REVOGAÇÃO DA NOVA “BLOOD RULE” ( regra de sangue ) DA FEI

O problema

For English scroll down

A recente decisão da Federação Equestre Internacional (FEI) de alterar a chamada Blood Rule representa um grave retrocesso ético e científico na proteção dos cavalos usados em competições esportivas.

Até agora, a regra determinava a eliminação imediata de qualquer competidor cujo cavalo apresentasse sangue visível — um princípio mínimo de precaução que reconhecia o sangue como sinal inequívoco de dor, dano tecidual e sofrimento.

A nova regra, aprovada na Assembleia Geral da FEI em novembro de 2025 e prevista para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026, autoriza que cavalos com sangramento continuem competindo, desde que o juiz e o veterinário em campo considerem o animal “apto a competir”. Essa mudança ignora completamente o consenso científico atual sobre dor, inflamação e estresse em equinos, amplamente documentado por dezenas de estudos revisados por pares.

 A ciência é clara:

Pesquisas de universidades e centros de etologia aplicada demonstram que mesmo pequenas lesões na mucosa oral, na língua ou nas comissuras labiais são altamente sensíveis e dolorosas. Além disso, a presença de sangue está diretamente associada a níveis elevados de cortisol, respostas de medo, e comprometimento do bem-estar — elementos incompatíveis com qualquer prática esportiva que se pretenda ética.

A decisão da FEI contraria décadas de avanço científico e moral, desconsiderando o trabalho de instituições como a International Society for Equitation Science (ISES) e pesquisadores independentes que há anos alertam para o abismo entre o que a ciência comprova e o que as federações ainda permitem.

Flexibilizar o sangue é normalizar a dor.

Transformar o sofrimento em “interpretação técnica” é transformar a ética em retórica.

Nós, abaixo-assinados, pedimos:

Que a comunidade científica internacional, universidades e sociedades de etologia e bem-estar animal publiquem uma nota coletiva de repúdio à nova regra aprovada pela FEI;
Que os países membros da FEI revisem e não implementem localmente essa alteração até que haja consenso científico que a justifique;
Que o princípio de tolerância zero ao sangue seja reafirmado como norma ética e desportiva global.

Assine por aqueles que não têm voz.

A ciência precisa ser escutada — e os cavalos precisam ser vistos.

A dor visível não pode ser relativizada.

The Problem
The recent decision by the International Equestrian Federation (FEI) to amend the so-called Blood Rule represents a serious ethical and scientific regression in the protection of horses used in sporting competitions.

Until now, the rule required the immediate elimination of any competitor whose horse showed visible blood — a minimum precautionary principle that recognized blood as an unequivocal sign of pain, tissue damage, and suffering.

The new rule, approved at the FEI General Assembly in November 2025 and set to take effect on January 1, 2026, allows horses with bleeding to continue competing, provided that the judge and on-site veterinarian deem the animal “fit to compete.” This change completely ignores the current scientific consensus on pain, inflammation, and stress in equines, which is extensively documented in dozens of peer-reviewed studies.

Science is clear:
Research from universities and applied ethology centers has shown that even small lesions in the oral mucosa, tongue, or lip commissures are highly sensitive and painful. Moreover, the presence of blood is directly associated with elevated cortisol levels, fear responses, and compromised welfare — all elements incompatible with any sporting practice that claims to be ethical.

The FEI’s decision goes against decades of scientific and moral progress, disregarding the work of institutions such as the International Society for Equitation Science (ISES) and independent researchers who have long warned about the gap between what science proves and what federations continue to allow.

Normalizing blood is normalizing pain.
Turning suffering into a “technical interpretation” turns ethics into rhetoric.

We, the undersigned, call for:

The international scientific community, universities, and societies of ethology and animal welfare to publish a collective statement condemning the new rule approved by the FEI;
FEI member countries to review and refrain from locally implementing this change until there is scientific consensus to justify it;
The zero-tolerance principle for blood to be reaffirmed as a global ethical and sporting standard.
Sign for those who have no voice.
Science must be heard — and horses must be seen.
Visible pain cannot be relativized.

avatar of the starter
Tamara Van RoyCriador do abaixo-assinadoDomadora Racional Belga — pesquisadora independente em comportamento equino e bem-estar animal. Dedico meu trabalho à tradução da ciência para o público, à conscientização ética.

16.120

O problema

For English scroll down

A recente decisão da Federação Equestre Internacional (FEI) de alterar a chamada Blood Rule representa um grave retrocesso ético e científico na proteção dos cavalos usados em competições esportivas.

