Representatividade Trans Já - Diga NÃO ao TRANS FAKE

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Nós atrizes e atores trans (travestis, mulheres e homens trans) organizados, vimos através deste manifesto buscar nossa representatividade, visibilidade e reconhecimento na produção artística na TV, no teatro e no cinema.

Somos a população mais estigmatizada e marginalizada da nossa sociedade.

O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Nossa segunda causa de morte é o suicídio. A vida média de uma pessoa trans é de apenas 35 anos. Mais de 90% da nossa população está na prostituição, pois o mercado de trabalho não nos aceita.

Lutamos pela normalização e humanização de nossos corpos e identidades.

Direitos básicos nos são negados diariamente.

Durante décadas fomos publicamente censuradas pelo Estado, por operações como “Tarântula” e “Comando de caça aos gays”, que prendiam, torturavam, espancavam e assassinavam travestis, que não podiam simplesmente circular pelas ruas. Presas, eram obrigadas a se mutilar para serem libertadas. Era proibido mencionar a palavra travesti em qualquer meio de comunicação.

Em 2001 a atriz e travesti Thelma Lipp foi substituída depois de ensaiar e fazer laboratórios por dois meses com a equipe do filme “Carandiru”, em que foi substituída pelo ator Rodrigo Santoro por “questões de marketing”. Thelma, que foi a resposta paulista a outro fenômeno de beleza, Roberta Close, não agüentou o baque. Acabou voltando às drogas, sofrendo depressão e terminando a vida como Deodoro.

Em uma entrevista feita em 2002, Claudia Wonder, também atriz e travesti, conta que ela e Thelma Lipp planejavam realizar um trabalho junto ao Sindicato dos Artistas, para que papéis de pessoas trans fossem preferencialmente oferecidos a artistas trans.

Hoje, nós artistas trans resolvemos nos unir.

Estamos na moda, na crista da onda.

Quer ser moderno no teatro, cinema ou televisão? 
Coloque entre os personagens uma pessoa trans.

É tão moderno um grupo dar visibilidade ao tema, não?

Que autora maravilhosa falando sobre nós, você viu?

Que filme contemporâneo com essa historia, hein? 

Mas quando vão escolher alguém para representar um personagem trans quem é contratado?
Um ator ou atriz cis.

Não existe meia representatividade.

Ou se tem ou não se tem.

Precisamos ser vistas, reconhecidas através de referências concretas.

Mas isso não fere a liberdade artística?

Nós artistas trans entendemos a liberdade artística de maneira ampla, geral e irrestrita, sem gênero, sem barreiras, sem amarras e sem fronteiras. Mas também entendemos a arte como instrumento libertador, questionador e símbolo de luta e resistência. E para que serve o artista, senão para refletir, questionar e falar do seu tempo.

Nós artistas trans gostaríamos de conhecer de perto essa tal liberdade artística.

No dia em que não for mais preciso separar ou diferenciar artistas cis de artistas trans.

No dia em que formos ao teatro, ao cinema ou mesmo ligarmos a televisão e virmos artistas trans interpretando personagens cis naturalmente.

No momento, estamos tentando ter o direito de entrar, de estar, de pertencer e de permanecer.

Afinal sempre estivermos nas artes e hoje estamos aqui para dizer que continuamos aqui e existimos.

E perguntamos:
Como podemos existir sem a inclusão? Sem oportunidades? 

Cansamos de servir apenas como experimentos cênicos e acadêmicos.

Queremos e precisamos de oportunidades e emprego.

Este manifesto visa sensibilizar, conscientizar e humanizar: autores, escritores, dramaturgos, diretores, produtores, cineastas, assistentes, equipes técnicas, produtoras, agências de atores, SATED, publicitários, grupos, associações e coletivos artísticos, atores e atrizes cisgêneros. 

Tirem-nos das esquinas.

Resistiremos e Lutaremos
Juntxs somos mais fortes.

Conheçam nosso manifesto na integra em nossa Pagina no Facebook:https://www.facebook.com/RepresentatividadeTrans/?fref=ts

Curtam e Compartilhem.

 Assinado: Movimento Nacional de Artistas Trans



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