AJUDE A OCUPAÇÃO JANAÍNA SILVA CONTINUAR LUTANDO PELA VIDA DAS MULHERES

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O problema

Em 14 de março de 2026, data que marca os oito anos do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), o Movimento de Mulheres Olga Benario articulou uma jornada de lutas em denúncia à insuficiência de políticas públicas que combatem o feminicídio. Com isso, foram iniciadas dezessete ocupações em 13 estados e no Distrito Federal, exatamente porque as ocupações do Olga Benario são criadas com a função de serem casas de acolhimento para mulheres vítimas de violência ou em situação de vulnerabilidade.

 

No contexto dessa jornada de lutas, em Teresina, no Piauí, militantes e apoiadores do Olga ocuparam um imóvel que estava abandonado há anos, no centro da cidade. Assim teve início a Ocupação Janaína Silva. Desde o início dessa ocupação, a Casa vem funcionando 24h, já tendo prestado apoio a dezenas de mulheres.

 

Além disso, por meio da realização de oficinas criativas e saraus, esse também tem sido um espaço de formação cultural e aprendizagem política, a importância dessa iniciativa fica evidente se considerarmos a realidade alarmante da violência contra a mulher no Brasil e no Piauí, demonstrada por dados como os compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP, 2026), o I Boletim de Dados do Feminicídio (SSP-PI, 2025), e o Relatório "Elas vivem: a urgência da vida", da Rede de Observatórios de Segurança (2025).

 

O Brasil possui a 5ª maior taxa de feminicídio do mundo, e os dados apontam que, só em 2025, foram 1.568 vítimas de feminicídio – um aumento de 4,7% em relação a 2024. No Piauí, das 37 vítimas desse crime, a maioria (79,3%) foi morta por parceiros. Além disso, em relação ao ano anterior, o estado teve um aumento geral de 17,6% nos casos de violência contra a mulher.


Atualmente, Teresina conta com a Casa da Mulher Brasileira (CMB), criada por uma parceria entre governos federal e estadual, e que busca atender às mulheres vítimas de violência. Mesmo com essa estrutura, existe uma altíssima demanda por um acolhimento humanizado e multidisciplinar, bem como pelo acompanhamento a longo prazo das vítimas – reflexo direto dos altos índices de feminicídio no país e no estado. 


Essa realidade impõe a urgência de que casas de referência suplementares à CMB sejam consolidadas na capital, e é nesse sentido que percebemos que a Casa Janaína Silva vem se constituindo como uma iniciativa exemplar com o objetivo de atender àquela demanda. Além disso, ao ocupar um imóvel que há anos estava abandonado no centro da cidade, conferindo-lhe uma função social cuja relevância foi atestada acima, o Movimento de Mulheres Olga Benario se mostra comprometido em lutar por uma Teresina mais justa e menos desigual. 


Até agora, a Casa Janaína Silva tem funcionado de maneira autônoma, contando principalmente com doações e com a contribuição dos que confiam em nosso trabalho e que acreditam na luta pelo fim da violência contra as mulheres. No entanto, uma decisão judicial pelo despejo da ocupação têm colocado em risco a continuidade das ações de acolhimento e de formação cultural desenvolvidas na Casa.


Então, para derrubarmos essa liminar e nos mantermos em atividade, agora precisamos ainda mais do apoio de todas as pessoas que apoiam a luta do Movimento de Mulheres Olga Benario e a Casa de Mulheres Janaína Silva. Por isso, estamos coletando assinaturas para uma petição a favor da continuidade da Casa de Mulheres Janaína Silva.

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Olga BenarioCriador do abaixo-assinado

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