SALVE O MUINHO! PELO TOMBAMENTO COMO PATRIMÔNIO HISTÓRICO, ARTÍSTICO E CULTURAL

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O prédio do antigo Moinho Covolan e o sítio urbano que o envolve é um lugar irradiador das artes em suas múltiplas formas e manifestações. Espaço da memória e da identidade coletiva, de resgate e novas significações dos saberes e fazeres tradicionais ligados à presença do moinho na cidade é também um centro de projetos e ações de formação educativa e de empreendedorismo criativo e colaborativo, ligando as heranças simbólicas do passado ao horizonte contemporâneo da cultura regional. É um lugar onde o passado está sempre presente para ser apreciado.

 

Não queremos que o Moinho Covolan se torne mais um escombro, mais um buraco no coração da história da cidade, uma vaga lembrança engolida pela especulação imobiliária que destrói a identidade de nossas origens e substitui tudo por caixotes toscos de cimento e vidro, arrancando a cultura, o lazer por apenas vitrines, calçada e rua.

 

Assine para a defesa patrimonial, por meio do ato de tombamento, conforme DECRETO-LEI Nº 25, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1937, do Moinho Covolan, de bem imóvel localizado na cidade de Farroupilha, RS, quadra 35, lote 207, esquina formada pelas ruas Marechal Floriano Peixoto e Independência, a fim de que o objeto constitua parte integrante do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado. Cabe destacar que a principal intenção com o tombamento é a preservação da edificação e sua identidade visual característica como um prédio que evoca história em seu conjunto arquitetônico único, sem solicitar recursos para sua manutenção.

 

O que foi o Moinho Covolan e como nasceu o Muinho?

O Moinho Covolan foi um marco no pioneirismo industrial, tecnológico e arquitetônico em sua época da cidade de Farroupilha e região.

O Moinho Covolan foi construído por Antônio Covolan, filho de imigrante italiano, por volta de 1920, inicialmente era uma construção de madeira com energia gerada por máquina a vapor. Com o passar dos anos e o negócio prosperando, a estrutura e a energia da máquina a vapor já não eram mais suficientes para uma maior capacidade produtiva no beneficiamento de trigo, como não havia energia elétrica na cidade, Antônio compra um motor de 100KWA, movido a gasogênio, da Companhia Força e Luz na cidade de Montenegro. As dificuldades para trazer o motor foram enormes, pois, pesava 10 toneladas e não haviam estradas adequadas para esta logística, ai entrou a genialidade do filho mais velho de Antônio, Quinídio, engenheiro autoditada, em desmontar o motor para seu transporte. Os maquinários foram importados de Dresden na Alemanha, que possuíam tecnologia de ponta na época. Com os equipamentos garantidos, deu-se início a construção da edificação em alvenaria, tendo suas duas primeiras partes concluídas em 1937 e a terceira parte em 1942. Formando o estilo arquitetônico que podemos encontrar atualmente. Um estilo proto-modernismo, característico das décadas de 30 e 50, tem semelhanças um pouco mais sóbrias com a Art-Deco. Prédio em alvenaria de tijolos maciços portante aonde suas paredes externas de 50 cm de largura, sob uma fundação de pedra basalto, chegou a ser o prédio mais alto da cidade e sua arquitetura ainda surpreende por não possuir nenhuma viga de concreto para sustentar seus 5 andares. O Pistão deste motor e algumas peças que faziam parte do maquinário ainda se encontram no Moinho. Devemos destacar também a autonomia em geração de luz do Moinho, chegando a fornecer energia elétrica para a cidade de Farroupilha durante um período na Segunda Guerra Mundial.

 

O Moinho Covolan encerrou suas atividades com moagem de trigo no final dos anos 80, mas seu legado histórico e sua existência perduram até hoje pela dedicação, persistência e muitos dotes artísticos de um dos netos de Antônio, Gustavo Covolan.

 

Desde 1992, ele vem dedicando sua vida para manter o prédio, sem recursos financeiros ele usou sua criatividade e seu sonho em tornar esse, um patrimônio histórico reconhecido para realizar sua obra. No início ele apenas mantinha o local, pois quando se mudou para lá o prédio estava em ruínas e sendo invadido por usuários de drogas e moradores de rua, foi então que em 1999 ele pensou que aquele espaço poderia ser muito mais, a primeiro momento o plano era fazer um bar, um local para reunir a galera, fazer eventos também como fonte de recursos para manter o prédio e seu projeto de restauro, nessa época ele ainda não sabia que esse local seria um espaço multicultural como se tornou hoje, foi fazendo a obra do bar que ele se descobriu como artista, onde havia estruturas decaídas, janelas e portas podres, brotaram mosaicos insinuantes de vidro, cimento e ferro, usando palavras de um amigo, obras gaudianas. Por dentro, esculturas tomaram forma em paredes, restos de madeira do antigo moinho, apodrecidas com o tempo viraram tottens, chamados de Guardiões do Muinho, novos arranjos, entre objetos históricos e montagens livres de materiais reciclados, sua maior fonte por não ter verba. Fez tudo isso, sem agredir as características originais do lugar, apenas reinventando o espaço. Ele levou 8 anos para concluir sua obra até a abertura do bar, sim! Foram 8 anos, acreditando nesse sonho. Em setembro de 2008 nasceu o Muinho, dito assim como uma reinvenção à palavra original e desde então já recebeu artistas de todo Brasil e também de outros países da América latina, Europa e USA, recebeu artistas não só da música, mas em suas múltiplas formas e manifestações.

O Muinho hoje se tornou um espaço artístico-cultural, possui uma Associação Cultural, um Museu com acervo do antigo Moinho, apoia e abre espaço para as formas de expressão, de inclusão social, dos modos de criar, fazer e viver quer continuar a ser um lugar de encontro e de movimentos coletivos de ativistas urbanos e que ser envolver ainda mais com a comunidade em geral.



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