

Quem Decide o Futuro da Ponte Velha? Exigimos Escuta no Poço da Draga!
O problema
Nós, moradores da comunidade do Poço da Draga, cidadãos de Fortaleza, movimentos sociais, arquitetos, urbanistas, ativistas e defensores do patrimônio histórico, viemos por meio deste documento manifestar nosso profundo repúdio e formal contestação ao projeto de reforma da Ponte Metálica, também conhecida como Ponte Velha (Viaduto Moreira da Rocha) nos moldes em que foi licitado.
Foi anunciado o processo licitatório para a referida obra com o orçamento expressivo de R$ 40 milhões de reais. No entanto, recebemos com indignação o fato de que um investimento deste montante foi planejado sem qualquer processo de escuta comunitária, consulta prévia ou debate público com as famílias e coletivos que historicamente constroem, vivem e preservam o território do Poço da Draga, que tem estreia história relacional com a Ponte, celebrando inclusive aniversário nos mesmo dia, 26 de maio. São 120 anos.
Além do grave vício de falta de participação popular, o projeto apresentado foge completamente à arquitetura histórica e à identidade cultural do lugar. Intervenções urbanísticas em áreas de interesse histórico e social não podem ser tratadas de forma puramente tecnocrática, apagando a memória urbana e desrespeitando o sentimento de pertencimento da comunidade local.
Lembramos que a Ponte Velha tem valor histórico e simbólico para comunidade, para cidade e mesmo para o estado, já que esta foi o primeiro Porto da cidade de Fortaleza, força fundamental no desenvolvimento econômico do estado, com comercialização do algodão, mas também por seu papel simbólico na luta pelos direitos humanos, com Chico da Matilde (Dragão do Mar) e sua luta abolicionista, que fora inclusive morador da comunidade pesqueira e de trabalhadores do Porto, hoje conhecida como Poço da Draga - Praia de Iracema.
Dinheiro público deve ser gerido com transparência e finalidade social. Não aceitaremos uma obra de 40 milhões que descaracterize nossa história e que tenha sido desenhada de costas para o povo.
Nossas Reivindicações:
Suspensão Imediata dos Atos Executivos da Licitação: Parada imediata do andamento do projeto até que as demandas da comunidade sejam integradas.
Realização de Audiências Públicas Obrigatórias: Abertura urgente de mesas de diálogo e assembleias dentro da comunidade do Poço da Draga para apresentação detalhada do projeto e coleta de propostas dos moradores.
Revisão e Adequação Arquitetônica: Adaptação do projeto para que ele respeite, dialogue e preserve a arquitetura e a memória histórica do Viaduto Moreira da Rocha e seu entorno.
Fiscalização dos Recursos: Transparência total na aplicação dos R$ 40 milhões, garantindo que o investimento priorize as reais necessidades de infraestrutura, saneamento, habitação e segurança da própria comunidade.
Exigimos que a gestão municipal respeite a história de Fortaleza e o direito à cidade da comunidade do Poço da Draga!

233
O problema
Nós, moradores da comunidade do Poço da Draga, cidadãos de Fortaleza, movimentos sociais, arquitetos, urbanistas, ativistas e defensores do patrimônio histórico, viemos por meio deste documento manifestar nosso profundo repúdio e formal contestação ao projeto de reforma da Ponte Metálica, também conhecida como Ponte Velha (Viaduto Moreira da Rocha) nos moldes em que foi licitado.
Foi anunciado o processo licitatório para a referida obra com o orçamento expressivo de R$ 40 milhões de reais. No entanto, recebemos com indignação o fato de que um investimento deste montante foi planejado sem qualquer processo de escuta comunitária, consulta prévia ou debate público com as famílias e coletivos que historicamente constroem, vivem e preservam o território do Poço da Draga, que tem estreia história relacional com a Ponte, celebrando inclusive aniversário nos mesmo dia, 26 de maio. São 120 anos.
Além do grave vício de falta de participação popular, o projeto apresentado foge completamente à arquitetura histórica e à identidade cultural do lugar. Intervenções urbanísticas em áreas de interesse histórico e social não podem ser tratadas de forma puramente tecnocrática, apagando a memória urbana e desrespeitando o sentimento de pertencimento da comunidade local.
Lembramos que a Ponte Velha tem valor histórico e simbólico para comunidade, para cidade e mesmo para o estado, já que esta foi o primeiro Porto da cidade de Fortaleza, força fundamental no desenvolvimento econômico do estado, com comercialização do algodão, mas também por seu papel simbólico na luta pelos direitos humanos, com Chico da Matilde (Dragão do Mar) e sua luta abolicionista, que fora inclusive morador da comunidade pesqueira e de trabalhadores do Porto, hoje conhecida como Poço da Draga - Praia de Iracema.
Dinheiro público deve ser gerido com transparência e finalidade social. Não aceitaremos uma obra de 40 milhões que descaracterize nossa história e que tenha sido desenhada de costas para o povo.
Nossas Reivindicações:
Suspensão Imediata dos Atos Executivos da Licitação: Parada imediata do andamento do projeto até que as demandas da comunidade sejam integradas.
Realização de Audiências Públicas Obrigatórias: Abertura urgente de mesas de diálogo e assembleias dentro da comunidade do Poço da Draga para apresentação detalhada do projeto e coleta de propostas dos moradores.
Revisão e Adequação Arquitetônica: Adaptação do projeto para que ele respeite, dialogue e preserve a arquitetura e a memória histórica do Viaduto Moreira da Rocha e seu entorno.
Fiscalização dos Recursos: Transparência total na aplicação dos R$ 40 milhões, garantindo que o investimento priorize as reais necessidades de infraestrutura, saneamento, habitação e segurança da própria comunidade.
Exigimos que a gestão municipal respeite a história de Fortaleza e o direito à cidade da comunidade do Poço da Draga!

Mensagens de apoiadores
Atualizações do abaixo-assinado
Compartilhar este abaixo-assinado
Abaixo-assinado criado em 11 de julho de 2026