Em defesa do mandato de Renato Freitas


Em defesa do mandato de Renato Freitas
O problema
Curitiba em 05 de fevereiro de 2022, ativistas do movimento negro, movimento de mulheres negras, partidos políticos e movimentos sociais, participavam em praça publica de um ato contra o racismo e por justiça para o jovem congolês assassinado, Moïse Kabagambe, um jovem de 24 anos, que após cobrar salários atrasados foi espancado e morto cruelmente e, Durval Teófilo Filho, 38 anos, baleado e morto com três tiros pelo próprio vizinho. Duas mortes que materializam o racismo estrutural que mata pessoas negras diariamente no Brasil.
Após o término da missa naquele sábado, Renato Freitas e as pessoas que participavam do ato por justiça que ocorria na praça pública que circunda a Igreja , como forma de encerrar a manifestação, entraram na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de São Benedito que foi construída por mãos negras para que a população de negros na época, tivessem um espaço para realizar seus cultos religiosos. A propósito, a edificação da igreja original remonta ao século 18, quando pessoas negras escravizadas, libertas e livres vinculadas às irmandades do Rosário e de São Benedito, muitas com origem na região do Congo, se empenharam para ter um espaço para praticar sua fé católica. Lá dentro o Vereador Renato Freitas discursou em defesa da vida, do amor divino, da justiça, pela fé e pelo respeito. Todas as pessoas se retiram da igreja de forma pacífica, como bem disse o padre que estava presente no ato. foi realizado um ato simbólico em respeito às vidas de Moïse Kabagambe e Durval Teófilo Filho e tantas outras vidas de pessoas negras que morrem violentamente a cada 23 minutos no Brasil. Na ocupação do templo, nenhuma pessoa foi agredida, nem o espaço foi profanado material e simbolicamente. As imagens mostram manifestantes ocupando os bancos, falando e ouvindo sobre informações que justificavam atos como aquele em todo o país. Todavia, o episódio serviu de acusações de desrespeito religioso. Quatro representações contra o vereador Renato Freitas foram admitidas pela Comissão de Ética e da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Curitiba que o acusa de falta de decoro parlamentar por defender a vida e ao entrar na igreja e pedir pela justiça, amor e respeito a todas as vidas, sejam elas pretas ou brancas. . Renato tem sido alvo de ameaças à sua vida, veículos de mídias e comunicação espalham notícias descuidadas e inverídicas. Distorceram fatos, criaram inverdades sobre o real motivo de sua participação no ato.
Entendemos a importância do mandato de Renato Freitas à sociedade, principalmente às populações periféricas historicamente discriminadas pelo racismo estrutural da sociedade brasileira, sobretudo a curitibana. Sua atuação incansável por justiça social e pelo fim da violência contra a juventude negra transcende seu mandato, pois se trata de um homem negro e periférico que ocupa um espaço historicamente negado a população negra. Por sua atuação firme em nome da vida, da liberdade religiosa e daqueles que sofrem, entendemos que ele não pode ser vítima do racismo escancarado que nós negros e negras sofremos, o racismo denunciado por ele diariamente, inclusive em plenário da Câmara Municipal de Curitiba. Renato é alvo do racismo que denuncia. O processo não pode ser realizado à revelia dos fatos verdadeiros. O ato foi de amor, fé e pedidos de justiça palavras foram de dor e amor à vida conforme demonstraram e, reafirmadas por personalidades como Padre Julio Lancellotti, Frei David e outros representantes religiosos que enxergam o evento como um ato de compaixão.
É necessário e urgente que sejam garantidas a vitória da verdade, da democracia do direito á vida. Renato Freitas foi eleito democraticamente com mais de 5 mil votos da população curitibana que é representada pela sua atuação política. Ou seja, não adiantou ser vereador, nem ter se formado bacharel e mestre em direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde defendeu a monografia "Abolicionismo ou barbárie: elementos para uma crítica do direito" (2012); e a dissertação de mestrado "Prisões e quebradas: o campo em evidência" (2017). Renato era e segue sendo visto como incompatível com a condição de vereador e de sujeito de direitos.
Para isso, pedimos que assine este Abaixo Assinado em defesa do mandato de Renato Freitas, para impedir que cassem seu mandato. #eutambementreinaigreja
Entidades que apóiam esse abaixo-assinado
- Movimenta Feminista Negra
- MNU PR Movimento Negro Unificado seção Carlos Adilson de Siqueira
- Instituto Casa da Resistência
- Coletivo Feminista Coritibano
- Movimento Negro Evangélico do PR
- Marcha Mundial das Mulheres/PR
- Frente Feminista de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral
- CUT - Pr
- MNU PR - Movimento Negro Unificado seção Carlos Adilson Siqueira
- Instituto Casa da Resistência
- Marcha do Orgulho Crespo de Curitiba
- MAP - Mulheres do Audiovisual Paranaense
- Usina de Idéias
- Instituto Lixo e Cidadania
- Movimento dos Policiais Antifascismo do Paraná
30.304
O problema
Curitiba em 05 de fevereiro de 2022, ativistas do movimento negro, movimento de mulheres negras, partidos políticos e movimentos sociais, participavam em praça publica de um ato contra o racismo e por justiça para o jovem congolês assassinado, Moïse Kabagambe, um jovem de 24 anos, que após cobrar salários atrasados foi espancado e morto cruelmente e, Durval Teófilo Filho, 38 anos, baleado e morto com três tiros pelo próprio vizinho. Duas mortes que materializam o racismo estrutural que mata pessoas negras diariamente no Brasil.
