

Solicitar pagamento justo e continuado aos atingidos pelo desastre de Mariana
O problema
O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), devastou o Rio Doce em 2015 e transformou para sempre a nossa realidade. Dez anos depois, muitos de nós ainda dependemos dessa mesma água para beber, cozinhar e tomar banho, porque é a água que temos. E ela continua nos adoecendo: um estudo que encomendamos, com fotos e depoimentos, mostra contaminação por metais pesados na água, e uma pesquisa da FGV com dados oficiais do Ministério da Saúde já identificou mortalidade por câncer significativamente mais alta nas cidades atingidas do que em cidades vizinhas que não foram atingidas. A recuperação que prometeram a nós nunca aconteceu de verdade.
Quando aderimos à Plataforma Novel, as mineradoras calcularam nossa indenização considerando apenas 71 meses de prejuízo, como se o estrago tivesse durado menos de 6 anos. Mas em 2024, um novo acordo assinado pelo governo federal, pelos estados de Minas Gerais e Espírito Santo e pelas próprias mineradoras, e homologado pelo Supremo Tribunal Federal, reconheceu que o período correto é de 125 meses. Isso significa que cada atingido que já recebeu pelo Novel tem direito a mais 54 meses de indenização, e essa diferença simplesmente não foi paga até hoje. Mais de 100 mil pessoas estão nessa mesma situação, aguardando esse pagamento.
Por isso, pedimos:
• O início imediato do pagamento desses 54 meses a quem já aderiu ao Novel.
• Que o auxílio financeiro emergencial, garantido pela cláusula 140 do acordo judicial da Renova (TTAC), continue sendo pago a quem depende dele até que o Rio Doce esteja de fato limpo e seguro de novo. Não antes disso.
As mineradoras responsáveis (Samarco, Vale e BHP) têm dinheiro e tempo de sobra para recorrer nos tribunais. Nós temos água contaminada, gente adoecendo e contas que só acumulam. Essa injustiça não pode continuar.
Assine esta petição. Ajude mais de 100 mil pessoas atingidas a serem ouvidas e mostre que a justiça não pode esperar.

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O problema
O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), devastou o Rio Doce em 2015 e transformou para sempre a nossa realidade. Dez anos depois, muitos de nós ainda dependemos dessa mesma água para beber, cozinhar e tomar banho, porque é a água que temos. E ela continua nos adoecendo: um estudo que encomendamos, com fotos e depoimentos, mostra contaminação por metais pesados na água, e uma pesquisa da FGV com dados oficiais do Ministério da Saúde já identificou mortalidade por câncer significativamente mais alta nas cidades atingidas do que em cidades vizinhas que não foram atingidas. A recuperação que prometeram a nós nunca aconteceu de verdade.
Quando aderimos à Plataforma Novel, as mineradoras calcularam nossa indenização considerando apenas 71 meses de prejuízo, como se o estrago tivesse durado menos de 6 anos. Mas em 2024, um novo acordo assinado pelo governo federal, pelos estados de Minas Gerais e Espírito Santo e pelas próprias mineradoras, e homologado pelo Supremo Tribunal Federal, reconheceu que o período correto é de 125 meses. Isso significa que cada atingido que já recebeu pelo Novel tem direito a mais 54 meses de indenização, e essa diferença simplesmente não foi paga até hoje. Mais de 100 mil pessoas estão nessa mesma situação, aguardando esse pagamento.
Por isso, pedimos:
• O início imediato do pagamento desses 54 meses a quem já aderiu ao Novel.
• Que o auxílio financeiro emergencial, garantido pela cláusula 140 do acordo judicial da Renova (TTAC), continue sendo pago a quem depende dele até que o Rio Doce esteja de fato limpo e seguro de novo. Não antes disso.
As mineradoras responsáveis (Samarco, Vale e BHP) têm dinheiro e tempo de sobra para recorrer nos tribunais. Nós temos água contaminada, gente adoecendo e contas que só acumulam. Essa injustiça não pode continuar.
Assine esta petição. Ajude mais de 100 mil pessoas atingidas a serem ouvidas e mostre que a justiça não pode esperar.

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Abaixo-assinado criado em 30 de julho de 2026