TWITTER: pare de consentir com a disseminação de discursos de ódio e assédio!

O problema

Calúnia e difamação são crimes previstos no Código Penal brasileiro. O Twitter Brasil, no entanto, há anos tem se colocado à margem de nossa lei penal ao manter discursos difamatórios, alegando que “não violam suas regras”. A jornalista Patrícia Campos Mello foi difamada e teve sua honra profissional e conduta pessoal atacadas pelo depoente de uma CPMI e o Twitter Brasil se recusa a retirar de circulação memes e tweets difamatórios e caluniadores, o que amplia a visibilidade e a disseminação desse tipo de conteúdo.

Até quando o Twitter Brasil vai compactuar com discursos de ódio e prática explícita de assédio contra jornalistas, afirmando que elas “não violam as regras de conteúdo”? Esse tipo de afirmação, quando uma jornalista foi atacada milhões de vezes, é um desrespeito à classe jornalística e às mulheres. É um desrespeito aos valores democráticos de um país!

É urgente que a plataforma retire imediatamente de circulação material dessa natureza e colabore com a responsabilização dos autores dessas contas. É imprescindível que a rede social assuma a sua responsabilidade, uma vez que se tornou a principal plataforma de ataque de uma turba robotizada e que, ao hospedar e ampliar tais conteúdos, beneficia-se disso e se omite das consequências desastrosas para nossas reputações, profissões e vidas. 

Em uma atitude torpe e machista, o depoente afirmou que a jornalista teria oferecido sexo em troca de informação. Imediatamente, a profissional desmentiu e refutou as infâmias, apoiada por provas e seus colegas, testemunhas de seu trabalho. O Twitter Brasil, porém, tacitamente permite e dá anuência para a disseminação e viralização da calúnia e difamação. Memes que reforçam a calúnia circulam livremente e até viralizam sob o consentimento da plataforma. 

A rede social tem sido constantemente mobilizada em ataques e assédios sistemáticos a mulheres comunicadoras. Foram inúmeras as denúncias, às quais o Twitter Brasil respondeu que não feriram as suas regras. Queremos neste manifesto ressaltar que as regras das redes ou de qualquer outra corporação, nacional ou estrangeira, não se sobrepõem às leis do Brasil. 

A liberdade de expressão é garantida pela Constituição Federal, mas vale lembrar que nisso se incluem a liberdade de imprensa e um ambiente seguro para a pluralidade de vozes. Por acaso alguém acha que esse tipo de afirmação é feita em prol da democracia e da ampla circulação de ideias? Nós que assinamos este manifesto e toda a sociedade brasileira queremos uma resposta mais condizente com o discurso de vocês, Twitter Brasil!

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O problema

Calúnia e difamação são crimes previstos no Código Penal brasileiro. O Twitter Brasil, no entanto, há anos tem se colocado à margem de nossa lei penal ao manter discursos difamatórios, alegando que “não violam suas regras”. A jornalista Patrícia Campos Mello foi difamada e teve sua honra profissional e conduta pessoal atacadas pelo depoente de uma CPMI e o Twitter Brasil se recusa a retirar de circulação memes e tweets difamatórios e caluniadores, o que amplia a visibilidade e a disseminação desse tipo de conteúdo.

Até quando o Twitter Brasil vai compactuar com discursos de ódio e prática explícita de assédio contra jornalistas, afirmando que elas “não violam as regras de conteúdo”? Esse tipo de afirmação, quando uma jornalista foi atacada milhões de vezes, é um desrespeito à classe jornalística e às mulheres. É um desrespeito aos valores democráticos de um país!

É urgente que a plataforma retire imediatamente de circulação material dessa natureza e colabore com a responsabilização dos autores dessas contas. É imprescindível que a rede social assuma a sua responsabilidade, uma vez que se tornou a principal plataforma de ataque de uma turba robotizada e que, ao hospedar e ampliar tais conteúdos, beneficia-se disso e se omite das consequências desastrosas para nossas reputações, profissões e vidas. 

Em uma atitude torpe e machista, o depoente afirmou que a jornalista teria oferecido sexo em troca de informação. Imediatamente, a profissional desmentiu e refutou as infâmias, apoiada por provas e seus colegas, testemunhas de seu trabalho. O Twitter Brasil, porém, tacitamente permite e dá anuência para a disseminação e viralização da calúnia e difamação. Memes que reforçam a calúnia circulam livremente e até viralizam sob o consentimento da plataforma. 

A rede social tem sido constantemente mobilizada em ataques e assédios sistemáticos a mulheres comunicadoras. Foram inúmeras as denúncias, às quais o Twitter Brasil respondeu que não feriram as suas regras. Queremos neste manifesto ressaltar que as regras das redes ou de qualquer outra corporação, nacional ou estrangeira, não se sobrepõem às leis do Brasil. 

A liberdade de expressão é garantida pela Constituição Federal, mas vale lembrar que nisso se incluem a liberdade de imprensa e um ambiente seguro para a pluralidade de vozes. Por acaso alguém acha que esse tipo de afirmação é feita em prol da democracia e da ampla circulação de ideias? Nós que assinamos este manifesto e toda a sociedade brasileira queremos uma resposta mais condizente com o discurso de vocês, Twitter Brasil!

