VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS NO RIO GRANDE DO SUL.

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Problema
Menos de 20 km separam Porto Alegre do local onde a empresa chinesa Zhejiang Energy Group e a Copelmi Mineração pretendem instalar a maior mina de carvão do país. A ideia soa absurda mas já há um pedido de licença ambiental e órgão ambiental estadual está acelerando o processo de análise.

Locais como o Centro Histórico de Porto Alegre e o Clube Jangadeiros estão localizados a menos de 15 km de onde o carvão seria extraído. O local fica a cerca de 20 km dos bairros da Zona Norte da Capital, e a cerca de 7 Km da Ilha da Pintada e do condomínio Ponta da Figueira, em Eldorado do Sul. Todos estes locais sofreriam impacto na qualidade do ar com a implantação da mina. Nos dias de vento sudoeste, predominante em todo o inverno, a poluição do ar seria direcionada para as cidades do vale do Sinos, passando por Canoas, Sapucaia, Esteio, São Leopoldo e Novo Hamburgo.

A mineração de carvão libera no ar diversas substâncias tóxicas como o H2S (sulfeto de hidrogênio), um gás incolor que pode causar irritação nos olhos e atuar no sistema nervoso e respiratório. De acordo com a concentração, pode chegar a matar um ser humano. Estas substâncias tóxicas também causam chuva ácida e afetam a fauna e a vegetação, além de prejudicar lavouras. Também causa a liberação de partículas e gases do efeito estufa como o CO2 (dióxido de carbono), que trazem prejuízos para a saúde humana, chuva ácida e danos à vegetação natural e lavouras. Estes impactos causam prejuízos econômicos à produção primária e elevam os gastos com a saúde pública.

A contaminação causa ainda a acidificação do solo tornando-o inaproveitável para recuperação das funções ecológicas e para a agricultura (o que inviabilizaria no local a maior região produtora de arroz orgânico do Estado) e atinge as águas superficiais e subterrâneas que chegam ao Rio Jacuí, afetando com poluentes e metais pesados a qualidade da água que abastece municípios como Canoas, Gravataí, Cachoeirinha, Guaíba. Como o Guaíba é considerado um lago, por possuir águas represadas, a poluição da água é ainda mais preocupante atingindo a qualidade do abastecimento de Porto Alegre e de diversas cidades da região metropolitana.

Na China a exploração de carvão causou a poluição massiva do ar e das águas. Imagens da população chinesa vestindo máscaras já correram o mundo e se devem à poluição do carvão. Por isso os chineses vem adotando leis ambientais mais rígidas para proteger a sua população e reduzir o uso do carvão, e como consequência empresas estão tentando transferir para o Brasil as tecnologias obsoletas que por lá já não são bem aceitas. O mundo todo está abandonando esta atividade por pressão de sociedades preocupadas com a saúde e o futuro: o Reino Unido encerrou as atividades em 2015 e em 2018 foi a vez da Alemanha abandonar o carvão.

Esta seria a maior mina de carvão céu aberto do País, extraindo 166 milhões de toneladas, e isso apenas na primeira fase do projeto: na sequência viria um polo carboquímico (para usar esse carvão) que emitiria ainda mais poluição com usinas termoelétricas e indústrias de produção de fertilizantes químicos. Um pais como o Brasil com tantas oportunidades de desenvolvimento sustentável não precisa da mineração de carvão, que responde por menos de 4% da matriz energética brasileira. O Rio Grande do Sul com um solo rico para produção, clima favorável e água em abundância não precisa desperdiçar e destruir seus atributos com os impactos múltiplos e irreversíveis desta atividade. A população da Porto Alegre e municípios não precisa ter que respirar ar contaminado com gases tóxicos e pequenas a partículas de poeira de carvão, inclusive enquanto dorme, e durante o dia inteiro. E a região local não precisa perder sua produção de arroz agroecológico, motivo de orgulho nacional que gera saúde e bem estar há mais de uma década.
Explorar uma fonte ultrapassada e poluente em vez de priorizar energias renováveis é um retrocesso civilizatório. Mas afetar a sadia qualidade de vida de toda e população de Porto Alegre e da região metropolitana é injustiça ambiental!


Solução
Proibir a instalação da mineração de carvão no Estado do Rio Grande do Sul

História pessoal
Juliana Cardinalli Stephani, mae