

A FUVEST, instituição que organiza o vestibular da USP, determinou que o prazo para o pedido de isenção no vestibular vai até essa sexta-feira, 10 de julho. Tal decisão, tomada em um momento marcado pelo enfrentamento à pandemia da COVID-19 e pela suspensão das aulas presenciais, é extremamente irresponsável. O prazo é muito curto e impossibilita que aqueles que efetivamente precisem tenham direito a isenção da taxa de inscrição da prova.
Ainda que o vestibular esteja muito longe de ser o mecanismo ideal de acesso ao Ensino Superior, fato este que é agravado no caso da FUVEST -- uma prova conteudista que perpetua injustiças e desigualdades da estrutura social e do sistema educacional brasileiro --, este ainda é o primeiro passo para garantir o ingresso na Universidade.
Nenhum estudante pode ter esse direito cerceado por não poder arcar com os custos da prova. Se não houver a prorrogação do prazo, o resultado será a exclusão dos mais pobres, pois a divulgação desse calendário é feita sobretudo nas escolas e cursinhos, que estão com atividades presenciais suspensas. Por isso, muitos estudantes não estão informados sobre a possibilidade da gratuidade ou do desconto na taxa de inscrição do exame.
Não podemos ir na contramão da democratização do acesso à Universidade São Paulo, que vem avançando desde a adoção do sistema de cotas em 2017, depois de muita luta protagonizada pelo movimento negro em conjunto com o movimento estudantil. Precisamos garantir que haja uma ampliação no prazo de isenção e que, no próximo período, ocorra uma ampla divulgação em todos os meios de comunicação, bem como nas escolas públicas e cursinhos populares.
Ninguém pode ficar pra trás! Acompanhe minhas redes sociais ( @lunapramudarsp ) e ajude nessa luta, assinando e divulgando o abaixo-assinado!