Em defesa das Universidades Públicas Brasileiras

O problema

As Universidades Federais estão sob forte ataque do governo, que, nos últimos anos, vem reduzindo drasticamente o seu orçamento, prejudicando toda a sociedade brasileira e colocando em risco o funcionamento de nossas universidades. 

As Universidades Públicas brasileiras são responsáveis por mais de 90% de toda a pesquisa científica que se faz no país em todas as áreas: da filosofia à medicina, das artes às engenharias. Não existindo outra instituição que tenha contribuído tanto para o progresso do país. As universidades são as grandes produtoras de conhecimento e, portanto, responsáveis por grande parte de nosso crescimento econômico ao longo de nossa história.

Mais ainda: elas estão atreladas ao processo de democratização do país. Não há país democrático e soberano sem a universalização do conhecimento. Nossas Universidades têm um compromisso inquestionável com a construção de um Brasil mais justo, mais humano, mais livre e mais igualitário. E do equilíbrio entre liberdade e igualdade depende a democracia. As universidades são ainda mais vitais em uma sociedade do conhecimento, isto é, em que o conhecimento é o grande motor da economia. 

Não podemos dizer que essa atitude do governo atual, de cortes sucessivos nas Universidades, seja surpresa. Afinal, desde o início, e mesmo durante a campanha, o governo Bolsonaro tem demonstrado uma forte visão anti-intelectualista, contrária à ciência e à cultura, à democracia. Eleger a Universidade como grande inimiga não é, portanto, algo inesperado.

O governo usa dois falsos argumentos para efetuar tais cortes: primeiro, que nossas Universidades possuem um rendimento insatisfatório, o que é desmentido por vários instrumentos de avaliação de desempenho, inclusive do próprio governo. O segundo, que elas são espaço de balbúrdia, ou seja, eles querem impor o seu código moral, quando não foram eleitos para isso. 

Ora, quem verdadeiramente frequenta as universidades sabe que elas são lugares de estudo, pesquisa e trabalho. Há evidentemente espaço para a crítica social e mesmo para a irreverência, dimensões importantes da vida democrática. O maior impacto desses cortes está na vida dos estudantes socioeconomicamente vulneráveis. Pois essa verba também era direcionada para bolsas de programas de assistência estudantil, para moradia, alimentação e transporte, por exemplo. E são esses programas que fazem com que muitos jovens possam permanecer depois de adentrar as universidades.

A partir de 2016, houve sucessivos cortes na previsão orçamentária do MEC ano a ano: R$ 158,2 bilhões em 2016; R$ 140,84 bilhões em 2017; R$ 139,91 bilhões em 2018, R$ 149,74 bilhões em 2019 – até chegar ao pior cenário em 2020: R$ 142,11 bilhões. Em 2021, o cenário é ainda mais devastador: os R$ 90,29 bilhões executados – de uma dotação orçamentária de R$ 145,70 bilhões – representam apenas 2,78% dos gastos públicos federais.

E os cortes se aprofundaram neste ano. No último dia 27 de maio de 2022, o MEC anunciou um bloqueio de 14,5% do orçamento discricionário das instituições federais de ensino superior, isso representa algo em torno de R$ 3 bilhões. Esse orçamento é para pagar o custeio, que são as despesas elementares, como água, energia, serviços terceirizados de segurança, portaria, limpeza, manutenção em geral, além de bolsas de monitoria e pesquisas acadêmicas e bolsas de assistência estudantil.

Além dos ataques orçamentários, existe no Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição 206 de 2019 que dá uma nova redação ao artigo 206, inciso 4, e acrescenta um parágrafo 3º ao artigo 207, ambos da Constituição Federal, para dispor sobre a cobrança de mensalidades pelas universidades públicas.

O Sistema Federal de Universidades é um patrimônio da sociedade brasileira. Ele precisa ser defendido, de todas as maneiras possíveis. Assim, considere assinar e compartilhar essa petição para exigir que os candidatos às Eleições 2022 se posicionem em defesa das Universidades Públicas brasileiras.

Não podemos permitir que as nossas universidades e institutos federais continuem sendo desmantelados. Afinal, o destino de nossa democracia passa pelo destino de nossas Universidades.  

Vamos lutar por elas. Vamos pressionar o Congresso Nacional para que, conosco, coloquem um fim a este ataque brutal e desmonte, que é absolutamente contrário aos interesses da sociedade brasileira.

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Daniel PeresCriador do abaixo-assinado

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O problema

As Universidades Federais estão sob forte ataque do governo, que, nos últimos anos, vem reduzindo drasticamente o seu orçamento, prejudicando toda a sociedade brasileira e colocando em risco o funcionamento de nossas universidades. 

As Universidades Públicas brasileiras são responsáveis por mais de 90% de toda a pesquisa científica que se faz no país em todas as áreas: da filosofia à medicina, das artes às engenharias. Não existindo outra instituição que tenha contribuído tanto para o progresso do país. As universidades são as grandes produtoras de conhecimento e, portanto, responsáveis por grande parte de nosso crescimento econômico ao longo de nossa história.

