

Apoiar cotas raciais nas escolas técnicas de Paulínia


Apoiar cotas raciais nas escolas técnicas de Paulínia
O problema
Cotas Raciais nas Escolas Técnicas Municipais de Paulínia Já!
Mobilização organizada pelo Coletivo COAP
Nós, cidadãos e cidadãs comprometidos com a justiça social, a igualdade racial e o direito à educação, juntamente com o Coletivo COAP, solicitamos à Prefeitura Municipal de Paulínia e à Câmara Municipal a criação de uma política de cotas raciais para estudantes negros (pretos e pardos) nas escolas técnicas municipais.
As escolas técnicas representam oportunidades reais de transformação de vida, acesso ao mercado de trabalho e mobilidade social. No entanto, estudantes negros ainda enfrentam desigualdades históricas e estruturais que dificultam o acesso a esses espaços de formação e qualificação profissional.
Dados recentes das escolas técnicas do município de Paulínia demonstram uma evidente desigualdade racial entre os estudantes ingressantes em 2026.
Com base nos dados de auto declaração racial dos alunos ingressantes em 2026 temos:
ETEP – Escola Técnica de Paulínia
61% se declararam brancos;
5% se declararam pretos;
32% se declararam pardos;
2% não declararam raça/cor.
CEMEP – Centro Municipal de Ensino Profissionalizante Osmar Passarelli Silveira
73% se declararam brancos;
2% se declararam negros/pretos;
19% se declararam pardos;
3% se declararam amarelos;
3% não declararam raça/cor.
Os números evidenciam a baixa representatividade de estudantes negros, especialmente pretos, em espaços educacionais técnicos que oferecem melhores oportunidades profissionais e econômicas.
A Constituição Federal garante o direito à igualdade, à educação e à redução das desigualdades sociais e raciais. Além disso, o Supremo Tribunal Federal já reconheceu a constitucionalidade das políticas de ação afirmativa, e o Brasil possui políticas consolidadas de cotas nas universidades e institutos federais por meio da Lei nº 12.711/2012.
Se as cotas já transformaram milhares de vidas no ensino superior, por que não garantir também esse acesso nas escolas técnicas municipais?
Defendemos que Paulínia avance na construção de uma cidade mais justa, inclusiva e democrática, garantindo oportunidades reais para a juventude negra.
Por isso, solicitamos:
A elaboração e aprovação de projeto de lei municipal instituindo cotas raciais nas escolas técnicas municipais;
A definição de percentual de vagas compatível com a realidade social e demográfica do município;
A criação de mecanismos de transparência, acompanhamento e fiscalização da política pública.
Cotas raciais não são privilégios.
São instrumentos de reparação histórica, inclusão e igualdade de oportunidades.
Coletivo COAP
Pela equidade racial, inclusão educacional e justiça social em Paulínia.
Assine e compartilhe esta mobilização.
Uma educação técnica mais diversa e inclusiva fortalece toda a sociedade.

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O problema
Cotas Raciais nas Escolas Técnicas Municipais de Paulínia Já!
Mobilização organizada pelo Coletivo COAP
Nós, cidadãos e cidadãs comprometidos com a justiça social, a igualdade racial e o direito à educação, juntamente com o Coletivo COAP, solicitamos à Prefeitura Municipal de Paulínia e à Câmara Municipal a criação de uma política de cotas raciais para estudantes negros (pretos e pardos) nas escolas técnicas municipais.
As escolas técnicas representam oportunidades reais de transformação de vida, acesso ao mercado de trabalho e mobilidade social. No entanto, estudantes negros ainda enfrentam desigualdades históricas e estruturais que dificultam o acesso a esses espaços de formação e qualificação profissional.
Dados recentes das escolas técnicas do município de Paulínia demonstram uma evidente desigualdade racial entre os estudantes ingressantes em 2026.
Com base nos dados de auto declaração racial dos alunos ingressantes em 2026 temos:
ETEP – Escola Técnica de Paulínia
61% se declararam brancos;
5% se declararam pretos;
32% se declararam pardos;
2% não declararam raça/cor.
CEMEP – Centro Municipal de Ensino Profissionalizante Osmar Passarelli Silveira
73% se declararam brancos;
2% se declararam negros/pretos;
19% se declararam pardos;
3% se declararam amarelos;
3% não declararam raça/cor.
Os números evidenciam a baixa representatividade de estudantes negros, especialmente pretos, em espaços educacionais técnicos que oferecem melhores oportunidades profissionais e econômicas.
A Constituição Federal garante o direito à igualdade, à educação e à redução das desigualdades sociais e raciais. Além disso, o Supremo Tribunal Federal já reconheceu a constitucionalidade das políticas de ação afirmativa, e o Brasil possui políticas consolidadas de cotas nas universidades e institutos federais por meio da Lei nº 12.711/2012.
Se as cotas já transformaram milhares de vidas no ensino superior, por que não garantir também esse acesso nas escolas técnicas municipais?
Defendemos que Paulínia avance na construção de uma cidade mais justa, inclusiva e democrática, garantindo oportunidades reais para a juventude negra.
Por isso, solicitamos:
A elaboração e aprovação de projeto de lei municipal instituindo cotas raciais nas escolas técnicas municipais;
A definição de percentual de vagas compatível com a realidade social e demográfica do município;
A criação de mecanismos de transparência, acompanhamento e fiscalização da política pública.
Cotas raciais não são privilégios.
São instrumentos de reparação histórica, inclusão e igualdade de oportunidades.
Coletivo COAP
Pela equidade racial, inclusão educacional e justiça social em Paulínia.
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Abaixo-assinado criado em 29 de maio de 2026