Combater o cambismo e práticas abusivas na venda de ingressos

O problema

Por um fim ao cambismo e às práticas abusivas nas vendas de ingressos no Brasil

A venda de ingressos para shows e eventos culturais no Brasil tem sido marcada por práticas abusivas e falta de transparência, prejudicando milhares de consumidores. Entre os principais problemas estão o cambismo, a cobrança de taxas excessivas e o uso de mecanismos digitais irregulares, como bots automatizados.

 

CAMBISMO

O cambismo é a prática de comprar ingressos para eventos em grande quantidade — muitas vezes com o uso de bots automatizados — para revendê-los por preços muito superiores aos oficiais. Essa prática:

                •             Eleva o preço real dos ingressos de forma artificial. Em casos recentes de shows no Brasil, cambistas chegaram a pedir valores máquinas acima do valor original pago pelos fãs.  

                •             Exclui economicamente grande parte dos fãs, impedindo o acesso de pessoas de baixa renda a eventos culturais.

                •             Incentiva a economia informal e ilegal, fortalecendo “mercados paralelos” onde ingressos são mercadorias especulativas.

 

Atualmente, a legislação brasileira é insuficiente. A Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023) criminaliza o cambismo para eventos esportivos, com pena de reclusão de 1 a 2 anos e multa, e até 2 a 4 anos para quem facilita essa prática.   Porém, para shows e eventos culturais, a proteção é ainda incipiente e depende de propostas em tramitação no Congresso que visam criminalizar a venda ilegal de ingressos em todas as categorias.  

 

Esse esforço foi impulsionado por situações extremas, como a revenda digital de ingressos da Eras Tour no Brasil, que inspirou na Câmara um projeto apelidado de “Lei Taylor Swift” — que criminaliza a revenda ilegal de ingressos por preços superiores aos oficiais, com pena de detenção e multas altíssimas.  

 

Recentemente temos visto uma grande repercussão do caso de cambismo que ocorreu na venda dos ingressos para o show do cantor Harry Styles aqui no Brasil, onde rolou um esquema de cambio de ingressos deixando muitos fãs insatisfeitos e revoltados.

 

cambista com bolo de ingressos na mão

 

cambista com bolo de ingressos na mão

vídeo de cambistas com ingressos 

 

 

A repercussão foi tamanha que houveram manifestações em Redes Sociais por Parlamentares sendo eles:

Deputado Guilherme Cortez (PSOL) e Deputada Erika Hilton (PSOL)

 

Deputado Guilherme Cortez (PSOL)

O deputado publicou em suas redes sociais manifestações alertando para a necessidade de investigação sobre a distribuição de ingressos na pré-venda oficial de um grande show internacional no Brasil. Cortez relatou que, mesmo com procura massiva de fãs e o relato de pessoas que chegaram a filas físicas ou tentaram comprar online, uma grande parte dos ingressos — especialmente de setores populares ou com valores mais acessíveis — teria sido comprada por intermediários.

Esse tipo de distribuição prejudica diretamente o público consumidor, que acaba sem acesso ao evento ou forçado a recorrer a mercados secundários de revenda com preços inflacionados.

 

Deputada Erika Hilton (PSOL)

Erika Hilton também expressou sua preocupação sobre os relatos de irregularidades na venda de ingressos, afirmando que está mobilizando canais oficiais para apurar a situação. Entre os pontos destacados estão:

                •             Investigação sobre como cambistas teriam obtido grande quantidade de ingressos oficiais.

                •             Solicitação de providências junto a órgãos como o Procon, Ministério Público e Secretaria de Segurança Pública.

                •             Questionamento sobre a responsabilidade das plataformas e promotores na fiscalização da distribuição de ingressos.

 

A deputada destacou que práticas de cambismo em larga escala podem representar crime contra a economia popular e, portanto, merecem investigação detalhada.

 

Perfis e usuários nas redes também repercutiram situações em que fãs relatam:

                •             Ingressos que desapareceram rapidamente do sistema oficial de vendas.

                •             Pessoas que estiveram fisicamente nas bilheterias no momento da abertura da venda, mas não conseguiram adquirir ingressos enquanto intermediários sim.

                •             Revenda posterior dos mesmos ingressos em plataformas independentes por valores muito superiores ao preço de face.

