CARTA ABERTA ÀS LIDERANÇAS POLÍTICAS, SINDICATOS, ASSOCIAÇÕES, COLETIVOS E SOCIEDADE CIVIL

Assinantes recentes:
Gabriel Medeiros e outras 10 pessoas assinaram recentemente.

O problema

Indaiatuba, 1° de outubro de 2025

 

Respeitáveis lideranças políticas, organizações, associações, coletivos e sociedade civil da cidade de Indaiatuba,

 

Neste momento delicado da política brasileira e mundial, escrevo com lágrimas nos olhos após assistir ao sequestro das embarcações da Global Sumud Flotilha por Israel. Com lágrimas nos olhos, sim, pois em meu peito habita um coração humano que transforma o sofrimento pelas injustiças em algo visceral, de modo que se torna impossível que eu simplesmente me cale ou ignore. Pergunto-me, nesse sentido, onde há gente nesta cidade? Vejo carros passando com adesivos das bandeiras genocidas, ouço as mentiras nos púlpitos das igrejas, leio as manifestações desavergonhadas em páginas na internet, feitas pelos apoiadores da ultradireita moradores de Indaiatuba e me pergunto: onde estão, em nossa cidade, as vozes humanas que deveriam se levantar? Por que vemos os apoiadores da ultradireita falando livremente, enquanto aqueles que acreditam na dignidade humana permanecem em silêncio?

Vivemos tempos políticos sombrios com a ascensão do fascismo no mundo, de modo que se tornou imperativo que nos manifestemos. É impossível ignorar o óbvio – somos seres políticos – e impossível apagar dentro do coração de um justo a chama que clama pela real justiça. Se não houver seu escape, adoecemos mergulhados em angústia. As corajosas pessoas que puderam se colocar nessa situação de extremo risco rumo aos mares de Gaza para levar ajuda humanitária aos Palestinos vítimas da fome imposta como arma de guerra pela liderança nazi-sionista, levavam no peito, também, os corações de todos aqueles que preferem morrer a viver em um mundo onde genocídios são aceitos e ignorados pelos líderes políticos. Durante este minuto que escrevo, a morte de mais uma criança palestina se consolida, e não exagero quando digo que posso ouvir o grito de dor de mais uma mãe na faixa de Gaza, mesmo há tantos quilômetros de distância, pois não há distância suficiente apta a separar um coração verdadeiramente humano de um outro coração. Por isso escrevo.

Há muito pelo que lutar na política brasileira. Contudo, o avanço do imperialismo nazifascista já bate às portas da América Latina, de modo que nós, brasileiros que somos, devemos incluir também as pautas mundiais na “ordem do dia”. Mas, antes, devemos nos organizar politicamente no município que, apesar de englobar maioria de eleitores da direita, abriga também muitos artistas, professores, intelectuais e trabalhadores com desejo de justiça social, que aguardam tímidos e resilientes por uma oportunidade de se organizarem. E agora, neste momento, dado o cenário mundial e o silêncio dos líderes frente ao genocídio cometido pelo estado terrorista de Israel contra os palestinos nos últimos 77 anos, mas intensificado desde outubro de 2023,  é imperativo que criemos essa oportunidade, com uma manifestação pacífica afim de cobrar, em consonância com outras cidades brasileiras, o fim do genocídio contra o povo palestino, o reconhecimento e a liberdade do Estado da Palestina do rio ao mar, bem como o apoio e a solidariedade aos brasileiros sequestrados por Israel, dentre eles Mariana Conti (PSOL), vereadora de Campinas/SP, Luizianne De Oliveira Lins (PT), deputada federal, Thiago de Ávila e Silva Oliveira, Ariadne Catarina Cardoso Teles, Magno De Carvalho Costa, Gabrielle Da Silva Tolotti, Bruno Sperb Rocha, Lucas Farias Gusmão, Mohamad Sami El Kadri, Lisiane Proença Severo e Nicolas Calabrese (argentino, com cidadania italiana,  residente no Brasil).

Portanto, peço humana e humildemente, sabendo que sou apenas uma ínfima gota à procura de um oceano, que as lideranças dessa cidade deem forma à essa união, para que não nos calemos diante do genocídio do povo palestino.

 

Esperançosa e atenciosamente,

M.M.S.

