Carta Proposta: Solicitação do Curso Regular de Samba na São Paulo Escola de Dança

Carta Proposta: Solicitação do Curso Regular de Samba na São Paulo Escola de Dança

Assinantes recentes:
Vanessa Teixeira e outras 19 pessoas assinaram recentemente.

O problema

Primeiramente, gostaríamos também de reconhecer e parabenizar a São Paulo Escola de Dança pelo trabalho de excelência que vem desenvolvendo na formação artística, na democratização do acesso à cultura e na ampliação do diálogo entre diferentes linguagens da dança. A instituição tornou-se uma referência nacional por sua capacidade de formar artistas, promover inclusão e aproximar a dança de públicos diversos.

Reconhecemos ainda a importante atuação de Inês Bogéa à frente da escola. Sua trajetória na dança e seu compromisso com a educação artística têm contribuído para consolidar a São Paulo Escola de Dança como um espaço de inovação, excelência e valorização da diversidade cultural.

É justamente por admirarmos o trabalho realizado pela instituição e acreditarmos em sua missão transformadora que apresentamos esta proposta. Entendemos que a inclusão permanente do Samba e das Danças Afro-Brasileiras no currículo regular representa um passo natural e coerente com os valores de pluralidade, democratização do conhecimento e valorização da cultura brasileira que a escola já promove.

Temos convicção de que a São Paulo Escola de Dança pode se tornar uma referência ainda maior ao fortalecer o espaço destinado às manifestações culturais afro-brasileiras e ao samba, patrimônio artístico e cultural reconhecido no Brasil e no mundo.

É justamente por admirarmos o trabalho realizado pela instituição que nós estudantes, artistas, educadores, pesquisadores, profissionais da cultura e cidadãos comprometidos com a valorização da diversidade cultural brasileira, manifestamos nosso apoio à inclusão permanente do Samba e das Danças Afro-Brasileiras no currículo regular da São Paulo Escola de Dança e à contratação efetiva da professora Solange Ferreira para integrar o corpo docente da instituição.

O samba é uma das mais importantes expressões culturais do Brasil. As danças afro-brasileiras carregam história, ancestralidade, resistência, identidade e conhecimento, constituindo patrimônios culturais fundamentais para a compreensão da formação social e artística do nosso país. Por essa razão, acreditamos que essas linguagens merecem ocupar um espaço permanente em uma escola pública de referência na formação profissional em dança.

Esta reivindicação ganha ainda mais força diante do expressivo impacto do curso "No Compasso da Avenida: O Samba e a Performance do Carnaval", ministrado por Solange Ferreira na São Paulo Escola de Dança. O interesse despertado pelo curso, a relevância dos conteúdos abordados e a mobilização gerada entre artistas e estudantes evidenciam uma demanda concreta por formação qualificada em samba e culturas afro-brasileiras.

O sucesso da iniciativa demonstra que existe interesse real na profissionalização dos artistas do samba e na ampliação dos espaços dedicados ao ensino, à pesquisa e à prática dessa linguagem artística. Mais do que uma manifestação cultural, o samba constitui um campo profissional que envolve dança, performance, educação, produção cultural, pesquisa acadêmica e atuação nos carnavais de todo o país.

A professora Solange Ferreira reúne uma trajetória artística, acadêmica e pedagógica de excelência, sendo uma das profissionais mais qualificadas para contribuir com esse processo. É Mestre em Artes da Cena pela Escola Superior de Artes Célia Helena, professora de graduação e pós-graduação, integrante do NEABI (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas) e formada em Educação Física, com especializações em dança, conscientização corporal, balé clássico, jazz e capoeira.

Sua formação inclui experiências internacionais, além de ampla atuação em projetos de acessibilidade para pessoas com deficiência. Sua trajetória artística contempla apresentações em diversos países e uma profunda vivência no universo do samba, tendo sido Princesa do Carnaval e Rainha de Bateria da Escola de Samba Vai-Vai. Solange também já atuou como docente da própria São Paulo Escola de Dança, ministrando cursos que aproximaram novos artistas da riqueza técnica, histórica e estética do samba.

A valorização das danças tradicionais como parte da formação artística é uma prática consolidada em diversos países. Na Argentina, por exemplo, o tango ocupa lugar de destaque nos espaços de ensino, pesquisa e profissionalização, além de estar presente nos grandes palcos e instituições culturais. Em diferentes partes do mundo, manifestações culturais consideradas fundamentais para a identidade nacional recebem reconhecimento institucional, investimentos e espaços permanentes de formação.

