Cadê os artistas com deficiência? Pela criação do Acervo Calabura

Assinantes recentes:
Vitória Mazzoccante Morgado e outras 19 pessoas assinaram recentemente.

O problema

Pessoas com deficiência — assim como quem cuida ou cuidou — são potências de riqueza cultural, mas raramente são vistas criando cultura.

A exclusão se repete em todos os espaços: nas ruas, no mercado de trabalho e também na cultura. Editais culturais exigem, em geral, vínculo com grupos organizados, usam linguagem bastante técnica e têm baixa acessibilidade.

Exigir rede de apoio, a depender do contexto, é uma forma de capacitismo estrutural — por exemplo, para autistas LGBTQIAP+ e mães atípicas.

Por isso, proponho a criação de um acervo cultural digital e itinerante, construído de baixo para cima, com esta ordem de implementação:

  • Identificar pessoas do grupo-alvo que estejam em situação de rua, sobrecarga mental crônica, violência doméstica ou outras condições de vulnerabilidade social (trabalho realizado em conjunto com outros órgãos: CRAS, CAPS, Centro Pop, entre outros serviços).
  • Apresentar o projeto quando tiver a confiança da pessoa e incentivar a participação. 
  • Acompanhar a inscrição da pessoa participante e ajudar a amadurecer a escrita do pré-projeto, sempre que for necessário.
  • Apresentar outras ferramentas de aprendizagem, incentivando a autonomia do bolsista e ao mesmo tempo oferecer recursos para a sua continuidade nas atividades. Exemplo: garantir acesso a um computador. 

Os participantes não precisarão de vínculo com coletivos, de obras inéditas ou de experiência prévia. O objetivo é reconhecer histórias que foram ignoradas e construir uma memória cultural de base popular.

 
Critérios de participação

Os critérios para participar serão divididos em três perfis:

  1. Pessoas com deficiência, independentemente da idade, que enfrentam barreiras para participar da vida cultural;
  2. Cuidadores diretos — mães, pais ou outros familiares — que acompanham de forma contínua e intensa pessoas com deficiência que necessitam de suporte nas atividades diárias;
  3. Pessoas que já exerceram o cuidado direto e hoje estão em processo de luto pela perda de um ente querido com deficiência.


Entre esses grupos, a preferência será dada a quem vive em situação de vulnerabilidade socioeconômica, como baixa renda, moradia precária, ausência de apoio do Estado, histórico de violência ou sobrecarga acentuada no cuidado.

A comprovação poderá ser feita por autodeclaração ou com apoio de serviços públicos, evitando exigências excessivas que afastem potenciais participantes.

Essa política busca ser um espaço seguro, acessível e de valorização para quem, apesar de ter muito a contribuir culturalmente, costuma ficar à margem das leis de incentivo cultural.

Quem já apoia

 

 

 

Logo do ponto de cultura Veracult. Cores da logo: amarelo, preto e branco.

 

 

 

Ponto de Cultura Veracult (oficinas presenciais de hip hop no conjunto Vera Cruz II e audiovisual);

Gabinete do vereador Professor Edward (responsável pelo texto jurídico em construção aqui em Goiânia).

 

 

 

Logo roxa e branca, com um apanhador de sonhos a direita e o slogan: Tem arte em você, bora virar Calabura!

 

Slogan – use para convidar pessoas ao movimento
"Tem arte em você. Bora virar Calabura"

Quer ser um apoiador institucional? Fale comigo no e-mail editoreduardomachado@gmail.com

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Eduardo MachadoCriador do abaixo-assinadoAtivista LGBTQIA+, redator de política pública e autor de livros de ficção

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O problema

Pessoas com deficiência — assim como quem cuida ou cuidou — são potências de riqueza cultural, mas raramente são vistas criando cultura.

A exclusão se repete em todos os espaços: nas ruas, no mercado de trabalho e também na cultura. Editais culturais exigem, em geral, vínculo com grupos organizados, usam linguagem bastante técnica e têm baixa acessibilidade.

Exigir rede de apoio, a depender do contexto, é uma forma de capacitismo estrutural — por exemplo, para autistas LGBTQIAP+ e mães atípicas.

Por isso, proponho a criação de um acervo cultural digital e itinerante, construído de baixo para cima, com esta ordem de implementação:

  • Identificar pessoas do grupo-alvo que estejam em situação de rua, sobrecarga mental crônica, violência doméstica ou outras condições de vulnerabilidade social (trabalho realizado em conjunto com outros órgãos: CRAS, CAPS, Centro Pop, entre outros serviços).
  • Apresentar o projeto quando tiver a confiança da pessoa e incentivar a participação. 
  • Acompanhar a inscrição da pessoa participante e ajudar a amadurecer a escrita do pré-projeto, sempre que for necessário.
  • Apresentar outras ferramentas de aprendizagem, incentivando a autonomia do bolsista e ao mesmo tempo oferecer recursos para a sua continuidade nas atividades. Exemplo: garantir acesso a um computador. 

Os participantes não precisarão de vínculo com coletivos, de obras inéditas ou de experiência prévia. O objetivo é reconhecer histórias que foram ignoradas e construir uma memória cultural de base popular.

 
Critérios de participação

Os critérios para participar serão divididos em três perfis:

  1. Pessoas com deficiência, independentemente da idade, que enfrentam barreiras para participar da vida cultural;
  2. Cuidadores diretos — mães, pais ou outros familiares — que acompanham de forma contínua e intensa pessoas com deficiência que necessitam de suporte nas atividades diárias;
  3. Pessoas que já exerceram o cuidado direto e hoje estão em processo de luto pela perda de um ente querido com deficiência.


Entre esses grupos, a preferência será dada a quem vive em situação de vulnerabilidade socioeconômica, como baixa renda, moradia precária, ausência de apoio do Estado, histórico de violência ou sobrecarga acentuada no cuidado.

A comprovação poderá ser feita por autodeclaração ou com apoio de serviços públicos, evitando exigências excessivas que afastem potenciais participantes.

Essa política busca ser um espaço seguro, acessível e de valorização para quem, apesar de ter muito a contribuir culturalmente, costuma ficar à margem das leis de incentivo cultural.

Quem já apoia

 

 

 

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Eduardo MachadoCriador do abaixo-assinadoAtivista LGBTQIA+, redator de política pública e autor de livros de ficção

Os tomadores de decisão

Eduardo Mariano Machado
Eduardo Mariano Machado
Ativista

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Abaixo-assinado criado em 31 de julho de 2025