acusados. Contudo, como discentes, não toleraremos injustiças e prejuízos em nossa formação. Por isso, nos unimos em defesa do Professor Felipe e exigimos o encerramento imediato da sindicância!
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O problema
O corpo discente do curso de Psicologia da UNIP, campus São José dos Campos, tomou ciência da sindicância instaurada contra o Professor Dr. Felipe Oliveira e, por meio desta petição, manifesta seu repúdio e exige o encerramento do processo.
O Professor Felipe cumpre fielmente o conteúdo pedagógico definido pela UNIP e, em suas aulas, estimula os alunos a desenvolverem pensamento crítico, contribuindo para a construção de uma Psicologia libertadora na prática. A Psicologia, historicamente marcada por exclusões, limitada a setores econômicos privilegiados e frequentemente patologizante, tem, em muitos casos, contribuído para perpetuar desigualdades, ao individualizar problemas de ordem coletiva que afetam milhões de pessoas, como o racismo, a LGBTfobia, a xenofobia e o machismo.
Desde a década de 1970, com a emergência da Psicologia sócio-histórica no Brasil e com o primeiro Código de Ética do Psicólogo de 1987, a categoria tem como dever a defesa dos direitos humanos, o compromisso com a transformação social e o combate à exploração, visando garantir a todos o acesso a direitos fundamentais, incluindo a saúde mental.
O Professor Felipe se baseia na bibliografia recomendada pela própria instituição e enriquece o currículo ao incluir textos de autores negros, promover discussões em sala e estimular debates que fomentam o pensamento crítico, a empatia e a coletividade, elementos essenciais para a formação de psicólogos.
Mais do que um professor competente, Felipe é humano. Nenhum aluno, independentemente de orientações políticas, foi desrespeitado em suas aulas, mesmo que houvesse discordância ou questionamento relacionados aos pontos de vista apresentados. Alunos negros, LGBT ou com deficiência se sentem incluídos e ouvidos, uma vez que ele enfatiza, em cada disciplina, a urgência da equidade para minorias psicológicas e aponta caminhos possíveis para a inclusão por meio da coletividade e de políticas públicas.
As aulas de Felipe são marcadas pela humildade e pela humanidade. Pessoas que apresentam queixas encontram nele um ouvinte atento, que busca adaptar o conteúdo às necessidades individuais, mesmo diante das dificuldades de superlotação das turmas.
O conteúdo abordado não é partidário, mas reflete as ideias defendidas pela literatura da Psicologia sócio-histórica há mais de 50 anos, que ressaltam a necessidade de transformar a sociedade e o dever coletivo de criticar os paradigmas da Psicologia, propondo novos modos de pensar. Suas aulas não reproduzem discursos medicalizantes e naturalizantes que a Psicologia sustenta há mais de um século. Questionar o status quo é perigoso para setores beneficiados pela ideologia dominante, e não é surpreendente que professores que incentivam o pensamento crítico sejam perseguidos e injustamente acusados. Contudo, como discentes, não toleraremos injustiças e prejuízos em nossa formação. Por isso, nos unimos em defesa do Professor Felipe e exigimos o encerramento imediato da sindicância!
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Abaixo-assinado criado em 12 de outubro de 2024