

ABAIXO ASSINADO: REIVINDICAÇÃO CONTRA NOVO MODELO AVALIATIVO
O problema
ABAIXO-ASSINADO: PROPOSTA DE REESTRUTURAÇÃO METODOLÓGICA
CURSO DE MEDICINA – TURMA 29
À Direção Acadêmica e Coordenação do Internato,
Nós, discentes do Curso de Medicina, Turma 29, apresentamos formalmente este documento com o intuito de expor as nossas preocupações e reivindicações acerca do atual modelo de avaliação do internato. O nosso objetivo é garantir que o processo avaliativo esteja em consonância com as diretrizes do Ministério da Educação (MEC), respeite os contratos educacionais vigentes e preserve a saúde mental e o desempenho clínico dos estudantes.
1. Proposta de Reestruturação da AICM (Avaliação Integrada de Competências Médicas)
Propomos que a AICM seja transformada num instrumento de avaliação formativa e preparatória contínua, com o seguinte formato logístico:
- Formato: Realização de um simulado presencial e impresso por rodízio, assegurando a periodicidade e o acompanhamento real da evolução do estudante.
- Volume de Questões: Composição por 100 (cem) questões de múltipla escolha, distribuídas equitativamente pelas grandes áreas (Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, e Medicina Preventiva e Coletiva), com 20 questões por especialidade.
- Tempo e Logística: Janela de 5 (cinco) horas de duração total, com permanência obrigatória mínima de 3 (três) horas, visando a seriedade e o rigor do exame.
- Assiduidade: Manutenção da presença obrigatória para todos os internos, sujeita às sanções regimentais previstas.
2. Critérios de Desempenho e Bonificação
Para fomentar o engajamento e o mérito, sem desvirtuar o propósito do internato para um modelo punitivo, propomos:
- Eliminação de Nota de Corte: Determinação de que NÃO haverá pontuação mínima obrigatória na AICM para a aprovação no rodízio, eliminando o caráter eliminatório do exame.
- Sistema de Bonificação Extra: Adoção de incentivos na média final do rodízio, conforme o desempenho alcançado:
- Desempenho: Acerto de 60% (60 questões) — Bonificação na Média: + 1,0 ponto
- Desempenho: Acerto de 70% ou mais (70+ questões) — Bonificação na Média: + 2,0 pontos
3. Avaliação Específica de Rodízio
Solicitamos a manutenção inalterada do modelo de avaliação cognitiva específica de cada especialidade. O exame deve consistir em 20 questões teóricas elaboradas pelo professor/preceptor responsável, garantindo a contextualização com a rotina prática e teórica vivenciada no estágio.
4. Justificativa e Reivindicações Adicionais
- Cumprimento Contratual: Solicitação do cumprimento rigoroso do contrato assinado com os alunos, garantindo a estabilidade das normas de avaliação.
- AICM (Percentual e Reprovação): Exigimos que a AICM utilize um peso percentual reduzido (máximo de 20%) e que não seja, sob nenhuma circunstância, fator de reprovação automática no rodízio.
- Correção de Injustiças: Revisão dos critérios atuais que permitem que alunos com excelente desempenho prático e teórico sejam enviados para recuperação devido a notas isoladas em provas de perfil generalista.
- Revisão do Teste de Progresso (TP): O TP deve retomar a sua função histórica de avaliação longitudinal diagnóstica, sem atrelamentos a notas de rodízios específicos que desvirtuam a finalidade da prova.
- Valorização do Preceptor de Campo: Reforço da importância da avaliação subjetiva realizada pelos preceptores nos hospitais e unidades de saúde, evitando a centralização excessiva em bancos de questões que desvalorizam o ensino prático.
- Saúde Mental: Combate à sobrecarga decorrente da multiplicidade de avaliações (OSCE, provas teóricas locais, AICM, TP), que prejudicam o foco no cuidado direto ao paciente e elevam os níveis de desgaste emocional.
5. Alternativas adicionais
-
Adicionalmente, propõe-se a manutenção do modelo atual de avaliação do internato — especificamente a prova teórica presencial de 20 questões —, preservando sua estrutura já estabelecida. Diante disso, solicita-se apenas a substituição do TPI e do simulado ENAMED pela Prova de Competências Médicas, a ser aplicada de forma presencial e em papel. Considerando o caráter obrigatório da Prova de Competências Médicas, solicita-se que sua inclusão seja estritamente complementar, adotando a presença do estudante como único critério, sem que a pontuação seja utilizada como fator de reprovação ou exigência de média mínima.