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Os tomadores de decisão

Twitter Brasil
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Respondido
Proteger a saúde da conversa pública é a prioridade número um do Twitter e parte importante disso é assegurar que, ao mesmo tempo em que a plataforma seja um espaço de livre expressão, também seja um espaço seguro para as pessoas que a utilizam, onde o abuso não pode ter vez. Já faz alguns anos que o Twitter tem dedicado recursos e esforços para melhorar a segurança das pessoas na plataforma. Nosso trabalho nesse sentido tem múltiplas vertentes, como melhorias em nossas regras, desenvolvimento de novas ferramentas e o aprimoramento dos mecanismos de denúncia e da aplicação das medidas corretivas. As Regras do Twitter determinam o que é permitido e o que é proibido na plataforma. É um processo vivo. Neste ano, por exemplo, atualizamos nossas regras contra conduta de ódio para incluir a linguagem que desumaniza as pessoas por conta de idade, deficiência ou doença; e lançamos uma nova abordagem para mídia sintética e manipulada. Em ambos os casos, abrimos um processo de consulta à sociedade para angariar contribuições, e recebemos milhares de sugestões que nos ajudaram a chegar no resultado final. O Twitter também tem desenvolvido tecnologia para detectar proativamente comportamentos abusivos. Embora ainda continuemos a depender de denúncias, atualmente mais de 50% dos Tweets abusivos que são removidos são levados via tecnologia para análise de nossos times. Há um ano, o número era 20%. Além disso, houve aumento de 105% em contas que sofreram medidas corretivas (bloqueadas ou suspensas por violação às Regras). Alguns dados de nosso Relatório de Transparência mais recente mostram que aplicamos sanções contra 68% mais contas em comparação com o período do relatório anterior. Em relação a conduta de propagação de ódio, houve um aumento de 48% nas contas denunciadas por possíveis violações de nossa política, e nós atuamos em 133% mais contas em comparação com o período do último relatório. Também temos trabalhado para dar mais ferramentas às pessoas para que possam controlar melhor a sua experiência. Nos últimos três anos os usuários passaram a poder silenciar conversas, palavras, frases, emojis, hashtags para que não apareçam nas notificações ou na timeline, por exemplo. Também há filtros mais avançados, que permitem o silenciamento de contas novas ou aquelas que têm uma foto padrão de perfil, por exemplo. Em novembro, passamos a permitir que os usuários ocultem respostas a seus Tweets. São apenas alguns dados e informações sobre o progresso que temos feito para tornar o Twitter um lugar seguro, mas sabemos que pessoas sofrem com abuso na plataforma e que temos ainda muito trabalho pela frente. Especificamente no caso da jornalista Patrícia Campos Mello, foram removidos da plataforma cerca de 150 Tweets que violaram as regras do Twitter até o momento. Faremos novas avaliações se e quando surgirem novas denúncias e/ou forem publicados novos Tweets identificados proativamente via tecnologia como potencialmente abusivos. O Twitter considera o jornalismo profissional vital para o funcionamento das democracias e dará continuidade ao seu relacionamento proativo com organizações ligadas ao jornalismo, incluindo a realização de treinamentos sobre suas regras e funcionalidades relacionadas a segurança - além de acompanhar de perto casos de denúncias de abuso contra esses profissionais na plataforma para dar ainda mais celeridade aos processos de análise e tomada de medidas. Ouvimos as críticas de vocês; quisemos, com essa resposta, compartilhar nossa abordagem ao tema, mostrar as frentes em que temos avançado e reconhecer publicamente que ainda há muito a ser feito. Twitter Brasil Links relacionados: Regras do Twitter: https://help.twitter.com/pt/rules-and-policies/twitter-rules Nossas opções de medidas corretivas: https://help.twitter.com/pt/rules-and-policies/enforcement-options Ferramentas de segurança no Twitter: https://about.twitter.com/pt/safety/safety-tools.html Atualização de nossas regras contra conduta de ódio: https://blog.twitter.com/pt_br/topics/company/2019/atualizando-nossas-regras-contra-conduta-de-odio.html Nossa nova abordagem para mídia sintética e manipulada: https://blog.twitter.com/pt_br/topics/company/2019/construindo-regras-publicamente-nova-abordagem-para-midia-sintetica-e-manipulada.html Mais controle sobre as conversas - a opção de ocultar respostas aos Tweets: https://blog.twitter.com/pt_br/topics/product/2019/mais-controle-sobre-suas-conversas.html 15o Relatório de Transparência - aplicação mais proativa das regras: https://blog.twitter.com/pt_br/topics/company/2019/15-relatorio-de-transparencia-aplicacao-mais-proativa-das-regras.html #DiaDaInternetSegura - o que temos feito para promover uma experiência melhor para todos: https://blog.twitter.com/pt_br/topics/company/2019/dia-da-internet-segura-criando-uma-internet-melhor-para-todos.html
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Abaixo-assinado criado em 14 de fevereiro de 2020