Assédio moral sofrido no Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas SP/PR-2°


Assédio moral sofrido no Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas SP/PR-2°
O problema
Eu, Fernanda Santos, venho a público denunciar e expor uma ferida profunda que carreguei por muito tempo, uma ferida causada pelo assédio moral brutal e sistemático praticado pelo presidente do Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas da 2ª Região (CONRERP2), Sr. Aluísio de Paulo Silva Junior. Aquele que deveria liderar com ética e respeito escolheu, em vez disso, subjugar, humilhar e violar meus direitos como pessoa e profissional.
Ressalto que trabalhei durante 11 anos no Conrerp2, passando por 5 gestões, e sempre tive uma conduta profissional íntegra. Em 2022, comecei a viver um pesadelo dentro do Conselho. Com uma alta carga de trabalho, fui forçada a atuar sozinha, dando conta da demanda administrativa e operacional de um Conselho Regional que é o segundo maior do país, em número de profissionais registrados e em arrecadação.
Contudo, o Sr. Presidente não só impôs metas de trabalho excessivas, mas fez questão de me humilhar a cada passo. Ele me xingava, usava palavrões e me desrespeitava de todas as formas possíveis, me fazendo sentir pequena, indefesa, e constantemente atacada. Mas a sobrecarga de trabalho foi apenas o começo.
As ofensas, essas sim, eram um ataque direto à minha dignidade. O Sr. Aluísio me chamava de “chupetinha”, enquanto enfiava o dedo no meu ouvido para "simular" sua fala. Ele se referia a mim como "cabeção", e dava tapas leves no meu braço, como se me disciplinasse. Cada gesto e palavra dele era um golpe na minha autoestima, me expondo a humilhações constantes na frente dos meus colegas de trabalho. Eu me sentia ridicularizada, diminuída, impotente.
Vivi uma situação terrível, que tantas outras mulheres viveram, sofri o machismo no ambiente de trabalho.
Se não bastassem os ataques pessoais, ele ainda zombava da minha fé. Eu, que sou Cristã Evangélica, era alvo de piadas e chacotas cruéis. Ele me chamava de “bispa Macedo”, como se fosse um crime professar minha fé, e fazia questão de debochar da minha religião e de qualquer tentativa de viver de acordo com meus valores cristãos. Suportei essas humilhações em silêncio, pois tenho uma filha pequena e precisava do meu trabalho para sustentá-la e agarrada à esperança de que, talvez, as coisas melhorassem. Mas isso nunca aconteceu.
O que piorava a cada dia era o comportamento repugnante do presidente. Quando ele vinha à sede do Conselho, não se contentava em insultar verbalmente. Ele colocava os pés sobre minha mesa e sobre as mesas dos colegas, como se fôssemos insignificantes. Ele andava pelo ambiente sem camisa, fazendo dancinhas vulgares e sussurrando frases como “vem pro papai”, um verdadeiro escárnio. E isso não era só nos corredores – durante as reuniões com os conselheiros e equipe de trabalho, ele me chamava de “burra”, “incompetente”, sem nenhum pudor. Eu ouvia esses insultos na frente de todos, e ele não parava por aí. Fazia questão de continuar os ataques nos grupos de WhatsApp, onde me expunha ainda mais, me humilhando perante todos.
Cheguei ao ponto de implorar por socorro, junto com outros colegas para alguns conselheiros. Pedimos ajuda, clamamos por intervenção, mas o silêncio foi a única resposta que nos deram. Aqueles que poderiam ter feito alguma coisa, que tinham o poder de parar com esses abusos, se omitiram, ignorando nosso sofrimento. Era como se nossa dor fosse invisível. E cada dia se tornava uma luta para aguentar, para sobreviver ao clima de terror instaurado por um homem que usava sua posição de poder para nos esmagar.
O Conselho, que deveria ser um exemplo de ética e profissionalismo, falhou miseravelmente. Ignorou não só a moral, mas também o mínimo de decência humana. Eu passei a trabalhar com medo, sentindo-me vigiada a todo momento, como se fosse uma criminosa. Minha intimidade e privacidade foram violadas de maneira chocante. Um dos porteiros do edifício, a pedido do Conselho, me informou que meus dados de entrada e saída do prédio estavam sendo monitorados e compartilhados com a diretoria executiva do Conrerp2, numa tentativa clara de me intimidar ainda mais.