- Alternativamente, caso a prova teórica passe a corresponder a 100% da nota final, a Prova de Competências Médicas assumirá caráter acessório, podendo:
- Atribuir pontuação bônus pela participação (ex: 1,0 ou 2,0 pontos); ou
- Ser registrada apenas para fins de assiduidade, sem impacto direto na nota final.
CONFORME O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR, NA RESOLUÇÃO CNE/CES Nº 3, DE 30 DE SETEMBRO DE 2025: ESTA RESOLUÇÃO É VÁLIDA, INCENTIVADA E OBRIGATÓRIA PARA AS TURMAS ABERTAS APÓS O INÍCIO DE SUA VIGÊNCIA.
Art. 36. O PPC deve prever um sistema de avaliação que possibilite o monitoramento sistemático do desempenho do estudante, de forma institucionalizada, contínua, abrangente e integrada, alinhada às competências previstas no perfil do egresso e fundamentada nos princípios da avaliação programática, aplicada para cada componente curricular, incluindo o internato, devendo a avaliação ser padronizada para todos os componentes curriculares, contemplando as dimensões formativa, somativa e informativa ou diagnóstica, orientada pelas competências esperadas para cada etapa da sua formação, com devolutiva individual obrigatória, tempestiva e qualificadora (feedback), contribuindo tanto para a progressão acadêmica do estudante quanto para a avaliação e o aprimoramento do próprio PPC.
Parágrafo único. Deverá ser prevista, obrigatoriamente, a realização de, ao menos, uma avaliação somativa abrangente imediatamente anterior ao início do internato, com o objetivo de assegurar que o estudante possua as competências mínimas exigidas para a atuação supervisionada em ambiente clínico real.
Art. 37. O sistema de avaliação deverá contemplar três domínios da competência para a prática profissional, quais sejam:
I - o Domínio Cognitivo – saber e saber como;
II - o Domínio Psicomotor – demonstrar e realizar habilidades profissionais, em cenários simulados e controlados e em ambientes reais da prática profissional; e
III - o Domínio Atitudinal – ser, estar e relacionar-se, que inclui atitudes, adesão aos valores e comportamentos esperados do médico.
Art. 39. Os Cursos de Graduação em Medicina em funcionamento terão o prazo de um ano, a partir da data de publicação desta Resolução, para aplicação das presentes determinações às turmas abertas após o início da sua vigência.
Agradecemos a atenção, a compreensão e a disponibilidade para dialogar sobre a melhoria contínua do nosso processo formativo
Turma XXIX – Medicina UnP

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O problema
ABAIXO-ASSINADO: PROPOSTA DE REESTRUTURAÇÃO METODOLÓGICA
CURSO DE MEDICINA – TURMA 29
À Direção Acadêmica e Coordenação do Internato,
Nós, discentes do Curso de Medicina, Turma 29, apresentamos formalmente este documento com o intuito de expor as nossas preocupações e reivindicações acerca do atual modelo de avaliação do internato. O nosso objetivo é garantir que o processo avaliativo esteja em consonância com as diretrizes do Ministério da Educação (MEC), respeite os contratos educacionais vigentes e preserve a saúde mental e o desempenho clínico dos estudantes.
1. Proposta de Reestruturação da AICM (Avaliação Integrada de Competências Médicas)
Propomos que a AICM seja transformada num instrumento de avaliação formativa e preparatória contínua, com o seguinte formato logístico:
- Formato: Realização de um simulado presencial e impresso por rodízio, assegurando a periodicidade e o acompanhamento real da evolução do estudante.
- Volume de Questões: Composição por 100 (cem) questões de múltipla escolha, distribuídas equitativamente pelas grandes áreas (Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, e Medicina Preventiva e Coletiva), com 20 questões por especialidade.
- Tempo e Logística: Janela de 5 (cinco) horas de duração total, com permanência obrigatória mínima de 3 (três) horas, visando a seriedade e o rigor do exame.
- Assiduidade: Manutenção da presença obrigatória para todos os internos, sujeita às sanções regimentais previstas.
2. Critérios de Desempenho e Bonificação
Para fomentar o engajamento e o mérito, sem desvirtuar o propósito do internato para um modelo punitivo, propomos:
- Eliminação de Nota de Corte: Determinação de que NÃO haverá pontuação mínima obrigatória na AICM para a aprovação no rodízio, eliminando o caráter eliminatório do exame.
- Sistema de Bonificação Extra: Adoção de incentivos na média final do rodízio, conforme o desempenho alcançado:
- Desempenho: Acerto de 60% (60 questões) — Bonificação na Média: + 1,0 ponto
- Desempenho: Acerto de 70% ou mais (70+ questões) — Bonificação na Média: + 2,0 pontos
3. Avaliação Específica de Rodízio
Solicitamos a manutenção inalterada do modelo de avaliação cognitiva específica de cada especialidade. O exame deve consistir em 20 questões teóricas elaboradas pelo professor/preceptor responsável, garantindo a contextualização com a rotina prática e teórica vivenciada no estágio.
