O Povo Yanomami precisa de acesso à Saúde

O Povo Yanomami precisa de acesso à Saúde

O problema

Maior reserva indígena do Brasil, a Terra Indígena Yanomami tem 9,6 milhões de hectares entre os estados de Roraima e Amazonas, onde vivem mais de 27 mil indígenas espalhados em cerca de 331 comunidades. Mais de 32% dessa população vive no Amazonas, onde está localizado 42% do território total da TI. Toda essa população depende do atendimento do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami, baseado em Boa Vista (Roraima).  

Crianças morrem por verminoses e desnutrição. Idosos são raros, uma vez que a idade média de vida é baixa diante de tantas doenças que acometem um Yanomami ao longo da vida. A malária é a principal delas.

Remoções de emergência, envio de medicamentos, vacinas e demais atendimentos têm logística e custos ampliados por conta da distância, o que coloca em risco a vida e o futuro da população Yanomami. A falta de um atendimento mais próximo é um problema que não foi resolvido com a instauração de pólos base seja pela falta de autonomia, seja pelo atendimento voltado apenas ao primeiros socorros e prevenção.

A Secoya apóia a criação de um Subdistrito de Saúde Indígena Yanomami no Amazonas para que essa população tenha direito à vida! Apoie você também essa causa: vamos pressionar a Sesai a criar, dentro da estrutura administrativa, um Subdistrito de saúde a fim de atender os Yanomami que vivem no Amazonas. Não queremos a divisão do Dsei, somos um único povo! Queremos acesso à Saúde!

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The largest indigenous reserve in Brazil, the Yanomami Indigenous Land covers 9.6 million hectares between the states of Roraima and Amazonas, where more than 27 thousand indigenous people live in around 331 communities. More than 32% of this population lives in Amazonas, where 42% of the TI's total territory is located. This entire population depends on the assistance of the Yanomami Special Indigenous Sanitary District (DSEI), based in Boa Vista (Roraima).

Children die from worms and malnutrition. Elderly people are rare, as the average age of life is low due to so many diseases that affect a Yanomami throughout life. Malaria is the main one.

Emergency removals, sending medicines, vaccines and other assistance have increased logistics and costs due to the distance, which puts the lives and future of the Yanomami population at risk. The lack of a closer service is a problem that has not been solved with the establishment of base centers, either because of the lack of autonomy or because of the service aimed only at first aid and prevention.

Secoya supports the creation of a Yanomami Indigenous Health Sub-district in Amazonas so that this population has the right to life! You can also support this cause: we are going to pressure Sesai to create, within the administrative structure, a Health Sub-district in order to assist the Yanomami who live in the Amazon. We don't want the division of the Dsei, we are one people! We want access to Health! 

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Secoya YanomamiCriador do abaixo-assinado

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O problema

Maior reserva indígena do Brasil, a Terra Indígena Yanomami tem 9,6 milhões de hectares entre os estados de Roraima e Amazonas, onde vivem mais de 27 mil indígenas espalhados em cerca de 331 comunidades. Mais de 32% dessa população vive no Amazonas, onde está localizado 42% do território total da TI. Toda essa população depende do atendimento do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami, baseado em Boa Vista (Roraima).  

Crianças morrem por verminoses e desnutrição. Idosos são raros, uma vez que a idade média de vida é baixa diante de tantas doenças que acometem um Yanomami ao longo da vida. A malária é a principal delas.

Remoções de emergência, envio de medicamentos, vacinas e demais atendimentos têm logística e custos ampliados por conta da distância, o que coloca em risco a vida e o futuro da população Yanomami. A falta de um atendimento mais próximo é um problema que não foi resolvido com a instauração de pólos base seja pela falta de autonomia, seja pelo atendimento voltado apenas ao primeiros socorros e prevenção.

A Secoya apóia a criação de um Subdistrito de Saúde Indígena Yanomami no Amazonas para que essa população tenha direito à vida! Apoie você também essa causa: vamos pressionar a Sesai a criar, dentro da estrutura administrativa, um Subdistrito de saúde a fim de atender os Yanomami que vivem no Amazonas. Não queremos a divisão do Dsei, somos um único povo! Queremos acesso à Saúde!

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The largest indigenous reserve in Brazil, the Yanomami Indigenous Land covers 9.6 million hectares between the states of Roraima and Amazonas, where more than 27 thousand indigenous people live in around 331 communities. More than 32% of this population lives in Amazonas, where 42% of the TI's total territory is located. This entire population depends on the assistance of the Yanomami Special Indigenous Sanitary District (DSEI), based in Boa Vista (Roraima).

Children die from worms and malnutrition. Elderly people are rare, as the average age of life is low due to so many diseases that affect a Yanomami throughout life. Malaria is the main one.

Emergency removals, sending medicines, vaccines and other assistance have increased logistics and costs due to the distance, which puts the lives and future of the Yanomami population at risk. The lack of a closer service is a problem that has not been solved with the establishment of base centers, either because of the lack of autonomy or because of the service aimed only at first aid and prevention.