Cheguei ao meu limite. Entrei com uma ação trabalhista, determinada a lutar pelos meus direitos. E como resposta, fui demitida. Demitida por ousar me defender, por ter a coragem de dizer que o que estavam fazendo comigo era errado. Mas a justiça foi feita. Na Justiça do Trabalho, consegui provar todo assédio moral e importunação que passei dentro do Conselho. O assédio moral que sofri foi reconhecido. Foi uma vitória amarga, porque nenhuma decisão judicial pode apagar as cicatrizes que carrego. Mas foi uma vitória, e espero que seja um passo para que outros profissionais não tenham que passar pelo que eu passei.
Se você quiser acessar e comprovar o que estou falando, o processo é público. Basta pesquisar na internet pelo processo número: 1001619-49.2023.5.02.0037. O link para acesso ao processo:
https://pje.trt2.jus.br/consultaprocessual/detalhe-processo/1001619-49.2023.5.02.0037/1#d2ea12f
Faço essa denúncia com a esperança de que ela não seja apenas mais uma história de abuso encoberto. Quero que cada pessoa que leia essas palavras sinta a revolta que eu senti. Sinta a indignação de saber que, em pleno século XXI, ainda existem ambientes de trabalho onde a dignidade humana é jogada no lixo, onde líderes se aproveitam de suas posições para destruir vidas e sonhos.
Eu peço que não se calem. Não se calem diante do assédio moral, diante do abuso, diante da humilhação. Se levantem, lutem pelos seus direitos, pelos direitos dos seus colegas. O silêncio só fortalece aqueles que abusam do poder. Juntos, podemos combater essa cultura de terror e construir ambientes de trabalho mais justos, onde o respeito e a dignidade prevaleçam.
A fase de chorar e temer pelo pior já passou. Agora, eu peço é justiça.
A denúncia foi encaminhada à Comissão de Ética do Conrerp 2 no mês julho de 2024 sem nenhum retorno até então. Peço apoio de todo profissional de relações públicas, no abaixo assinado, para que o caso seja julgado pela Comissão de Ética do Conrerp 2, o mais breve possível.
Conto com a sua sensibilidade e o seu apoio. Não ao assédio moral contra a mulher.
Atenciosamente,
Fernanda Santos
Ex-funcionária do CONRERP2
#relacoespublicas #relaçõespúblicas #relacionespublicas #relacionespúblicas #conferp #conrerp2
495
O problema
Eu, Fernanda Santos, venho a público denunciar e expor uma ferida profunda que carreguei por muito tempo, uma ferida causada pelo assédio moral brutal e sistemático praticado pelo presidente do Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas da 2ª Região (CONRERP2), Sr. Aluísio de Paulo Silva Junior. Aquele que deveria liderar com ética e respeito escolheu, em vez disso, subjugar, humilhar e violar meus direitos como pessoa e profissional.
Ressalto que trabalhei durante 11 anos no Conrerp2, passando por 5 gestões, e sempre tive uma conduta profissional íntegra. Em 2022, comecei a viver um pesadelo dentro do Conselho. Com uma alta carga de trabalho, fui forçada a atuar sozinha, dando conta da demanda administrativa e operacional de um Conselho Regional que é o segundo maior do país, em número de profissionais registrados e em arrecadação.
Contudo, o Sr. Presidente não só impôs metas de trabalho excessivas, mas fez questão de me humilhar a cada passo. Ele me xingava, usava palavrões e me desrespeitava de todas as formas possíveis, me fazendo sentir pequena, indefesa, e constantemente atacada. Mas a sobrecarga de trabalho foi apenas o começo.
As ofensas, essas sim, eram um ataque direto à minha dignidade. O Sr. Aluísio me chamava de “chupetinha”, enquanto enfiava o dedo no meu ouvido para "simular" sua fala. Ele se referia a mim como "cabeção", e dava tapas leves no meu braço, como se me disciplinasse. Cada gesto e palavra dele era um golpe na minha autoestima, me expondo a humilhações constantes na frente dos meus colegas de trabalho. Eu me sentia ridicularizada, diminuída, impotente.
Vivi uma situação terrível, que tantas outras mulheres viveram, sofri o machismo no ambiente de trabalho.
Se não bastassem os ataques pessoais, ele ainda zombava da minha fé. Eu, que sou Cristã Evangélica, era alvo de piadas e chacotas cruéis. Ele me chamava de “bispa Macedo”, como se fosse um crime professar minha fé, e fazia questão de debochar da minha religião e de qualquer tentativa de viver de acordo com meus valores cristãos. Suportei essas humilhações em silêncio, pois tenho uma filha pequena e precisava do meu trabalho para sustentá-la e agarrada à esperança de que, talvez, as coisas melhorassem. Mas isso nunca aconteceu.