A presente reivindicação também encontra respaldo na Lei nº 10.639/2003, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para tornar obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas instituições de ensino. A legislação reconhece a importância das contribuições dos povos africanos e afro-brasileiros para a formação da sociedade brasileira e reforça a necessidade de valorização de seus saberes, manifestações culturais e expressões artísticas. Nesse contexto, a ampliação do espaço dedicado ao samba e às danças afro-brasileiras em uma instituição pública de formação artística representa uma ação concreta alinhada aos princípios estabelecidos pela legislação brasileira.

Diante disso, é legítimo questionar por que o samba — uma das expressões culturais brasileiras mais reconhecidas nacional e internacionalmente — ainda não ocupa posição equivalente dentro dos currículos regulares de formação em dança. Valorizar o samba e as danças afro-brasileiras é reconhecer sua relevância artística, pedagógica, histórica e cultural, garantindo que futuras gerações tenham acesso a uma formação mais plural e representativa da diversidade brasileira.

Por isso, solicitamos à São Paulo Escola de Dança:

• A inclusão permanente do Samba e das Danças Afro-Brasileiras no currículo regular da instituição;

• A contratação efetiva da professora Solange Ferreira para compor o corpo docente da escola;

• O fortalecimento de políticas pedagógicas voltadas à valorização das matrizes culturais afro-brasileiras;

• A ampliação das oportunidades de formação, pesquisa e profissionalização dos artistas do samba.

• A oferta do curso regular de Samba e Danças Afro-Brasileiras em período noturno, ampliando o acesso de trabalhadores, estudantes, profissionais da cultura e integrantes das escolas de samba que, em sua maioria, possuem atividades profissionais durante o horário comercial.

Entendemos que a disponibilização de aulas no período noturno é fundamental para democratizar o acesso à formação artística, permitindo que pessoas que historicamente constroem e mantêm viva a cultura do samba possam participar efetivamente do processo formativo. Uma formação acessível também significa considerar as realidades sociais e econômicas dos estudantes e artistas que desejam se profissionalizar.

Acreditamos que uma escola de excelência deve refletir a riqueza cultural do país que representa. Incluir permanentemente o samba e as danças afro-brasileiras em seu currículo é um passo importante para construir uma formação artística mais democrática, diversa e conectada com a realidade cultural brasileira.

Defender a presença permanente do samba na São Paulo Escola de Dança é defender a profissionalização dos artistas do samba, a valorização das culturas afro-brasileiras e o reconhecimento de um patrimônio que há séculos contribui para a construção da identidade do Brasil.

Por uma formação em dança que represente toda a riqueza da cultura brasileira.

Assine esta petição.

39

Assinantes recentes:
Vanessa Teixeira e outras 19 pessoas assinaram recentemente.

O problema

Primeiramente, gostaríamos também de reconhecer e parabenizar a São Paulo Escola de Dança pelo trabalho de excelência que vem desenvolvendo na formação artística, na democratização do acesso à cultura e na ampliação do diálogo entre diferentes linguagens da dança. A instituição tornou-se uma referência nacional por sua capacidade de formar artistas, promover inclusão e aproximar a dança de públicos diversos.

Reconhecemos ainda a importante atuação de Inês Bogéa à frente da escola. Sua trajetória na dança e seu compromisso com a educação artística têm contribuído para consolidar a São Paulo Escola de Dança como um espaço de inovação, excelência e valorização da diversidade cultural.

É justamente por admirarmos o trabalho realizado pela instituição e acreditarmos em sua missão transformadora que apresentamos esta proposta. Entendemos que a inclusão permanente do Samba e das Danças Afro-Brasileiras no currículo regular representa um passo natural e coerente com os valores de pluralidade, democratização do conhecimento e valorização da cultura brasileira que a escola já promove.

Temos convicção de que a São Paulo Escola de Dança pode se tornar uma referência ainda maior ao fortalecer o espaço destinado às manifestações culturais afro-brasileiras e ao samba, patrimônio artístico e cultural reconhecido no Brasil e no mundo.

É justamente por admirarmos o trabalho realizado pela instituição que nós estudantes, artistas, educadores, pesquisadores, profissionais da cultura e cidadãos comprometidos com a valorização da diversidade cultural brasileira, manifestamos nosso apoio à inclusão permanente do Samba e das Danças Afro-Brasileiras no currículo regular da São Paulo Escola de Dança e à contratação efetiva da professora Solange Ferreira para integrar o corpo docente da instituição.

O samba é uma das mais importantes expressões culturais do Brasil. As danças afro-brasileiras carregam história, ancestralidade, resistência, identidade e conhecimento, constituindo patrimônios culturais fundamentais para a compreensão da formação social e artística do nosso país. Por essa razão, acreditamos que essas linguagens merecem ocupar um espaço permanente em uma escola pública de referência na formação profissional em dança.

