

APRENDIZAGEM SE RECUPERA, VIDAS NÃO!
O problema
No dia 17/09 o governo Doria anunciou a nova data para o retorno das aulas presenciais nas escolas do estado de São Paulo. Contrariando as recomendações baseadas em estudos médicos e científicos, o governador opta em atender interesses econômicos dos setores empresariais.
A pandemia de Covid-19 segue uma dinâmica preocupante no país, no estado de São Paulo e na nossa cidade de Franca. Segundo o último boletim epidemiológico (29/09) lançado pela Prefeitura e com dados da Vigilância Epidemiológica Municipal, soma-se 6.077 casos confirmados e 134 óbitos. Apesar de parecer pouco, esses números foram conseguidos com o mínimo de isolamento social e, após a abertura, os casos e o número de mortes subiram de maneira alarmante.
Os números da pandemia não nos permitem ter a reabertura das escolas, local com maior concentração de pessoas, como perspectiva. Nos preocupa a falta de estruturas nas escolas para a abertura segura. As escolas públicas não tiveram “preparação”, há ausência de pessoal, há necessidade de reformas estruturais que garantam condições mínimas de ventilação, higienização dos ambientes e garantia do distanciamento social.
Outro fator a se levar em consideração é a “sopa de letrinhas” que a categoria dos professores se transformou. Os profissionais, cada vez mais sucateados, se encaixam em categorias (F, O, V, efetivo etc.) e, por possuir contratos temporários, estão sujeitos a trabalhar conforme a demanda. O resultado disso é um número elevado de escolas para se trabalhar. Sendo assim, os professores, principalmente aqueles com menor estabilidade, são um grande vetor de transmissão do vírus, pois estão constantemente se deslocando entre escolas para conseguir completar sua carga horária de trabalho.
A decisão de abertura não se trata de uma medida para pensar no bem estar dos estudantes da rede pública e sim atender os interesses econômicos em detrimento da vida. Nós, professores que nos dedicamos a trabalhar com o conhecimento, entendemos e respeitamos que o isolamento social é a maneira mais competente de evitar a contaminação do novo Corona vírus até existir uma vacina segura e eficaz. Por isso, reafirmamos o chamado à categoria que assine essa petição para que pressionemos governador, secretário, prefeitura e órgãos responsáveis.
APRENDIZAGEM SE RECUPERA, VIDAS NÃO!

Vitória
O problema
No dia 17/09 o governo Doria anunciou a nova data para o retorno das aulas presenciais nas escolas do estado de São Paulo. Contrariando as recomendações baseadas em estudos médicos e científicos, o governador opta em atender interesses econômicos dos setores empresariais.
A pandemia de Covid-19 segue uma dinâmica preocupante no país, no estado de São Paulo e na nossa cidade de Franca. Segundo o último boletim epidemiológico (29/09) lançado pela Prefeitura e com dados da Vigilância Epidemiológica Municipal, soma-se 6.077 casos confirmados e 134 óbitos. Apesar de parecer pouco, esses números foram conseguidos com o mínimo de isolamento social e, após a abertura, os casos e o número de mortes subiram de maneira alarmante.
Os números da pandemia não nos permitem ter a reabertura das escolas, local com maior concentração de pessoas, como perspectiva. Nos preocupa a falta de estruturas nas escolas para a abertura segura. As escolas públicas não tiveram “preparação”, há ausência de pessoal, há necessidade de reformas estruturais que garantam condições mínimas de ventilação, higienização dos ambientes e garantia do distanciamento social.
Outro fator a se levar em consideração é a “sopa de letrinhas” que a categoria dos professores se transformou. Os profissionais, cada vez mais sucateados, se encaixam em categorias (F, O, V, efetivo etc.) e, por possuir contratos temporários, estão sujeitos a trabalhar conforme a demanda. O resultado disso é um número elevado de escolas para se trabalhar. Sendo assim, os professores, principalmente aqueles com menor estabilidade, são um grande vetor de transmissão do vírus, pois estão constantemente se deslocando entre escolas para conseguir completar sua carga horária de trabalho.
A decisão de abertura não se trata de uma medida para pensar no bem estar dos estudantes da rede pública e sim atender os interesses econômicos em detrimento da vida. Nós, professores que nos dedicamos a trabalhar com o conhecimento, entendemos e respeitamos que o isolamento social é a maneira mais competente de evitar a contaminação do novo Corona vírus até existir uma vacina segura e eficaz. Por isso, reafirmamos o chamado à categoria que assine essa petição para que pressionemos governador, secretário, prefeitura e órgãos responsáveis.
APRENDIZAGEM SE RECUPERA, VIDAS NÃO!

Os tomadores de decisão
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Abaixo-assinado criado em 26 de setembro de 2020