Após o término da missa naquele sábado, Renato Freitas e as pessoas que participavam do ato por justiça que ocorria na praça pública que circunda a Igreja , como forma de encerrar a manifestação, entraram na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de São Benedito que foi construída por mãos negras para que a população de negros na época, tivessem um espaço para realizar seus cultos religiosos. A propósito, a edificação da igreja original remonta ao século 18, quando pessoas negras escravizadas, libertas e livres vinculadas às irmandades do Rosário e de São Benedito, muitas com origem na região do Congo, se empenharam para ter um espaço para praticar sua fé católica. Lá dentro o Vereador Renato Freitas discursou em defesa da vida, do amor divino, da justiça, pela fé e pelo respeito. Todas as pessoas se retiram da igreja de forma pacífica, como bem disse o padre que estava presente no ato. foi realizado um ato simbólico em respeito às vidas de Moïse Kabagambe e Durval Teófilo Filho e tantas outras vidas de pessoas negras que morrem violentamente a cada 23 minutos no Brasil. Na ocupação do templo, nenhuma pessoa foi agredida, nem o espaço foi profanado material e simbolicamente. As imagens mostram manifestantes ocupando os bancos, falando e ouvindo sobre informações que justificavam atos como aquele em todo o país. Todavia, o episódio serviu de acusações de desrespeito religioso. Quatro representações contra o vereador Renato Freitas foram admitidas pela Comissão de Ética e da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Curitiba que o acusa de falta de decoro parlamentar por defender a vida e ao entrar na igreja e pedir pela justiça, amor e respeito a todas as vidas, sejam elas pretas ou brancas. . Renato tem sido alvo de ameaças à sua vida, veículos de mídias e comunicação espalham notícias descuidadas e inverídicas. Distorceram fatos, criaram inverdades sobre o real motivo de sua participação no ato.
Entendemos a importância do mandato de Renato Freitas à sociedade, principalmente às populações periféricas historicamente discriminadas pelo racismo estrutural da sociedade brasileira, sobretudo a curitibana. Sua atuação incansável por justiça social e pelo fim da violência contra a juventude negra transcende seu mandato, pois se trata de um homem negro e periférico que ocupa um espaço historicamente negado a população negra. Por sua atuação firme em nome da vida, da liberdade religiosa e daqueles que sofrem, entendemos que ele não pode ser vítima do racismo escancarado que nós negros e negras sofremos, o racismo denunciado por ele diariamente, inclusive em plenário da Câmara Municipal de Curitiba. Renato é alvo do racismo que denuncia. O processo não pode ser realizado à revelia dos fatos verdadeiros. O ato foi de amor, fé e pedidos de justiça palavras foram de dor e amor à vida conforme demonstraram e, reafirmadas por personalidades como Padre Julio Lancellotti, Frei David e outros representantes religiosos que enxergam o evento como um ato de compaixão.
É necessário e urgente que sejam garantidas a vitória da verdade, da democracia do direito á vida. Renato Freitas foi eleito democraticamente com mais de 5 mil votos da população curitibana que é representada pela sua atuação política. Ou seja, não adiantou ser vereador, nem ter se formado bacharel e mestre em direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde defendeu a monografia "Abolicionismo ou barbárie: elementos para uma crítica do direito" (2012); e a dissertação de mestrado "Prisões e quebradas: o campo em evidência" (2017). Renato era e segue sendo visto como incompatível com a condição de vereador e de sujeito de direitos.
Para isso, pedimos que assine este Abaixo Assinado em defesa do mandato de Renato Freitas, para impedir que cassem seu mandato. #eutambementreinaigreja
Entidades que apóiam esse abaixo-assinado
- Movimenta Feminista Negra
- MNU PR Movimento Negro Unificado seção Carlos Adilson de Siqueira
- Instituto Casa da Resistência
- Coletivo Feminista Coritibano
- Movimento Negro Evangélico do PR
- Marcha Mundial das Mulheres/PR
- Frente Feminista de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral
- CUT - Pr
- MNU PR - Movimento Negro Unificado seção Carlos Adilson Siqueira
- Instituto Casa da Resistência
- Marcha do Orgulho Crespo de Curitiba
- MAP - Mulheres do Audiovisual Paranaense
- Usina de Idéias
- Instituto Lixo e Cidadania
- Movimento dos Policiais Antifascismo do Paraná
30.304
Os tomadores de decisão
Atualizações do abaixo-assinado
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Abaixo-assinado criado em 18 de fevereiro de 2022