 

 

Principais Pontos de Irregularidade Relatados

Com base nas manifestações e relatos públicos, é possível identificar quatro pontos centrais que caracterizam a situação:

 

  • Acesso desigual aos ingressos

    Fãs que tentaram comprar nas vendas oficiais — tanto online quanto em bilheterias físicas — não conseguiram o ingresso desejado, apesar de disponibilidade limitada de bilhetes para setores populares.

 

  • Atuação de cambistas

Há relatos de intermediários adquirindo grandes quantidades de ingressos e direcionando-os ao mercado paralelo, com aumento de preço.

 

  • Uso de ferramentas automatizadas (bots)

Muitos consumidores relatam que a velocidade com que os ingressos “somem” das vendas sugere uso de bots para esgotar rapidamente as cotas, dificultando a compra por usuários comuns.

 

  • Falta de transparência no processo de venda

Usuários reclamam da dificuldade em entender como a distribuição ocorre — quem obtém ingressos e como as cotas são controladas — o que acarreta desconfiança e sensação de injustiça.

 

 

TAXAS EXCESSIVAS

Cobrança de Taxas Abusivas na Venda de Ingressos

Nós, consumidores e fãs de eventos culturais, artísticos e de entretenimento, viemos por meio deste abaixo-assinado manifestar nossa insatisfação e indignação diante das taxas abusivas de conveniência e de serviço cobradas na compra de ingressos por meio de sites e plataformas oficiais de venda.

De alguns anos para cá, temos enfrentado uma crescente desvantagem em relação a outros países, especialmente no Brasil e em toda a América Latina, onde são aplicadas taxas excessivamente altas e fora da realidade econômica da população. Tais valores não condizem com o poder aquisitivo médio dos consumidores e tornam o acesso à cultura cada vez mais restrito.

Além disso, essas cobranças frequentemente carecem de transparência, uma vez que o consumidor não recebe informações claras e detalhadas sobre a justificativa e a composição dos valores cobrados, contrariando princípios básicos previstos no Código de Defesa do Consumidor.

Essas práticas resultam em:

 • Aumento injustificado do valor final dos ingressos;

 • Exclusão de parte significativa do público;

 • Sensação de desrespeito, exploração e desvalorização do consumidor;

 • Dificuldade de acesso a eventos culturais e de entretenimento.

Outro ponto crítico é a ausência de transparência na composição dessas taxas. Em diversos casos, o consumidor só toma conhecimento do valor total da cobrança no momento final da compra, sem explicações claras sobre os serviços efetivamente prestados. Essa prática fere o princípio da informação clara e adequada, previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

As taxas abusivas geram impactos diretos e indiretos, tais como:

 • Aumento significativo do valor final do ingresso;

 • Exclusão de parte do público consumidor;

 • Sensação de exploração e desrespeito ao consumidor;

 • Desestímulo à participação em eventos culturais e artísticos.

Para os fãs, especialmente aqueles que acompanham artistas e eventos de forma contínua, essas práticas resultam em frustração, desapontamento e sentimento de desvalorização.

O Código de Defesa do Consumidor estabelece que:

 • O consumidor tem direito à informação clara, adequada e ostensiva sobre preços e cobranças (art. 6º);

 • É vedada a exigência de vantagem manifestamente excessiva (art. 39);

 • Práticas abusivas devem ser coibidas, ainda que realizadas por plataformas oficialmente autorizadas.

Dessa forma, a cobrança de taxas desproporcionais e sem justificativa clara pode configurar prática abusiva, passível de questionamento e revisão.

alguns exemplos de cobranças feitas através da Ticketmaster

 

 

 

taxas bad bunny

 

 

taxas harry styles

 

 

 

Diante do exposto, exigimos:

 1. A revisão imediata das taxas de conveniência e de serviço praticadas;

 2. A redução dessas taxas para valores justos e proporcionais;

 3. Total transparência na apresentação e justificativa das cobranças;

 4. O efetivo cumprimento do Código de Defesa do Consumidor;

 5. O respeito à realidade econômica da população brasileira e latino-americana.

Acreditamos que o acesso à cultura é um direito, e não um privilégio limitado por cobranças abusivas. Assinamos este abaixo-assinado em defesa de um mercado mais justo, acessível e respeitoso com o consumidor.

Assine e apoie esta causa. Juntos, exigimos mudanças.

