Contra o Fechamento Recorrente da Orla de Salvador para Corridas de Rua

Contra o Fechamento Recorrente da Orla de Salvador para Corridas de Rua

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Clayton Reis e outras 19 pessoas assinaram recentemente.

O problema

Nós, cidadãos de Salvador, moradores, trabalhadores, esportistas, frequentadores da orla e usuários do espaço público, manifestamos nossa preocupação com o fechamento recorrente da orla marítima para a realização de corridas de rua e eventos esportivos, situação que vem causando impactos significativos na mobilidade urbana, no acesso às praias e no direito de circulação da população.

 

A orla de Salvador não é utilizada apenas para corridas organizadas. Ela é espaço de trabalho, lazer, esporte, turismo, mobilidade e convivência social.

 

Todos os domingos — e em alguns eventos por períodos ainda maiores — moradores, trabalhadores, surfistas, pescadores, famílias, idosos, ambulantes, turistas e cidadãos em geral enfrentam:

bloqueios extensos da principal via de acesso ao litoral;
dificuldade de deslocamento;
alterações em linhas de ônibus;
redução de acesso às praias;
congestionamentos;
prejuízos ao comércio e aos trabalhadores da orla;
limitação desproporcional do direito de ir e vir.
Eventos recentes demonstram a dimensão do problema:

interdições entre 03h e 09h30 na Barra e Rio Vermelho para corridas e caminhadas;
bloqueios entre 05h e 11h na Avenida Octávio Mangabeira (toda a orla desde o Jardim de Alah até Itapoã, com alteração de itinerários de ônibus; fechamento prolongado durante as Maratonas Salvador, com interdições iniciadas ainda na madrugada e impactos por vários dias consecutivos.


Reconhecemos a importância do esporte, da corrida de rua e dos eventos esportivos para a cidade.

 

Este abaixo-assinado NÃO é contra a prática esportiva.

 

O problema é a concentração excessiva desses eventos sempre na mesma região da cidade, utilizando a principal via de acesso ao litoral e comprometendo o uso coletivo do espaço público por toda a população.

A corrida acontece no asfalto. Mas o impacto acaba atingindo praias, trabalhadores, famílias, lazer, mobilidade e o funcionamento urbano de bairros inteiros.

A situação levanta preocupações relacionadas a princípios constitucionais e legais, entre eles:

 

Direito de ir e vir (Constituição Federal, art. 5º, XV);


Princípio da razoabilidade e proporcionalidade na administração pública (Constituição Federal, art. 37);
Direito ao uso coletivo dos espaços públicos;


Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei 12.587/2012);
Necessidade de planejamento viário e mitigação de impactos urbanos previstos no Código de Trânsito Brasileiro.


Diante disso, solicitamos à Prefeitura de Salvador, à Transalvador e aos órgãos responsáveis:

 

1. Revisão dos trajetos das corridas de rua Que sejam avaliadas alternativas de percurso em outras regiões da cidade, reduzindo a concentração de bloqueios na orla marítima.

 

2. Redução da frequência e extensão dos bloqueios. Que os eventos sejam planejados de forma proporcional, evitando interdições excessivas e recorrentes da principal via de acesso às praias.

 

3. Garantia de mobilidade urbana adequada. Que sejam oferecidas rotas alternativas eficientes, comunicação antecipada clara e estratégias que minimizem os impactos à população.

 

4. Preservação do acesso público à orla. A praia, a orla e os espaços públicos pertencem à população. O acesso ao litoral não deve ser comprometido de forma recorrente e desproporcional.

 

5. Participação popular nas decisões.
Que moradores, trabalhadores, comerciantes e usuários da orla sejam ouvidos antes da autorização de grandes interdições recorrentes.

Salvador precisa de esporte. Mas também precisa de equilíbrio, planejamento urbano, mobilidade e respeito à população.

 

A orla é pública. O acesso também.

 

Assine e apoie esta causa.

 

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O problema

Nós, cidadãos de Salvador, moradores, trabalhadores, esportistas, frequentadores da orla e usuários do espaço público, manifestamos nossa preocupação com o fechamento recorrente da orla marítima para a realização de corridas de rua e eventos esportivos, situação que vem causando impactos significativos na mobilidade urbana, no acesso às praias e no direito de circulação da população.

 

A orla de Salvador não é utilizada apenas para corridas organizadas. Ela é espaço de trabalho, lazer, esporte, turismo, mobilidade e convivência social.

 

Todos os domingos — e em alguns eventos por períodos ainda maiores — moradores, trabalhadores, surfistas, pescadores, famílias, idosos, ambulantes, turistas e cidadãos em geral enfrentam:

bloqueios extensos da principal via de acesso ao litoral;
dificuldade de deslocamento;
alterações em linhas de ônibus;
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congestionamentos;
prejuízos ao comércio e aos trabalhadores da orla;
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interdições entre 03h e 09h30 na Barra e Rio Vermelho para corridas e caminhadas;
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Reconhecemos a importância do esporte, da corrida de rua e dos eventos esportivos para a cidade.

 

Este abaixo-assinado NÃO é contra a prática esportiva.

 

O problema é a concentração excessiva desses eventos sempre na mesma região da cidade, utilizando a principal via de acesso ao litoral e comprometendo o uso coletivo do espaço público por toda a população.

A corrida acontece no asfalto. Mas o impacto acaba atingindo praias, trabalhadores, famílias, lazer, mobilidade e o funcionamento urbano de bairros inteiros.

A situação levanta preocupações relacionadas a princípios constitucionais e legais, entre eles:

 

Direito de ir e vir (Constituição Federal, art. 5º, XV);


Princípio da razoabilidade e proporcionalidade na administração pública (Constituição Federal, art. 37);
Direito ao uso coletivo dos espaços públicos;


Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei 12.587/2012);
Necessidade de planejamento viário e mitigação de impactos urbanos previstos no Código de Trânsito Brasileiro.


Diante disso, solicitamos à Prefeitura de Salvador, à Transalvador e aos órgãos responsáveis:

 

1. Revisão dos trajetos das corridas de rua Que sejam avaliadas alternativas de percurso em outras regiões da cidade, reduzindo a concentração de bloqueios na orla marítima.

 

2. Redução da frequência e extensão dos bloqueios. Que os eventos sejam planejados de forma proporcional, evitando interdições excessivas e recorrentes da principal via de acesso às praias.

 

3. Garantia de mobilidade urbana adequada. Que sejam oferecidas rotas alternativas eficientes, comunicação antecipada clara e estratégias que minimizem os impactos à população.

 

4. Preservação do acesso público à orla. A praia, a orla e os espaços públicos pertencem à população. O acesso ao litoral não deve ser comprometido de forma recorrente e desproporcional.

 

5. Participação popular nas decisões.
Que moradores, trabalhadores, comerciantes e usuários da orla sejam ouvidos antes da autorização de grandes interdições recorrentes.

Salvador precisa de esporte. Mas também precisa de equilíbrio, planejamento urbano, mobilidade e respeito à população.

 

A orla é pública. O acesso também.

 

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Os tomadores de decisão

Secretaria de Mobilidade de Salvador
Secretaria de Mobilidade de Salvador
Secretaria Municipal de Mobilidade
Secretaria Municipal de Mobilidade
Transalvador
Transalvador

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Abaixo-assinado criado em 17 de maio de 2026