Homenagem ao professor João Bernardo, pioneiro do ensino municipal de São Paulo

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O professor João Bernardo (1925-2006) foi um dos pioneiros do ensino municipal de São Paulo. Em 1956, momento de expansão do ensino público no Brasil e criação do ensino municipal de São Paulo, ele e um pequeno grupo de professores passaram de porta em porta pelas casas do bairro de São João Clímaco e arredores, procurando alunos para formarem as primeiras turmas que estudaram na escola inaugurada em galpões de madeira em 1957 e ajudaram a colocar, precisamente, os primeiros tijolos da que passou a se chamar Escola Municipal de São João Clímaco e, mais tarde, Presidente Campos Salles. O professor João Bernardo dirigiu esta escola com afinco e valentia, contando com a assistência de direção da professora Neyde Silva Celli e uma equipe docente e técnica admirável, trabalhadora e participativa, até 1987, ano em que se aposentou. Escola e comunidade foram, ao mesmo tempo, agente e sujeito das transformações sociais do período, testemunhando o surgimento de uma nova comunidade de moradores, nos anos 70, que foram se instalando de forma precária nos vastos terrenos onde havia uma sucessão de campos de futebol que se estendiam até as imediações do hospital Heliópolis, originando-se as então chamadas favelas de Heliópolis e São João Clímaco, as maiores do Estado, comunidades que o professor João Bernardo acolheu e às quais manteve sempre abertas as portas das salas de aula da escola que dirigiu.

Hoje se fala muito de escola aberta e bairro educador, alguns com propriedade e outros o fazem da boca para fora ou rara vez de forma desinteressada. Durante a gestão do professor João Bernardo não havia guaritas nem guardas bloqueando o acesso à via e praça pública, a comunidade participava da vida escolar, havia comemorações e festas que integravam a escola ao bairro, não havia cercas, nunca se impediu nenhum morador de andar pela via ou praça públicas situadas na frente da escola, jamais se pensou em se apropriar delas e atribuir-lhes um nome desrespeitando a identidade e a memória do bairro onde se localizam, fazendo referência a outra comunidade, hoje muito mais populosa, e ao nome de uma pessoa alheia à origem da escola, o que revela interesses eleitoreiros e marcado cunho personalista por trás de tal atribuição.

Pelo direito a uma Educação pública de qualidade, inclusiva e acessível a todos, pelo direito à convivência social e usufruto de áreas públicas, principalmente áreas verdes, e para que não se perca a memória da escola pública nem seja manipulada com fins alheios à Educação, reivindicamos o respeito à história da comunidade e rogamos a homenagem ao professor João Bernardo atribuindo seu nome e o da comunidade de São João Clímaco ao complexo educacional unificado (CEU) que se criou exatamente a partir da escola fundada por ele. 

O professor João Bernardo dedicou toda sua vida à escola pública, mesmo após 30 anos à frente da EMEF Campos Salles, nunca a abandonou. Durante a maior parte de sua vida ele morou com sua família exatamente ao lado da escola para assim acompanhá-la de perto, diariamente, durante 50 anos de sua vida. Faleceu aos 82 anos de idade bem ao lado da escola que fundou e dirigiu com empenho, coragem e fé num projeto transformador. Após seu falecimento não recebeu nenhuma homenagem oficial da parte dos órgãos gestores ou administração municipal. Portanto, rogamos que se faça justiça e que o complexo educacional, hoje chamado CEU Heliópolis, receba o nome da comunidade onde se localiza de fato e o do pioneiro que, em 1956, iniciou um percurso para a realização do sonho de construir e desenvolver não só uma escola, mas o ensino público municipal de São Paulo. 

Rogamos, outrossim, a derrubada dos muros e abertura dos portões do chamado CEU Heliópolis, liberando o acesso dos moradores à praça de São João Clímaco e à rua Cavalheiro Frontini, incorporadas ao complexo e cercadas com muro, grades e guaritas que impedem o livre acesso dos moradores, para permitir à comunidade que acolheu a escola desde seu início desfrutar da área verde no coração do bairro de São João Clímaco, isso sim seria "Escola Aberta", de verdade, e respeito à identidade e memória da comunidade!

Todo sonho tem seu caminho e em cada trecho há o empenho, a força e o amor de quem sonhou junto e ajudou a torná-lo realidade. Hoje, na ocasião do 60° aniversário da EMEF Campos Salles (1957-2017), agradecemos seu apoio a esta iniciativa para que o Complexo Educacional Unificado Heliópolis receba o nome de "CENTRO DE CONVIVÊNCIA EDUCATIVA E CULTURAL DE SÃO JOÃO CLÍMACO E HELIÓPOLIS – PROF. JOÃO BERNARDO", assinando aqui a petição e registrando, do mesmo modo, depoimentos de sua vivência na Escola Campos Salles, em memória do professor João Bernardo e de todas as pessoas que com ele sonharam com este centro educativo PÚBLICO e ajudaram a mantê-lo firme em seus alicerces para que não sucumba ante o esquecimento, ignorância, egoísmo, ganância e ingratidão. Porque, afinal, a história desse lugar não teria sido a mesma (e muito possivelmente o CEU nem existiria hoje) sem o primeiro tijolo, sem o primeiro aluno, sem o primeiro professor, sem o sonho daqueles pioneiros que em 1957 fizeram de barracões de madeira toda uma escola, com muito orgulho! E esse lugar se chama São João Clímaco, desde então bairro educador, berço do ensino público municipal de São Paulo!

Acompanhe no Facebook a ação popular #CEUPROFJOAOBERNARDO para instar a mudança do nome CEU Heliópolis para “CENTRO DE CONVIVÊNCIA EDUCATIVA E CULTURAL DE SÃO JOÃO CLÍMACO E HELIÓPOLIS – PROF. JOÃO BERNARDO” e solicitar às autoridades a liberação do acesso da comunidade à Rua Cavalheiro Frontini e à Praça do Largo de São João Clímaco, em São Paulo. Agradecemos seu apoio assinando, comentando e divulgando o abaixo-assinado e curtindo, comentando e compartilhando os conteúdos da nossa página: https://www.facebook.com/CEUPROFJOAOBERNARDO

Muito obrigado.

 



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