

Tombamento da Usina de Algodão de SJE -PE


Tombamento da Usina de Algodão de SJE -PE
O problema
Abaixo-assinado pelo tombamento da antiga Usina de Beneficiamento de Algodão de São José do Egito – PE
À Secretaria de Cultura de Pernambuco
Secretária Maria Cláudia Dubeux de Paula Batista
Exma Sra.Secretária Maria Cláudia Dubeux de Paula Batista
Nós, abaixo-assinados, integrantes da sociedade civil comprometidos com a preservação da memória e do patrimônio cultural do Sertão do Pajeú, vimos, por meio deste requerimento, solicitar a vossa senhoria a abertura do processo de tombamento estadual da antiga Usina de Beneficiamento de Algodão localizada no município de São José do Egito – Pernambuco, em razão de sua reconhecida relevância histórica, arquitetônica, tecnológica, social, afetiva e cultural para a memória do município, da região do Pajeú e do Estado de Pernambuco.
A presente solicitação fundamenta-se no artigo 216 da Constituição Federal de 1988, no Decreto-Lei nº 25/1937 e na Lei Estadual nº 7.970, de 18 de setembro de 1979, do Estado de Pernambuco, que dispõe sobre a proteção do patrimônio histórico, artístico e cultural pernambucano por meio do instrumento do tombamento. Tais legislações reconhecem como patrimônio cultural os bens portadores de referência à identidade, à memória e à formação histórica dos povos, assegurando proteção aos bens de significativo valor histórico, arquitetônico e cultural.
A antiga usina constitui um dos mais importantes exemplares do patrimônio industrial do Sertão do Pajeú, destacando-se por sua arquitetura característica das primeiras estruturas agroindustriais do século XX no interior pernambucano, além da permanência significativa de seu maquinário original, elemento raro e de grande relevância para a preservação da memória tecnológica e do trabalho na região. Sua presença atravessa gerações, integrando o imaginário coletivo, a paisagem urbana e a memória afetiva da população de São José do Egito.
Além de sua importância industrial, o prédio assumiu, a partir da década de 1980, relevante função educacional e sociocultural ao abrigar a Escola Usina de Algodão, espaço voltado à formação comunitária, com atividades de maternal, capoeira, ensino de línguas, arte e ações educativas diversas. O local também funcionou como biblioteca e museu popular, consolidando-se como importante centro de convivência, memória e democratização cultural para a população do município e da região do Pajeú.
Almejamos que a população possa, futuramente, voltar a usufruir desse espaço histórico como centro de memória, museu, espaço cultural, educativo e de convivência, fortalecendo as políticas de patrimônio, cultura e turismo cultural na região do Pajeú, já reconhecida pela riqueza de sua literatura popular e de suas tradições poéticas.
Ressaltamos, contudo, o caráter de URGÊNCIA desta solicitação, diante da existência de laudo emitido pela Secretaria de Obras do município recomendando a demolição integral do prédio sob alegação de risco estrutural. Entendemos que, diante de um bem dessa magnitude histórica e cultural, devem ser priorizadas medidas técnicas de isolamento, escoramento, consolidação estrutural e revitalização, como ocorre em intervenções de preservação de edificações históricas e centenárias em todo o país.
A destruição da usina significaria uma perda irreparável para a memória coletiva de São José do Egito e do Sertão do Pajeú. Demolir esse patrimônio seria romper vínculos profundos entre passado, presente e futuro, apagando parte essencial da história, da identidade cultural e das experiências educacionais e comunitárias construídas naquele espaço ao longo de um século.

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O problema
Abaixo-assinado pelo tombamento da antiga Usina de Beneficiamento de Algodão de São José do Egito – PE
À Secretaria de Cultura de Pernambuco
Secretária Maria Cláudia Dubeux de Paula Batista
Exma Sra.Secretária Maria Cláudia Dubeux de Paula Batista
Nós, abaixo-assinados, integrantes da sociedade civil comprometidos com a preservação da memória e do patrimônio cultural do Sertão do Pajeú, vimos, por meio deste requerimento, solicitar a vossa senhoria a abertura do processo de tombamento estadual da antiga Usina de Beneficiamento de Algodão localizada no município de São José do Egito – Pernambuco, em razão de sua reconhecida relevância histórica, arquitetônica, tecnológica, social, afetiva e cultural para a memória do município, da região do Pajeú e do Estado de Pernambuco.
A presente solicitação fundamenta-se no artigo 216 da Constituição Federal de 1988, no Decreto-Lei nº 25/1937 e na Lei Estadual nº 7.970, de 18 de setembro de 1979, do Estado de Pernambuco, que dispõe sobre a proteção do patrimônio histórico, artístico e cultural pernambucano por meio do instrumento do tombamento. Tais legislações reconhecem como patrimônio cultural os bens portadores de referência à identidade, à memória e à formação histórica dos povos, assegurando proteção aos bens de significativo valor histórico, arquitetônico e cultural.
A antiga usina constitui um dos mais importantes exemplares do patrimônio industrial do Sertão do Pajeú, destacando-se por sua arquitetura característica das primeiras estruturas agroindustriais do século XX no interior pernambucano, além da permanência significativa de seu maquinário original, elemento raro e de grande relevância para a preservação da memória tecnológica e do trabalho na região. Sua presença atravessa gerações, integrando o imaginário coletivo, a paisagem urbana e a memória afetiva da população de São José do Egito.
Além de sua importância industrial, o prédio assumiu, a partir da década de 1980, relevante função educacional e sociocultural ao abrigar a Escola Usina de Algodão, espaço voltado à formação comunitária, com atividades de maternal, capoeira, ensino de línguas, arte e ações educativas diversas. O local também funcionou como biblioteca e museu popular, consolidando-se como importante centro de convivência, memória e democratização cultural para a população do município e da região do Pajeú.
Almejamos que a população possa, futuramente, voltar a usufruir desse espaço histórico como centro de memória, museu, espaço cultural, educativo e de convivência, fortalecendo as políticas de patrimônio, cultura e turismo cultural na região do Pajeú, já reconhecida pela riqueza de sua literatura popular e de suas tradições poéticas.
Ressaltamos, contudo, o caráter de URGÊNCIA desta solicitação, diante da existência de laudo emitido pela Secretaria de Obras do município recomendando a demolição integral do prédio sob alegação de risco estrutural. Entendemos que, diante de um bem dessa magnitude histórica e cultural, devem ser priorizadas medidas técnicas de isolamento, escoramento, consolidação estrutural e revitalização, como ocorre em intervenções de preservação de edificações históricas e centenárias em todo o país.
A destruição da usina significaria uma perda irreparável para a memória coletiva de São José do Egito e do Sertão do Pajeú. Demolir esse patrimônio seria romper vínculos profundos entre passado, presente e futuro, apagando parte essencial da história, da identidade cultural e das experiências educacionais e comunitárias construídas naquele espaço ao longo de um século.

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Abaixo-assinado criado em 15 de maio de 2026