

UFAM: suspensão das aulas presenciais hoje (16/10) e protocolo para dias de fumaça
O problema
À Reitoria da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), à Pró-Reitoria de Ensino de Graduação, à Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação e aos Conselhos Superiores,
Nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, Manaus amanheceu outra vez encoberta pela fumaça das queimadas. A Defesa Civil emitiu um alerta de risco alto para a qualidade do ar, com orientação de uso de máscara. A Prefeitura de Manaus e a UEA suspenderam as atividades presenciais hoje. Até o momento, a UFAM não publicou nenhum comunicado sobre as aulas.
O que mostram os sensores do próprio campus. Às 09h54, o sensor PurpleAir MIT_NAMA_UFAM, instalado no campus Manaus, registrava 204 µg/m³ de PM2.5 (média de 10 minutos), com média de 110 µg/m³ nas últimas 24 horas. O sensor vizinho UEA_EducAIR_5 marcava 153 µg/m³ (10 min) e 83 µg/m³ (24 h). A Organização Mundial da Saúde recomenda que a média de 24 horas não ultrapasse 15 µg/m³. Na escala exibida pelo próprio PurpleAir, valores acima de 200 indicam "sérios riscos de manifestações de doenças respiratórias e cardiovasculares" para toda a população.
São medições de sensores de baixo custo, que podem variar de um aparelho para outro. Mesmo assim, todas as fontes disponíveis apontam na mesma direção: IQAir, a rede Selva da UEA e o alerta da Defesa Civil.
A UFAM já agiu assim antes. Em 24/09 e em 08 e 09/10 deste ano, a universidade suspendeu as atividades presenciais por causa da fumaça, para "preservar a saúde da comunidade acadêmica". Pedimos coerência com esse critério.
Pedimos que a UFAM:
- Suspenda as atividades presenciais pelo restante do dia 16/10, ou as converta em atividades remotas, enquanto os índices permanecerem nesse patamar.
- Publique hoje um posicionamento oficial e fundamentado nos dados de qualidade do ar.
- Garanta que nenhum estudante, servidor ou trabalhador terceirizado seja prejudicado por faltas ou atrasos decorrentes da exposição à fumaça, com atenção especial a pessoas com asma, outras doenças respiratórias e cardíacas, gestantes e pessoas com deficiência.
- Ofereça alternativas acadêmicas (atividades remotas, reposição ou adiamento de avaliações) quando forem viáveis.
- Adote um protocolo público de qualidade do ar, com limites, fontes de medição e horário de decisão definidos, para que a comunidade saiba com antecedência o que acontece nos próximos episódios.
Não queremos parar a universidade. Queremos que ela funcione sem pôr em risco a saúde de quem a faz funcionar.
Assine e compartilhe com sua turma, seu centro acadêmico e seu setor.
Fontes: PurpleAir, sensor MIT_NAMA_UFAM (map.purpleair.com, ID 315615) e sensor UEA_EducAIR_5 (ID 161279); Gazeta da Amazônia e 18 Horas (16/10/2026); notícias sobre as suspensões da UFAM em 24/09, 08/10 e 09/10/2026.
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O problema
À Reitoria da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), à Pró-Reitoria de Ensino de Graduação, à Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação e aos Conselhos Superiores,
Nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, Manaus amanheceu outra vez encoberta pela fumaça das queimadas. A Defesa Civil emitiu um alerta de risco alto para a qualidade do ar, com orientação de uso de máscara. A Prefeitura de Manaus e a UEA suspenderam as atividades presenciais hoje. Até o momento, a UFAM não publicou nenhum comunicado sobre as aulas.
O que mostram os sensores do próprio campus. Às 09h54, o sensor PurpleAir MIT_NAMA_UFAM, instalado no campus Manaus, registrava 204 µg/m³ de PM2.5 (média de 10 minutos), com média de 110 µg/m³ nas últimas 24 horas. O sensor vizinho UEA_EducAIR_5 marcava 153 µg/m³ (10 min) e 83 µg/m³ (24 h). A Organização Mundial da Saúde recomenda que a média de 24 horas não ultrapasse 15 µg/m³. Na escala exibida pelo próprio PurpleAir, valores acima de 200 indicam "sérios riscos de manifestações de doenças respiratórias e cardiovasculares" para toda a população.
São medições de sensores de baixo custo, que podem variar de um aparelho para outro. Mesmo assim, todas as fontes disponíveis apontam na mesma direção: IQAir, a rede Selva da UEA e o alerta da Defesa Civil.
A UFAM já agiu assim antes. Em 24/09 e em 08 e 09/10 deste ano, a universidade suspendeu as atividades presenciais por causa da fumaça, para "preservar a saúde da comunidade acadêmica". Pedimos coerência com esse critério.
Pedimos que a UFAM:
- Suspenda as atividades presenciais pelo restante do dia 16/10, ou as converta em atividades remotas, enquanto os índices permanecerem nesse patamar.
- Publique hoje um posicionamento oficial e fundamentado nos dados de qualidade do ar.
- Garanta que nenhum estudante, servidor ou trabalhador terceirizado seja prejudicado por faltas ou atrasos decorrentes da exposição à fumaça, com atenção especial a pessoas com asma, outras doenças respiratórias e cardíacas, gestantes e pessoas com deficiência.
- Ofereça alternativas acadêmicas (atividades remotas, reposição ou adiamento de avaliações) quando forem viáveis.
- Adote um protocolo público de qualidade do ar, com limites, fontes de medição e horário de decisão definidos, para que a comunidade saiba com antecedência o que acontece nos próximos episódios.
Não queremos parar a universidade. Queremos que ela funcione sem pôr em risco a saúde de quem a faz funcionar.
Assine e compartilhe com sua turma, seu centro acadêmico e seu setor.
Fontes: PurpleAir, sensor MIT_NAMA_UFAM (map.purpleair.com, ID 315615) e sensor UEA_EducAIR_5 (ID 161279); Gazeta da Amazônia e 18 Horas (16/10/2026); notícias sobre as suspensões da UFAM em 24/09, 08/10 e 09/10/2026.
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Abaixo-assinado criado em 16 de outubro de 2026