 

 

 

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Letícia IacovinoCriador do abaixo-assinado

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O problema

Por um fim ao cambismo e às práticas abusivas nas vendas de ingressos no Brasil

A venda de ingressos para shows e eventos culturais no Brasil tem sido marcada por práticas abusivas e falta de transparência, prejudicando milhares de consumidores. Entre os principais problemas estão o cambismo, a cobrança de taxas excessivas e o uso de mecanismos digitais irregulares, como bots automatizados.

 

CAMBISMO

O cambismo é a prática de comprar ingressos para eventos em grande quantidade — muitas vezes com o uso de bots automatizados — para revendê-los por preços muito superiores aos oficiais. Essa prática:

                •             Eleva o preço real dos ingressos de forma artificial. Em casos recentes de shows no Brasil, cambistas chegaram a pedir valores máquinas acima do valor original pago pelos fãs.  

                •             Exclui economicamente grande parte dos fãs, impedindo o acesso de pessoas de baixa renda a eventos culturais.

                •             Incentiva a economia informal e ilegal, fortalecendo “mercados paralelos” onde ingressos são mercadorias especulativas.

 

Atualmente, a legislação brasileira é insuficiente. A Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023) criminaliza o cambismo para eventos esportivos, com pena de reclusão de 1 a 2 anos e multa, e até 2 a 4 anos para quem facilita essa prática.   Porém, para shows e eventos culturais, a proteção é ainda incipiente e depende de propostas em tramitação no Congresso que visam criminalizar a venda ilegal de ingressos em todas as categorias.  

 

Esse esforço foi impulsionado por situações extremas, como a revenda digital de ingressos da Eras Tour no Brasil, que inspirou na Câmara um projeto apelidado de “Lei Taylor Swift” — que criminaliza a revenda ilegal de ingressos por preços superiores aos oficiais, com pena de detenção e multas altíssimas.  

 

Recentemente temos visto uma grande repercussão do caso de cambismo que ocorreu na venda dos ingressos para o show do cantor Harry Styles aqui no Brasil, onde rolou um esquema de cambio de ingressos deixando muitos fãs insatisfeitos e revoltados.

 

cambista com bolo de ingressos na mão

 

cambista com bolo de ingressos na mão

vídeo de cambistas com ingressos 

 

 

A repercussão foi tamanha que houveram manifestações em Redes Sociais por Parlamentares sendo eles:

Deputado Guilherme Cortez (PSOL) e Deputada Erika Hilton (PSOL)

 

Deputado Guilherme Cortez (PSOL)

O deputado publicou em suas redes sociais manifestações alertando para a necessidade de investigação sobre a distribuição de ingressos na pré-venda oficial de um grande show internacional no Brasil. Cortez relatou que, mesmo com procura massiva de fãs e o relato de pessoas que chegaram a filas físicas ou tentaram comprar online, uma grande parte dos ingressos — especialmente de setores populares ou com valores mais acessíveis — teria sido comprada por intermediários.

Esse tipo de distribuição prejudica diretamente o público consumidor, que acaba sem acesso ao evento ou forçado a recorrer a mercados secundários de revenda com preços inflacionados.

 

Deputada Erika Hilton (PSOL)

Erika Hilton também expressou sua preocupação sobre os relatos de irregularidades na venda de ingressos, afirmando que está mobilizando canais oficiais para apurar a situação. Entre os pontos destacados estão:

                •             Investigação sobre como cambistas teriam obtido grande quantidade de ingressos oficiais.

                •             Solicitação de providências junto a órgãos como o Procon, Ministério Público e Secretaria de Segurança Pública.

                •             Questionamento sobre a responsabilidade das plataformas e promotores na fiscalização da distribuição de ingressos.

 

A deputada destacou que práticas de cambismo em larga escala podem representar crime contra a economia popular e, portanto, merecem investigação detalhada.

 

Perfis e usuários nas redes também repercutiram situações em que fãs relatam:

                •             Ingressos que desapareceram rapidamente do sistema oficial de vendas.

                •             Pessoas que estiveram fisicamente nas bilheterias no momento da abertura da venda, mas não conseguiram adquirir ingressos enquanto intermediários sim.

                •             Revenda posterior dos mesmos ingressos em plataformas independentes por valores muito superiores ao preço de face.

 

 

Principais Pontos de Irregularidade Relatados

Com base nas manifestações e relatos públicos, é possível identificar quatro pontos centrais que caracterizam a situação:

 

  • Acesso desigual aos ingressos

    Fãs que tentaram comprar nas vendas oficiais — tanto online quanto em bilheterias físicas — não conseguiram o ingresso desejado, apesar de disponibilidade limitada de bilhetes para setores populares.

