NOS AJUDEM a salvar as Árvores e Animais da Praça Gilson Amado na Barra da Tijuca, RJ

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O problema

Como moradora da Barra da Tijuca, vejo com tristeza a venda contínua de nossas áreas verdes para empreendimentos que não beneficiam nossa comunidade. O anuncio de venda da Praça Gilson Amado, uma das últimas áreas verdes na Av. das Americas, é um exemplo disso. Esta praça abriga várias árvores centenárias e é um pulmão verde vital para nosso bairro, já superlotado de grandes empreendimentos.

Mas agora a praça está com os dias contados. Em menos de 3 dias - no dia 06 de dezembro de 2023, uma quarta feira, a nossa cidade e o nosso bairro - a Barra da Tijuca - correm o sério risco de amanhecer mais tristes, mais cinzas e com menos verde. 

A decisão da Prefeitura de vender esta praça foi uma surpresa desagradável para nós moradores. Não só prejudica o meio ambiente local, mas também afeta negativamente nossa qualidade de vida residencial.

De forma silenciosa e sem consultar a população do entrono, a prefeitura do Rio de Janeiro marcou para esta quarta-feira um leilão (concorrência) para vender mais de 5 mil M2 de área verde, com árvores e pássaros, em plena Av. das Américas.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade do Rio perdeu 12% de suas áreas verdes entre 2012 e 2018. A venda contínua dessas áreas só acelerará essa perda devastadora. 

Não podemos deixar mais uma vez o poder da especulação imobiliária vencer e destruir um pedaço importante da natureza que é frequentada por crianças, idosos, cachorros e pássaros.

A Prefeitura é responsável por zelar pela qualidade de vida dos moradores da cidade. A venda da Praça Gilson Amado, assim como de outras áreas verdes da Barra da Tijuca, não trará nenhum benefício aos moradores da região, os quais já sofrem com o aumento constante dos empreendimentos comerciais e do trânsito de grandes carros, como caminhões cegonhas, caminhões de grandes hipermercados e ônibus. 

Além disso, a venda do terreno causará a perda de um monumento artistico de cerca de 10 metros de altura e que há mais de 45 anos é ponto de referêcia na Av. das Américas, indicando a localicação do condomínio Riviera dei Fiori, um condomínio icônico e um dos mais antigos da Barra da Tijuca, com mais de 5 mil moradores, os quais, junto aos demais condomínios do entorno, se vêem com o passar do tempo sufocados por uma Avenida que tem virado centro de grandes galpões e grandes comércios.

Precisamos plantar árvores, e não retirá-las. Precisamos de mais áreas verdes em zonas residenciais. Uma árvore leva muitos anos para ficar adulta e gerar os benefícios que nós humanos precisamos. Arrancar uma árvore com mais de 100 anos  e plantar 10 brotinhos não ajuda a população que está viva hoje. Isso é muito sério e precisa ser de alguma maneira interrompido.

A praça Gilson Amado é um colirio para os olhos e um alívio para os pulmões daqueles que ficam presos no trânsito pesado da Av das Americas, que já conta com inúmeros shoppings, centros empresariais, hipermercados, grandes concessionárias de veículos, hospitais, farmácias, consultórios médicos, padarias, restaurantes e todo tipo de empreendimento comercial.

Caso o leilão aconteça, não apenas os moradores do Bairro serão prejudicados, mas todos nós brasileiros. Precisamos lutar para descontinuar este desmatamento sem freios das áreas urbanas. Apesar da necessidade financeira da Prefeitura estar aliada ao interesse financeiro das grandes Empreiteiras e Construtoras, o poder Público não pode ignorar sua função e responsabilidade de cuidar da qualidade de vida da população e do meio ambiente das cidades.

O discurso sobre meio ambiente e interesse pela qualidade de vida dos moradores da cidade não pode ser apenas uma teoria e deve ser aplicado na prática!!!!! 

São necessárias muitas árvores pra assegurar uma boa qualidade do ar, da água e da temperatura frente a tanto concreto, carros e equipamentos industriais. A venda da Praça Gilson Amado vai afetar negativamente não apenas a qualidade de vida dos moradores do bairro, mas também a beleza da nossa cidade e da Barra da Tijuca, a qualidade do ar e a sensação térmica do ambiente. Os pássaros irão embora, assim como capivaras, gambás selvagens e demais animais que se utilizam da praça. 

POR FAVOR, NOS AJUDEM a fazer com que este apelo seja ouvido e atendido pelo Prefeito Eduardo Paes - que está participando da COP 28 justamente para debater as medidas para proteção do meio ambiente e contenção das mudanças climáticas e aquecimento global.  

Pedimos à Prefeitura que interrompa o processo de venda da Praça Gilson Amado e pare com o desmatamento do bairro da Barra da Tijuca através da venda destas preciosas áreas verdes. Precisamos preservar nosso patrimônio natural para as gerações futuras e manter a qualidade residencial do nosso bairro para os moradores das áreas residenciais.

Por favor, junte-se a nós nesta petição para salvar a Praça Gilson Amado e proteger as últimas áreas verdes restantes na Av. das Americas.

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VANESSA LOPESCriador do abaixo-assinado

Os tomadores de decisão

Eduardo Paes
Eduardo Paes
Prefeitura do Rio de Janeiro

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