4. Justificativa e Reivindicações Adicionais
- Cumprimento Contratual: Solicitação do cumprimento rigoroso do contrato assinado com os alunos, garantindo a estabilidade das normas de avaliação.
- AICM (Percentual e Reprovação): Exigimos que a AICM utilize um peso percentual reduzido (máximo de 20%) e que não seja, sob nenhuma circunstância, fator de reprovação automática no rodízio.
- Correção de Injustiças: Revisão dos critérios atuais que permitem que alunos com excelente desempenho prático e teórico sejam enviados para recuperação devido a notas isoladas em provas de perfil generalista.
- Revisão do Teste de Progresso (TP): O TP deve retomar a sua função histórica de avaliação longitudinal diagnóstica, sem atrelamentos a notas de rodízios específicos que desvirtuam a finalidade da prova.
- Valorização do Preceptor de Campo: Reforço da importância da avaliação subjetiva realizada pelos preceptores nos hospitais e unidades de saúde, evitando a centralização excessiva em bancos de questões que desvalorizam o ensino prático.
- Saúde Mental: Combate à sobrecarga decorrente da multiplicidade de avaliações (OSCE, provas teóricas locais, AICM, TP), que prejudicam o foco no cuidado direto ao paciente e elevam os níveis de desgaste emocional.
5. Alternativas adicionais
-
Adicionalmente, propõe-se a manutenção do modelo atual de avaliação do internato — especificamente a prova teórica presencial de 20 questões —, preservando sua estrutura já estabelecida. Diante disso, solicita-se apenas a substituição do TPI e do simulado ENAMED pela Prova de Competências Médicas, a ser aplicada de forma presencial e em papel. Considerando o caráter obrigatório da Prova de Competências Médicas, solicita-se que sua inclusão seja estritamente complementar, adotando a presença do estudante como único critério, sem que a pontuação seja utilizada como fator de reprovação ou exigência de média mínima.
- Alternativamente, caso a prova teórica passe a corresponder a 100% da nota final, a Prova de Competências Médicas assumirá caráter acessório, podendo:
- Atribuir pontuação bônus pela participação (ex: 1,0 ou 2,0 pontos); ou
- Ser registrada apenas para fins de assiduidade, sem impacto direto na nota final.
CONFORME O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR, NA RESOLUÇÃO CNE/CES Nº 3, DE 30 DE SETEMBRO DE 2025: ESTA RESOLUÇÃO É VÁLIDA, INCENTIVADA E OBRIGATÓRIA PARA AS TURMAS ABERTAS APÓS O INÍCIO DE SUA VIGÊNCIA.
Art. 36. O PPC deve prever um sistema de avaliação que possibilite o monitoramento sistemático do desempenho do estudante, de forma institucionalizada, contínua, abrangente e integrada, alinhada às competências previstas no perfil do egresso e fundamentada nos princípios da avaliação programática, aplicada para cada componente curricular, incluindo o internato, devendo a avaliação ser padronizada para todos os componentes curriculares, contemplando as dimensões formativa, somativa e informativa ou diagnóstica, orientada pelas competências esperadas para cada etapa da sua formação, com devolutiva individual obrigatória, tempestiva e qualificadora (feedback), contribuindo tanto para a progressão acadêmica do estudante quanto para a avaliação e o aprimoramento do próprio PPC.
Parágrafo único. Deverá ser prevista, obrigatoriamente, a realização de, ao menos, uma avaliação somativa abrangente imediatamente anterior ao início do internato, com o objetivo de assegurar que o estudante possua as competências mínimas exigidas para a atuação supervisionada em ambiente clínico real.
Art. 37. O sistema de avaliação deverá contemplar três domínios da competência para a prática profissional, quais sejam:
I - o Domínio Cognitivo – saber e saber como;
II - o Domínio Psicomotor – demonstrar e realizar habilidades profissionais, em cenários simulados e controlados e em ambientes reais da prática profissional; e
III - o Domínio Atitudinal – ser, estar e relacionar-se, que inclui atitudes, adesão aos valores e comportamentos esperados do médico.
Art. 39. Os Cursos de Graduação em Medicina em funcionamento terão o prazo de um ano, a partir da data de publicação desta Resolução, para aplicação das presentes determinações às turmas abertas após o início da sua vigência.
Agradecemos a atenção, a compreensão e a disponibilidade para dialogar sobre a melhoria contínua do nosso processo formativo
Turma XXIX – Medicina UnP

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Abaixo-assinado criado em 28 de junho de 2026