Secoya supports the creation of a Yanomami Indigenous Health Sub-district in Amazonas so that this population has the right to life! You can also support this cause: we are going to pressure Sesai to create, within the administrative structure, a Health Sub-district in order to assist the Yanomami who live in the Amazon. We don't want the division of the Dsei, we are one people! We want access to Health! 

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Secoya YanomamiCriador do abaixo-assinado

Os tomadores de decisão

Ministério da Saúde
DSEI YANOMAMI O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami é responsável por levar assistência básica de saúde a 28 mil indígenas, de cinco grupos indígenas distintos: Yanomami, Sanumã, Ninan, Yawari/Xamathari, Ye´kuana, distribuídos em 366 aldeias. O DSEI Yanomami é composto por uma Casa de Saúde Indígena (CASAI), 37 Polos Base, 78 Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) e 823 profissionais. Destes, 260 são indígenas. Nos últimos três anos, o Distrito Yanomami recebeu do Governo Federal mais de R$ 261 milhões para aquisição de bens, insumos, medicamentos, contratação de recursos humanos, entre outros. SUBDISTRITO Sobre a solicitação de criação de um Subdistrito de Saúde Indígena Yanomami no Amazonas, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) informa que dentro do organograma do Ministério da Saúde inexiste unidade de Subdistrito de Saúde Indígena, conforme preconizado no Decreto n° 9.795 de 17 de maio de 2019. Os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) são considerados modelos de organização de serviços de saúde dentro de um espaço etno-cultural dinâmico, geográfico, populacional e administrativamente bem delimitado. Os Distritos organizam uma rede de serviços de atenção básica de saúde dentro das áreas indígenas, integrada e hierarquizada com complexidade crescente e articulada com a rede do Sistema Único de Saúde, a fim de corroborar com a prestação de assistência primária à saúde. Com base nisso, após prévia análise, constatou-se que não há viabilidade técnica e administrativa para, na atualidade, realizar tal procedimento, mas que os fluxos de atendimento à população Yanomami no estado do Amazonas serão reforçados. O tema, além de envolver o aspecto administrativo, implica em questões étnicas dos povos que habitam nas duas regiões, os quais, são identificados de forma igualitária paritariamente. O artigo 6°, alínea "a" da OIT 169 dispõe que os governos deverão "consultar os povos interessados, mediante procedimentos apropriados e, particularmente, através de suas instituições representativas, cada vez que sejam previstas medidas legislativas ou administrativas suscetíveis de afetá-Ios diretamente" e, por conseguinte, a alínea "b" do artigo ora mencionado dispõe que deverá ser estabelecido "os meios através dos quais os povos interessados possam participar livremente, pelo menos na mesma medida que outros setores da população e em todos os níveis, na adoção de decisões em instituições efetivas ou organismos administrativos e de outra natureza responsáveis pelas políticas e programas que lhes sejam concernentes". Ao considerar tais dispositivos, a consulta pública demandaria consulta a mais de 28 mil indígenas e, por outro lado, haveria a divisão de um povo sem a adoção de um critério plausível. No que se refere ao atendimento da população indígena Yanomami residente e domiciliada no estado do Amazonas, a SESAI informa que está ratificando o apoio ao Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami quanto à reorganização de seu fluxo logístico e de acesso às redes de referência do SUS, buscando diálogo com a Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas, para que tais indígenas sejam referenciados para os estabelecimentos de saúde do respectivo ente federativo. PLANO DE AÇÃO EMERGENCIAL Como forma de intensificar as ações de saúde, o DSEI Yanomami, com apoio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) do Ministério da Saúde, está executando o Plano de Ação Emergencial para Enfrentamento da Malária, Desnutrição Infantil e Mortalidade Infantil, na Região de Surucucu, Kayanau, Parafuri, Hakoma, Haxiu, Xitei, Homoxi. O plano está dividido por metas e etapas de execução, que incluem ações imediatas, de médio e longo prazo, tendo como objetivo reforçar o atendimento de saúde da população local e contou com a colaboração do Conselho Distrital e lideranças indígenas. Como parte das ações a serem adotadas, o Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami já enviou profissionais de saúde, medicamentos e insumos para a região de Surucucu. Neste momento, os profissionais estão realizando testes de malária, ações de educação e saúde com a população, busca ativa de casos em toda população local e tratamento supervisionado (TDO) para os casos positivos. Em relação às ações de combate à desnutrição, o DSEI vem intensificando a suplementação profilática com ferro e ácido fólico para todas as gestantes e crianças indígenas, a distribuição de suplementação profilática de doses de vitamina A para crianças de 06 a 59 meses de idade, entrega de sachês de suplementos alimentar para crianças com déficit nutricional e capacitação de profissionais da Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI) sobre a Atenção ao Pré-Natal.
Secretaria Especial de Saúde Indígena - Sesai
Secretaria Especial de Saúde Indígena - Sesai

Atualizações do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 21 de setembro de 2021