Justiça, acredite nos moradores do Morro dos Prazeres: Willian Preciliano é inocente!

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Desde 09 de agosto de 2018 está preso Willian Preciliano Bezerra da Silva, injustamente acusado de participar da rendição de um grupo de policiais da UPP Prazeres, em novembro de 2017.

A população do Morro dos Prazeres ao longo dos últimos 7 anos convive harmonicamente com a UPP (e mesmo no sofrimento de agora, enxerga um erro e não má fé policial). Sempre demonstrou a dignidade de caráter de quem é VÍTIMA, nunca cúmplice de ilegalidades. Variados argumentos demonstrando a clara diferença daquele rapaz diante dos demais acusados (todos com baixíssima escolaridade e ampla ficha criminal), defendido pela comunidade e por líderes reconhecidamente íntegros, parceiros próximos por anos daquele equipamento policial local não são capazes de suscitar o mínimo de dúvida em sua inocência e a Justiça mantém a prisão preventiva, um instrumento jurídico que se aplica em última instância.

Filho de imigrantes nordestinos, pai porteiro, mãe dona-de-casa; é um rapaz bem-criado, que não se envolveu com drogas (raridade no universo urbano de ilimitada oferta de entorpecentes lícitos ou não). Com 96% de frequência escolar, média 7, ensino médio completo, tem personalidade tímida e alegre. Bem relacionado e comprometido, participou por anos de projetos comunitários e de qualificações profissionais.

Cinco meses após a rendição, policiais afirmaram reconhecer 13 envolvidos; um envolveu Willian Preciliano, seguido por outros cinco. As atitudes narradas pelos 6 PMs - sobre o sujeito encapuzado que afirmam ser ele - diferem em cada depoimento. Um deles cita uma fala: “também somos pais de família”. Willian é solteiro, sem filhos. Não há álibi (estava com a mãe, em casa). Também não há provas contra, além do “reconhecimento”, que o processo alega ter-se dado por fotografia. Mas de onde veio essa foto?

Entre setembro e outubro de 2017, Willian participou de um filme no Morro dos Prazeres, tendo como personagem um bandido da gangue do traficante interpretado pelo ator José Loreto. Gravou caracterizado, com réplicas de armas e compartilhou algumas fotografias – junto ao elenco protagonizado por atores famosos, mas também sozinho. Acreditamos que as fotos do dito “reconhecimento” possam ter sido aquelas, descontextualizadas. Não há razão para que aquele rapaz que jamais teve ocorrências policiais ou citações a crimes ou comandos de drogas em suas páginas pessoais tenha fotos em álbuns de delegacias. Pense um pouco: vida no crime exige dedicação intensa e exclusiva. Willian, no último ano escolar (meados de 2017 a meados de 2018) faltou na escola menos de 5 (cinco!) dias, num período em que aconteceram muitas operações e confrontos no morro, inclusive o fato citado. Consegue imaginar nesse cenário um bandido dizer pros companheiros: “Segura aí meu fuzil que vou na escola acompanhar todas as aulas e volto mais tarde”?

Desde a prisão, aquela comunidade maciçamente (que sabe quem é quem) tenta provar sua inocência e na ressaca diária da enorme injustiça revela-se um fato: a total falta de credibilidade da favela hoje.

O pedido de revogação da prisão foi negado pelo Ministério Público, pela juíza do caso e por desembargador do TJRJ: reiteram o mesmo argumento do processo original, sem observar as estranhezas: (“fato grave, reconhecido por policiais”). A fé pública de 6 policiais é absolutamente maior do que a palavra de milhares de moradores. Parecem dizer: “São de uma favela, cúmplices de bandidos”. Não merecemos confiança desde o início desse clamor popular, nem ao menos apresentam razões para a utilização de um instrumento legal, usado em casos específicos de riscos. Pedimos imediatamente a revogação da prisão preventiva.

Se acredita de fato em Justiça, ajude-nos a mudar esse quadro de desprezo por quem representa (pelo menos) ¼ da população carioca.

#WillianPrecilianoInocente



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