Esta reivindicação ganha ainda mais força diante do expressivo impacto do curso "No Compasso da Avenida: O Samba e a Performance do Carnaval", ministrado por Solange Ferreira na São Paulo Escola de Dança. O interesse despertado pelo curso, a relevância dos conteúdos abordados e a mobilização gerada entre artistas e estudantes evidenciam uma demanda concreta por formação qualificada em samba e culturas afro-brasileiras.

O sucesso da iniciativa demonstra que existe interesse real na profissionalização dos artistas do samba e na ampliação dos espaços dedicados ao ensino, à pesquisa e à prática dessa linguagem artística. Mais do que uma manifestação cultural, o samba constitui um campo profissional que envolve dança, performance, educação, produção cultural, pesquisa acadêmica e atuação nos carnavais de todo o país.

A professora Solange Ferreira reúne uma trajetória artística, acadêmica e pedagógica de excelência, sendo uma das profissionais mais qualificadas para contribuir com esse processo. É Mestre em Artes da Cena pela Escola Superior de Artes Célia Helena, professora de graduação e pós-graduação, integrante do NEABI (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas) e formada em Educação Física, com especializações em dança, conscientização corporal, balé clássico, jazz e capoeira.

Sua formação inclui experiências internacionais, além de ampla atuação em projetos de acessibilidade para pessoas com deficiência. Sua trajetória artística contempla apresentações em diversos países e uma profunda vivência no universo do samba, tendo sido Princesa do Carnaval e Rainha de Bateria da Escola de Samba Vai-Vai. Solange também já atuou como docente da própria São Paulo Escola de Dança, ministrando cursos que aproximaram novos artistas da riqueza técnica, histórica e estética do samba.

A valorização das danças tradicionais como parte da formação artística é uma prática consolidada em diversos países. Na Argentina, por exemplo, o tango ocupa lugar de destaque nos espaços de ensino, pesquisa e profissionalização, além de estar presente nos grandes palcos e instituições culturais. Em diferentes partes do mundo, manifestações culturais consideradas fundamentais para a identidade nacional recebem reconhecimento institucional, investimentos e espaços permanentes de formação.

A presente reivindicação também encontra respaldo na Lei nº 10.639/2003, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para tornar obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas instituições de ensino. A legislação reconhece a importância das contribuições dos povos africanos e afro-brasileiros para a formação da sociedade brasileira e reforça a necessidade de valorização de seus saberes, manifestações culturais e expressões artísticas. Nesse contexto, a ampliação do espaço dedicado ao samba e às danças afro-brasileiras em uma instituição pública de formação artística representa uma ação concreta alinhada aos princípios estabelecidos pela legislação brasileira.

Diante disso, é legítimo questionar por que o samba — uma das expressões culturais brasileiras mais reconhecidas nacional e internacionalmente — ainda não ocupa posição equivalente dentro dos currículos regulares de formação em dança. Valorizar o samba e as danças afro-brasileiras é reconhecer sua relevância artística, pedagógica, histórica e cultural, garantindo que futuras gerações tenham acesso a uma formação mais plural e representativa da diversidade brasileira.

Por isso, solicitamos à São Paulo Escola de Dança:

• A inclusão permanente do Samba e das Danças Afro-Brasileiras no currículo regular da instituição;

• A contratação efetiva da professora Solange Ferreira para compor o corpo docente da escola;

• O fortalecimento de políticas pedagógicas voltadas à valorização das matrizes culturais afro-brasileiras;

• A ampliação das oportunidades de formação, pesquisa e profissionalização dos artistas do samba.

• A oferta do curso regular de Samba e Danças Afro-Brasileiras em período noturno, ampliando o acesso de trabalhadores, estudantes, profissionais da cultura e integrantes das escolas de samba que, em sua maioria, possuem atividades profissionais durante o horário comercial.

Entendemos que a disponibilização de aulas no período noturno é fundamental para democratizar o acesso à formação artística, permitindo que pessoas que historicamente constroem e mantêm viva a cultura do samba possam participar efetivamente do processo formativo. Uma formação acessível também significa considerar as realidades sociais e econômicas dos estudantes e artistas que desejam se profissionalizar.

Acreditamos que uma escola de excelência deve refletir a riqueza cultural do país que representa. Incluir permanentemente o samba e as danças afro-brasileiras em seu currículo é um passo importante para construir uma formação artística mais democrática, diversa e conectada com a realidade cultural brasileira.

Defender a presença permanente do samba na São Paulo Escola de Dança é defender a profissionalização dos artistas do samba, a valorização das culturas afro-brasileiras e o reconhecimento de um patrimônio que há séculos contribui para a construção da identidade do Brasil.

Por uma formação em dança que represente toda a riqueza da cultura brasileira.

Assine esta petição.

Atualizações do abaixo-assinado

Compartilhar este abaixo-assinado

Abaixo-assinado criado em 31 de maio de 2026