 

  • Atuação de cambistas

Há relatos de intermediários adquirindo grandes quantidades de ingressos e direcionando-os ao mercado paralelo, com aumento de preço.

 

  • Uso de ferramentas automatizadas (bots)

Muitos consumidores relatam que a velocidade com que os ingressos “somem” das vendas sugere uso de bots para esgotar rapidamente as cotas, dificultando a compra por usuários comuns.

 

  • Falta de transparência no processo de venda

Usuários reclamam da dificuldade em entender como a distribuição ocorre — quem obtém ingressos e como as cotas são controladas — o que acarreta desconfiança e sensação de injustiça.

 

 

TAXAS EXCESSIVAS

Cobrança de Taxas Abusivas na Venda de Ingressos

Nós, consumidores e fãs de eventos culturais, artísticos e de entretenimento, viemos por meio deste abaixo-assinado manifestar nossa insatisfação e indignação diante das taxas abusivas de conveniência e de serviço cobradas na compra de ingressos por meio de sites e plataformas oficiais de venda.

De alguns anos para cá, temos enfrentado uma crescente desvantagem em relação a outros países, especialmente no Brasil e em toda a América Latina, onde são aplicadas taxas excessivamente altas e fora da realidade econômica da população. Tais valores não condizem com o poder aquisitivo médio dos consumidores e tornam o acesso à cultura cada vez mais restrito.

Além disso, essas cobranças frequentemente carecem de transparência, uma vez que o consumidor não recebe informações claras e detalhadas sobre a justificativa e a composição dos valores cobrados, contrariando princípios básicos previstos no Código de Defesa do Consumidor.

Essas práticas resultam em:

 • Aumento injustificado do valor final dos ingressos;

 • Exclusão de parte significativa do público;

 • Sensação de desrespeito, exploração e desvalorização do consumidor;

 • Dificuldade de acesso a eventos culturais e de entretenimento.

Outro ponto crítico é a ausência de transparência na composição dessas taxas. Em diversos casos, o consumidor só toma conhecimento do valor total da cobrança no momento final da compra, sem explicações claras sobre os serviços efetivamente prestados. Essa prática fere o princípio da informação clara e adequada, previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

As taxas abusivas geram impactos diretos e indiretos, tais como:

 • Aumento significativo do valor final do ingresso;

 • Exclusão de parte do público consumidor;

 • Sensação de exploração e desrespeito ao consumidor;

 • Desestímulo à participação em eventos culturais e artísticos.

Para os fãs, especialmente aqueles que acompanham artistas e eventos de forma contínua, essas práticas resultam em frustração, desapontamento e sentimento de desvalorização.

O Código de Defesa do Consumidor estabelece que:

 • O consumidor tem direito à informação clara, adequada e ostensiva sobre preços e cobranças (art. 6º);

 • É vedada a exigência de vantagem manifestamente excessiva (art. 39);

 • Práticas abusivas devem ser coibidas, ainda que realizadas por plataformas oficialmente autorizadas.

Dessa forma, a cobrança de taxas desproporcionais e sem justificativa clara pode configurar prática abusiva, passível de questionamento e revisão.

alguns exemplos de cobranças feitas através da Ticketmaster

 

 

 

taxas bad bunny

 

 

taxas harry styles

 

 

 

Diante do exposto, exigimos:

 1. A revisão imediata das taxas de conveniência e de serviço praticadas;

 2. A redução dessas taxas para valores justos e proporcionais;

 3. Total transparência na apresentação e justificativa das cobranças;

 4. O efetivo cumprimento do Código de Defesa do Consumidor;

 5. O respeito à realidade econômica da população brasileira e latino-americana.

Acreditamos que o acesso à cultura é um direito, e não um privilégio limitado por cobranças abusivas. Assinamos este abaixo-assinado em defesa de um mercado mais justo, acessível e respeitoso com o consumidor.

Assine e apoie esta causa. Juntos, exigimos mudanças.

 

 

 

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Letícia IacovinoCriador do abaixo-assinado

Os tomadores de decisão

Letícia Iacovino Marques Carvalho
Letícia Iacovino Marques Carvalho

Atualizações do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 26 de janeiro de 2026