Mais ainda: elas estão atreladas ao processo de democratização do país. Não há país democrático e soberano sem a universalização do conhecimento. Nossas Universidades têm um compromisso inquestionável com a construção de um Brasil mais justo, mais humano, mais livre e mais igualitário. E do equilíbrio entre liberdade e igualdade depende a democracia. As universidades são ainda mais vitais em uma sociedade do conhecimento, isto é, em que o conhecimento é o grande motor da economia. 

Não podemos dizer que essa atitude do governo atual, de cortes sucessivos nas Universidades, seja surpresa. Afinal, desde o início, e mesmo durante a campanha, o governo Bolsonaro tem demonstrado uma forte visão anti-intelectualista, contrária à ciência e à cultura, à democracia. Eleger a Universidade como grande inimiga não é, portanto, algo inesperado.

O governo usa dois falsos argumentos para efetuar tais cortes: primeiro, que nossas Universidades possuem um rendimento insatisfatório, o que é desmentido por vários instrumentos de avaliação de desempenho, inclusive do próprio governo. O segundo, que elas são espaço de balbúrdia, ou seja, eles querem impor o seu código moral, quando não foram eleitos para isso. 

Ora, quem verdadeiramente frequenta as universidades sabe que elas são lugares de estudo, pesquisa e trabalho. Há evidentemente espaço para a crítica social e mesmo para a irreverência, dimensões importantes da vida democrática. O maior impacto desses cortes está na vida dos estudantes socioeconomicamente vulneráveis. Pois essa verba também era direcionada para bolsas de programas de assistência estudantil, para moradia, alimentação e transporte, por exemplo. E são esses programas que fazem com que muitos jovens possam permanecer depois de adentrar as universidades.

A partir de 2016, houve sucessivos cortes na previsão orçamentária do MEC ano a ano: R$ 158,2 bilhões em 2016; R$ 140,84 bilhões em 2017; R$ 139,91 bilhões em 2018, R$ 149,74 bilhões em 2019 – até chegar ao pior cenário em 2020: R$ 142,11 bilhões. Em 2021, o cenário é ainda mais devastador: os R$ 90,29 bilhões executados – de uma dotação orçamentária de R$ 145,70 bilhões – representam apenas 2,78% dos gastos públicos federais.

E os cortes se aprofundaram neste ano. No último dia 27 de maio de 2022, o MEC anunciou um bloqueio de 14,5% do orçamento discricionário das instituições federais de ensino superior, isso representa algo em torno de R$ 3 bilhões. Esse orçamento é para pagar o custeio, que são as despesas elementares, como água, energia, serviços terceirizados de segurança, portaria, limpeza, manutenção em geral, além de bolsas de monitoria e pesquisas acadêmicas e bolsas de assistência estudantil.

Além dos ataques orçamentários, existe no Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição 206 de 2019 que dá uma nova redação ao artigo 206, inciso 4, e acrescenta um parágrafo 3º ao artigo 207, ambos da Constituição Federal, para dispor sobre a cobrança de mensalidades pelas universidades públicas.

O Sistema Federal de Universidades é um patrimônio da sociedade brasileira. Ele precisa ser defendido, de todas as maneiras possíveis. Assim, considere assinar e compartilhar essa petição para exigir que os candidatos às Eleições 2022 se posicionem em defesa das Universidades Públicas brasileiras.

Não podemos permitir que as nossas universidades e institutos federais continuem sendo desmantelados. Afinal, o destino de nossa democracia passa pelo destino de nossas Universidades.  

Vamos lutar por elas. Vamos pressionar o Congresso Nacional para que, conosco, coloquem um fim a este ataque brutal e desmonte, que é absolutamente contrário aos interesses da sociedade brasileira.

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Os tomadores de decisão

Câmara dos Deputados
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 307 votos a 82, a convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, para explicar à Casa os cortes no orçamento das universidades públicas e de institutos federais. Ele será ouvido no Plenário nesta quarta-feira (15), em comissão geral. ----- Fonte: http://bit.ly/2Hr55NH
Alessandro Molon (PSB-RJ)
Candidato a Senador pelo Estado do Rio de Janeiro
Respondido
As universidades federais são hoje essenciais na formação de recursos humanos e de uma inteligência nacional, no domínio do conhecimento de ponta, na superação da pobreza e da desigualdade, na promoção da cidadania e da democracia. Para continuar cumprindo o seu papel e expandir as suas atividades, as universidades públicas precisam urgentemente ter seus orçamentos recompostos, livres dos cortes impostos pelo governo Bolsonaro. Meu compromisso no Senado é trabalhar pela valorização das universidades federais, com a restauração de recursos orçamentários para a educação pública superior. O total de verbas destinado atualmente para as universidades é inviável para fazer os campi funcionar. A situação é dramática: o bloqueio de 14,5% do orçamento, cerca de R$ 3 bilhões, afeta desde o pagamento de contratos de água e luz a programas de bolsas e equipamentos para laboratórios das instituições federais de ensino superior, No Senado, serei um defensor intransigente da universidade pública e gratuita, contrário à cobrança de mensalidades. Não à privatização da educação superior no Brasil! Sim ao fortalecimento das universidades federais com mais investimentos e recursos! Alessandro Molon (PSB) Candidato a senador pelo Rio de Janeiro
Deputada Alice Portugal
Deputada federal
Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior
Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior
Andifes
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Abaixo-assinado criado em 2 de maio de 2019