CONTRA O RACISMO E EM DEFESA DOS ALUNOS DA UNIVERSIDADE ZUMBI DOS PALMARES
CONTRA O RACISMO E EM DEFESA DOS ALUNOS DA UNIVERSIDADE ZUMBI DOS PALMARES
O problema
ABAIXO-ASSINADO
CONTRA O RACISMO E EM DEFESA DOS ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE ZUMBI DOS PALMARES
Nós, estudantes da Universidade Zumbi dos Palmares, viemos a público denunciar e repudiar com absoluta veemência um grave episódio de racismo ocorrido nas dependências do Clube Tietê, na cidade de São Paulo.
O fato aconteceu enquanto estudantes da Universidade Zumbi dos Palmares chegavam ao local para suas atividades. Nesse momento, alunos vinculados à Atlética da Medicina da Santa Casa passaram a hostilizar e atacar verbalmente nossos colegas de forma covarde e inaceitável.
Não se tratou de “briga de torcida” ou rivalidade esportiva.
O que ocorreu foi um ato claro e criminoso de racismo, praticado em plena luz do dia, dentro de um espaço que deveria garantir segurança, respeito e convivência.
Durante o ataque, foi proferida a seguinte frase racista contra os estudantes:
“Quer fazer uma rave na África? É só jogar comida para os pretos que eles ficam felizes.”
Essa afirmação não é apenas ofensiva. Trata-se de um ataque direto à dignidade humana, um ato de desumanização e uma prática criminosa vedada pelo ordenamento jurídico brasileiro.
A Constituição da República Federativa do Brasil estabelece, em seu artigo 5º, inciso XLII, que:
“A prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei.”
Além disso, a Lei nº 7.716/1989, conhecida como Lei do Crime de Racismo, determina punição para atos de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
O artigo 20 da Lei nº 7.716/1989 estabelece:
“Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional:
Pena – reclusão de 1 a 3 anos e multa.”
Tais condutas também configuram crime de injúria racial, previsto no artigo 140, §3º do Código Penal, cuja redação atual equipara a injúria racial ao crime de racismo, reforçando a gravidade dessas práticas.
O racismo tentou nos barrar no nosso próprio caminho. Mas não conseguiu.
A Universidade Zumbi dos Palmares nasceu da resistência histórica do povo negro na luta pelo acesso à educação, pela dignidade e pela ocupação de espaços que durante séculos foram negados.
Por isso afirmamos com clareza:
Não nos calaremos.
Não recuaremos.
E não aceitaremos que o racismo seja tratado como algo menor.
Nossa luta seguirá até a última consequência, com a devida apuração dos fatos, identificação dos responsáveis e responsabilização nas esferas administrativa, civil e criminal.
Diante desse grave episódio, exigimos:
• A identificação dos responsáveis pelo ato racista;
• A responsabilização disciplinar dos estudantes envolvidos;
• O posicionamento público das instituições relacionadas ao ocorrido;
• A adoção de medidas efetivas de combate ao racismo em ambientes acadêmicos e esportivos.
Também convocamos estudantes, professores, entidades acadêmicas, movimentos sociais e toda a sociedade civil a se unirem a nós por meio deste ABAIXO-ASSINADO, exigindo justiça, respeito e providências concretas.
Este episódio não é apenas um caso isolado. Ele revela a permanência de práticas racistas que ainda tentam impedir a presença e a dignidade de estudantes negros em espaços de convivência e formação.
Mas nós resistimos.
Resistimos nas universidades.
Resistimos nas ruas.
Resistimos na luta por justiça.
Assine este abaixo-assinado e junte-se a essa luta.
RACISMO É CRIME. E NÃO PASSARÁ.
Estudantes da Universidade Zumbi dos Palmares
São Paulo – Brasil

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O problema
ABAIXO-ASSINADO
CONTRA O RACISMO E EM DEFESA DOS ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE ZUMBI DOS PALMARES
Nós, estudantes da Universidade Zumbi dos Palmares, viemos a público denunciar e repudiar com absoluta veemência um grave episódio de racismo ocorrido nas dependências do Clube Tietê, na cidade de São Paulo.
O fato aconteceu enquanto estudantes da Universidade Zumbi dos Palmares chegavam ao local para suas atividades. Nesse momento, alunos vinculados à Atlética da Medicina da Santa Casa passaram a hostilizar e atacar verbalmente nossos colegas de forma covarde e inaceitável.
Não se tratou de “briga de torcida” ou rivalidade esportiva.
O que ocorreu foi um ato claro e criminoso de racismo, praticado em plena luz do dia, dentro de um espaço que deveria garantir segurança, respeito e convivência.
Durante o ataque, foi proferida a seguinte frase racista contra os estudantes:
“Quer fazer uma rave na África? É só jogar comida para os pretos que eles ficam felizes.”
Essa afirmação não é apenas ofensiva. Trata-se de um ataque direto à dignidade humana, um ato de desumanização e uma prática criminosa vedada pelo ordenamento jurídico brasileiro.
A Constituição da República Federativa do Brasil estabelece, em seu artigo 5º, inciso XLII, que:
“A prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei.”
Além disso, a Lei nº 7.716/1989, conhecida como Lei do Crime de Racismo, determina punição para atos de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
O artigo 20 da Lei nº 7.716/1989 estabelece:
“Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional:
Pena – reclusão de 1 a 3 anos e multa.”
Tais condutas também configuram crime de injúria racial, previsto no artigo 140, §3º do Código Penal, cuja redação atual equipara a injúria racial ao crime de racismo, reforçando a gravidade dessas práticas.
O racismo tentou nos barrar no nosso próprio caminho. Mas não conseguiu.
A Universidade Zumbi dos Palmares nasceu da resistência histórica do povo negro na luta pelo acesso à educação, pela dignidade e pela ocupação de espaços que durante séculos foram negados.
Por isso afirmamos com clareza:
Não nos calaremos.
Não recuaremos.
E não aceitaremos que o racismo seja tratado como algo menor.
Nossa luta seguirá até a última consequência, com a devida apuração dos fatos, identificação dos responsáveis e responsabilização nas esferas administrativa, civil e criminal.
Diante desse grave episódio, exigimos:
• A identificação dos responsáveis pelo ato racista;
• A responsabilização disciplinar dos estudantes envolvidos;
• O posicionamento público das instituições relacionadas ao ocorrido;
• A adoção de medidas efetivas de combate ao racismo em ambientes acadêmicos e esportivos.
Também convocamos estudantes, professores, entidades acadêmicas, movimentos sociais e toda a sociedade civil a se unirem a nós por meio deste ABAIXO-ASSINADO, exigindo justiça, respeito e providências concretas.
Este episódio não é apenas um caso isolado. Ele revela a permanência de práticas racistas que ainda tentam impedir a presença e a dignidade de estudantes negros em espaços de convivência e formação.
Mas nós resistimos.
Resistimos nas universidades.
Resistimos nas ruas.
Resistimos na luta por justiça.
Assine este abaixo-assinado e junte-se a essa luta.
RACISMO É CRIME. E NÃO PASSARÁ.
Estudantes da Universidade Zumbi dos Palmares
São Paulo – Brasil

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Abaixo-assinado criado em 21 de março de 2026