 

 

Vitória
Este abaixo-assinado foi vitorioso com 40 apoiadores!
Assinantes recentes:
Gabriel Medeiros e outras 10 pessoas assinaram recentemente.

O problema

Indaiatuba, 1° de outubro de 2025

 

Respeitáveis lideranças políticas, organizações, associações, coletivos e sociedade civil da cidade de Indaiatuba,

 

Neste momento delicado da política brasileira e mundial, escrevo com lágrimas nos olhos após assistir ao sequestro das embarcações da Global Sumud Flotilha por Israel. Com lágrimas nos olhos, sim, pois em meu peito habita um coração humano que transforma o sofrimento pelas injustiças em algo visceral, de modo que se torna impossível que eu simplesmente me cale ou ignore. Pergunto-me, nesse sentido, onde há gente nesta cidade? Vejo carros passando com adesivos das bandeiras genocidas, ouço as mentiras nos púlpitos das igrejas, leio as manifestações desavergonhadas em páginas na internet, feitas pelos apoiadores da ultradireita moradores de Indaiatuba e me pergunto: onde estão, em nossa cidade, as vozes humanas que deveriam se levantar? Por que vemos os apoiadores da ultradireita falando livremente, enquanto aqueles que acreditam na dignidade humana permanecem em silêncio?

Vivemos tempos políticos sombrios com a ascensão do fascismo no mundo, de modo que se tornou imperativo que nos manifestemos. É impossível ignorar o óbvio – somos seres políticos – e impossível apagar dentro do coração de um justo a chama que clama pela real justiça. Se não houver seu escape, adoecemos mergulhados em angústia. As corajosas pessoas que puderam se colocar nessa situação de extremo risco rumo aos mares de Gaza para levar ajuda humanitária aos Palestinos vítimas da fome imposta como arma de guerra pela liderança nazi-sionista, levavam no peito, também, os corações de todos aqueles que preferem morrer a viver em um mundo onde genocídios são aceitos e ignorados pelos líderes políticos. Durante este minuto que escrevo, a morte de mais uma criança palestina se consolida, e não exagero quando digo que posso ouvir o grito de dor de mais uma mãe na faixa de Gaza, mesmo há tantos quilômetros de distância, pois não há distância suficiente apta a separar um coração verdadeiramente humano de um outro coração. Por isso escrevo.

Há muito pelo que lutar na política brasileira. Contudo, o avanço do imperialismo nazifascista já bate às portas da América Latina, de modo que nós, brasileiros que somos, devemos incluir também as pautas mundiais na “ordem do dia”. Mas, antes, devemos nos organizar politicamente no município que, apesar de englobar maioria de eleitores da direita, abriga também muitos artistas, professores, intelectuais e trabalhadores com desejo de justiça social, que aguardam tímidos e resilientes por uma oportunidade de se organizarem. E agora, neste momento, dado o cenário mundial e o silêncio dos líderes frente ao genocídio cometido pelo estado terrorista de Israel contra os palestinos nos últimos 77 anos, mas intensificado desde outubro de 2023,  é imperativo que criemos essa oportunidade, com uma manifestação pacífica afim de cobrar, em consonância com outras cidades brasileiras, o fim do genocídio contra o povo palestino, o reconhecimento e a liberdade do Estado da Palestina do rio ao mar, bem como o apoio e a solidariedade aos brasileiros sequestrados por Israel, dentre eles Mariana Conti (PSOL), vereadora de Campinas/SP, Luizianne De Oliveira Lins (PT), deputada federal, Thiago de Ávila e Silva Oliveira, Ariadne Catarina Cardoso Teles, Magno De Carvalho Costa, Gabrielle Da Silva Tolotti, Bruno Sperb Rocha, Lucas Farias Gusmão, Mohamad Sami El Kadri, Lisiane Proença Severo e Nicolas Calabrese (argentino, com cidadania italiana,  residente no Brasil).

Portanto, peço humana e humildemente, sabendo que sou apenas uma ínfima gota à procura de um oceano, que as lideranças dessa cidade deem forma à essa união, para que não nos calemos diante do genocídio do povo palestino.

 

Esperançosa e atenciosamente,

M.M.S.

 

 

Vitória

Este abaixo-assinado foi vitorioso com 40 apoiadores!

Compartilhe este abaixo-assinado

Atualizações do abaixo-assinado