RETORNO PRESENCIAL, SÓ COM VACINA !

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Em defesa da vida: por um retorno das aulas presenciais somente após a vacinação em Petrópolis

 

               É fato público e notório a crise sanitária vivenciada no mundo em decorrência da pandemia de COVID-19. No Brasil, já são mais de 200.000 (duzentos mil) óbitos em decorrência do novo coronavírus. No Estado do Rio de Janeiro, este número já supera 27.000 (vinte e sete mil), segundo dados oficiais.

               Diante de tal cenário, órgãos da saúde, guiados pelas orientações da própria Organização Mundial da Saúde (OMS), recomendam, desde o início da pandemia, a suspensão das atividades presenciais nas unidades escolares, indicando o isolamento social como necessário para conter ao máximo a proliferação do vírus. Tais recomendações, resguardadas pontuais atualizações, permanecem essencialmente as mesmas, diante do número impactante de novos casos; de internações e de óbitos em todo o país – tendo o Rio de Janeiro como um dos piores quadros nacionais.

               Por óbvio que o direito à educação é um direito constitucional, previsto e assegurado também em documentos de âmbito internacional, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Aqueles e aquelas que dedicam suas vidas à educação, no chão das escolas, conhecem bem o papel transformador e emancipatório do ensino. Contudo, o momento exige cautela. Pois, torna-se difícil a tarefa de se invocar o direito à educação quando os desafios giram em torno, principalmente, de preservar o direito à vida – o que inclui, não só medidas como a manutenção das atividades remotas, mas políticas que assegurem a subsistência e o direito dos trabalhadores e suas famílias permanecerem em segurança neste momento.

               Felizmente, inobstante o negacionismo e o anticientificismo que ronda o mundo, o ano de 2021 iniciou com uma boa notícia por parte da ciência e da pesquisa acerca da eficácia da vacina e a perspectiva de se iniciar, no país, um plano nacional de imunização. Portanto, existe, hoje, uma esperança; uma expectativa de se iniciar, ainda que com atraso em relação a outros países, a vacinação em massa.

               Ninguém mais do que os profissionais da educação – das redes pública e privada – e os responsáveis do corpo discente para sonharem e desejarem o retorno às aulas, desde que esse retorno não implique em riscos reais à integridade, à saúde e à vida da comunidade escolar e de outras milhares de pessoas que estão envolvidas e em contato, diretamente ou indiretamente, com o funcionamento escolar. Vale mencionar que o retorno às atividades presenciais implica não só no contato contínuo de centenas de pessoas nas salas de aula de cada escola e centro de educação infantil, mas também em logísticas que envolvem as condições sanitárias adequadas para alimentação e o deslocamento entre a residência e a unidade escolar.

 

               Ademais, importa salientar a existência de um Grupo de Trabalho, constituído e composto por representantes do Poder Executivo, através da Secretaria Municipal de Educação de Petrópolis, e por representantes dos profissionais da educação básica e superior e da sociedade civil, que já vem, desde o ano passado, pensando, estruturando e planejando, com base nas orientações oficiais dos órgãos da saúde (em âmbito municipal, estadual e nacional) e demais instituições que se encontram na linha de frente do combate ao coronavírus, um retorno seguro às atividades, quando este for adequado e assim permitirem as circunstâncias do momento.

               Assim, subscrevem essa carta as entidades representativas, as universidades,  os profissionais da educação, pais e petropolitanos, que, em defesa da vida, desejam que o retorno às atividades presenciais nas unidades escolares somente ocorra após a execução de um plano de vacinação no âmbito do Município de Petrópolis, quando, assim, estiverem presentes as condições sanitárias adequadas, com aval dos órgãos de saúde e com o devido empenho do Poder Público em garantir a segurança e a integridade de todas e todos os envolvidos – de profissionais da educação aos responsáveis, alunos e seus respectivos familiares.

               Sejamos aqueles e aquelas que, amanhã, terão a consciência de que investiram seus esforços pela preservação da saúde e da vida. Pois, como sabemos, superado esse momento, as aulas retornam e a aprendizagem se recupera. Vidas não.