O que piorava a cada dia era o comportamento repugnante do presidente. Quando ele vinha à sede do Conselho, não se contentava em insultar verbalmente. Ele colocava os pés sobre minha mesa e sobre as mesas dos colegas, como se fôssemos insignificantes. Ele andava pelo ambiente sem camisa, fazendo dancinhas vulgares e sussurrando frases como “vem pro papai”, um verdadeiro escárnio. E isso não era só nos corredores – durante as reuniões com os conselheiros e equipe de trabalho, ele me chamava de “burra”, “incompetente”, sem nenhum pudor. Eu ouvia esses insultos na frente de todos, e ele não parava por aí. Fazia questão de continuar os ataques nos grupos de WhatsApp, onde me expunha ainda mais, me humilhando perante todos.
Cheguei ao ponto de implorar por socorro, junto com outros colegas para alguns conselheiros. Pedimos ajuda, clamamos por intervenção, mas o silêncio foi a única resposta que nos deram. Aqueles que poderiam ter feito alguma coisa, que tinham o poder de parar com esses abusos, se omitiram, ignorando nosso sofrimento. Era como se nossa dor fosse invisível. E cada dia se tornava uma luta para aguentar, para sobreviver ao clima de terror instaurado por um homem que usava sua posição de poder para nos esmagar.
O Conselho, que deveria ser um exemplo de ética e profissionalismo, falhou miseravelmente. Ignorou não só a moral, mas também o mínimo de decência humana. Eu passei a trabalhar com medo, sentindo-me vigiada a todo momento, como se fosse uma criminosa. Minha intimidade e privacidade foram violadas de maneira chocante. Um dos porteiros do edifício, a pedido do Conselho, me informou que meus dados de entrada e saída do prédio estavam sendo monitorados e compartilhados com a diretoria executiva do Conrerp2, numa tentativa clara de me intimidar ainda mais.
Cheguei ao meu limite. Entrei com uma ação trabalhista, determinada a lutar pelos meus direitos. E como resposta, fui demitida. Demitida por ousar me defender, por ter a coragem de dizer que o que estavam fazendo comigo era errado. Mas a justiça foi feita. Na Justiça do Trabalho, consegui provar todo assédio moral e importunação que passei dentro do Conselho. O assédio moral que sofri foi reconhecido. Foi uma vitória amarga, porque nenhuma decisão judicial pode apagar as cicatrizes que carrego. Mas foi uma vitória, e espero que seja um passo para que outros profissionais não tenham que passar pelo que eu passei.
Se você quiser acessar e comprovar o que estou falando, o processo é público. Basta pesquisar na internet pelo processo número: 1001619-49.2023.5.02.0037. O link para acesso ao processo:
https://pje.trt2.jus.br/consultaprocessual/detalhe-processo/1001619-49.2023.5.02.0037/1#d2ea12f
Faço essa denúncia com a esperança de que ela não seja apenas mais uma história de abuso encoberto. Quero que cada pessoa que leia essas palavras sinta a revolta que eu senti. Sinta a indignação de saber que, em pleno século XXI, ainda existem ambientes de trabalho onde a dignidade humana é jogada no lixo, onde líderes se aproveitam de suas posições para destruir vidas e sonhos.
Eu peço que não se calem. Não se calem diante do assédio moral, diante do abuso, diante da humilhação. Se levantem, lutem pelos seus direitos, pelos direitos dos seus colegas. O silêncio só fortalece aqueles que abusam do poder. Juntos, podemos combater essa cultura de terror e construir ambientes de trabalho mais justos, onde o respeito e a dignidade prevaleçam.
A fase de chorar e temer pelo pior já passou. Agora, eu peço é justiça.
A denúncia foi encaminhada à Comissão de Ética do Conrerp 2 no mês julho de 2024 sem nenhum retorno até então. Peço apoio de todo profissional de relações públicas, no abaixo assinado, para que o caso seja julgado pela Comissão de Ética do Conrerp 2, o mais breve possível.
Conto com a sua sensibilidade e o seu apoio. Não ao assédio moral contra a mulher.
Atenciosamente,
Fernanda Santos
Ex-funcionária do CONRERP2
#relacoespublicas #relaçõespúblicas #relacionespublicas #relacionespúblicas #conferp #conrerp2
495
Atualizações do abaixo-assinado
Compartilhar este abaixo-assinado
Abaixo-assinado criado em 29 de setembro de 2024