Até agora, a regra determinava a eliminação imediata de qualquer competidor cujo cavalo apresentasse sangue visível — um princípio mínimo de precaução que reconhecia o sangue como sinal inequívoco de dor, dano tecidual e sofrimento.

A nova regra, aprovada na Assembleia Geral da FEI em novembro de 2025 e prevista para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026, autoriza que cavalos com sangramento continuem competindo, desde que o juiz e o veterinário em campo considerem o animal “apto a competir”. Essa mudança ignora completamente o consenso científico atual sobre dor, inflamação e estresse em equinos, amplamente documentado por dezenas de estudos revisados por pares.

 A ciência é clara:

Pesquisas de universidades e centros de etologia aplicada demonstram que mesmo pequenas lesões na mucosa oral, na língua ou nas comissuras labiais são altamente sensíveis e dolorosas. Além disso, a presença de sangue está diretamente associada a níveis elevados de cortisol, respostas de medo, e comprometimento do bem-estar — elementos incompatíveis com qualquer prática esportiva que se pretenda ética.

A decisão da FEI contraria décadas de avanço científico e moral, desconsiderando o trabalho de instituições como a International Society for Equitation Science (ISES) e pesquisadores independentes que há anos alertam para o abismo entre o que a ciência comprova e o que as federações ainda permitem.

Flexibilizar o sangue é normalizar a dor.

Transformar o sofrimento em “interpretação técnica” é transformar a ética em retórica.

Nós, abaixo-assinados, pedimos:

Que a comunidade científica internacional, universidades e sociedades de etologia e bem-estar animal publiquem uma nota coletiva de repúdio à nova regra aprovada pela FEI;
Que os países membros da FEI revisem e não implementem localmente essa alteração até que haja consenso científico que a justifique;
Que o princípio de tolerância zero ao sangue seja reafirmado como norma ética e desportiva global.

Assine por aqueles que não têm voz.

A ciência precisa ser escutada — e os cavalos precisam ser vistos.

A dor visível não pode ser relativizada.

The Problem
The recent decision by the International Equestrian Federation (FEI) to amend the so-called Blood Rule represents a serious ethical and scientific regression in the protection of horses used in sporting competitions.

Until now, the rule required the immediate elimination of any competitor whose horse showed visible blood — a minimum precautionary principle that recognized blood as an unequivocal sign of pain, tissue damage, and suffering.

The new rule, approved at the FEI General Assembly in November 2025 and set to take effect on January 1, 2026, allows horses with bleeding to continue competing, provided that the judge and on-site veterinarian deem the animal “fit to compete.” This change completely ignores the current scientific consensus on pain, inflammation, and stress in equines, which is extensively documented in dozens of peer-reviewed studies.

Science is clear:
Research from universities and applied ethology centers has shown that even small lesions in the oral mucosa, tongue, or lip commissures are highly sensitive and painful. Moreover, the presence of blood is directly associated with elevated cortisol levels, fear responses, and compromised welfare — all elements incompatible with any sporting practice that claims to be ethical.

The FEI’s decision goes against decades of scientific and moral progress, disregarding the work of institutions such as the International Society for Equitation Science (ISES) and independent researchers who have long warned about the gap between what science proves and what federations continue to allow.

Normalizing blood is normalizing pain.
Turning suffering into a “technical interpretation” turns ethics into rhetoric.

We, the undersigned, call for:

The international scientific community, universities, and societies of ethology and animal welfare to publish a collective statement condemning the new rule approved by the FEI;
FEI member countries to review and refrain from locally implementing this change until there is scientific consensus to justify it;
The zero-tolerance principle for blood to be reaffirmed as a global ethical and sporting standard.
Sign for those who have no voice.
Science must be heard — and horses must be seen.
Visible pain cannot be relativized.

avatar of the starter
Tamara Van RoyCriador do abaixo-assinadoDomadora Racional Belga — pesquisadora independente em comportamento equino e bem-estar animal. Dedico meu trabalho à tradução da ciência para o público, à conscientização ética.
Apoie já

16.120


Os tomadores de decisão

CBH
CBH
CBH Confederação Brasileira de Hipismo
FEI
FEI
The International Federation for Equestrian Sports (French: Fédération équestre internationale, FEI)

Mensagens de apoiadores

Atualizações do abaixo-assinado
Compartilhar este abaixo-assinado
Abaixo-assinado criado em 8 de novembro de 2025