Proteção às mulheres em Paquetá

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O problema

Abaixo-assinado por Justiça e Proteção às Mulheres de Paquetá

Nós, moradores, trabalhadores e frequentadores de Paquetá, manifestamos nossa profunda indignação diante do episódio ocorrido na manhã de hoje, envolvendo uma mulher vítima de violência doméstica que possui medida protetiva e, ainda assim, foi ameaçada pelo agressor durante o embarque na barca.

O caso expôs não apenas o descumprimento de uma decisão judicial, mas também a falta de uma resposta rápida das autoridades competentes e a ausência de um protocolo eficiente para proteger vítimas em um local onde existe apenas um meio de transporte entre a ilha e o continente.

Nenhuma mulher escolhe viver com medo. Nenhuma vítima deveria ser obrigada a alterar sua rotina, abrir mão do trabalho ou deixar de exercer seu direito de ir e vir porque seu agressor insiste em descumprir a lei.

Infelizmente, enquanto a barca atrasava por conta da ocorrência, parte da revolta foi direcionada à própria vítima, quando o verdadeiro responsável por toda a situação era o agressor. Culpar a vítima apenas fortalece a violência e encoraja quem acredita que pode agir impunemente.

Este não é um caso isolado. Segundo relatos de moradores, as ameaças vêm acontecendo há meses, inclusive na presença de testemunhas, sem que providências eficazes sejam tomadas. Isso gera medo não apenas para a vítima e seu filho, mas para toda a população.

Diante disso, solicitamos providências urgentes:

- Fiscalização rigorosa do cumprimento das medidas protetivas em Paquetá;
- Atendimento imediato da Polícia Militar e da Polícia Civil em casos de descumprimento;
- Criação de um protocolo entre Barcas Rio, forças de segurança e Poder Judiciário para situações envolvendo vítimas de violência doméstica;
- Investigação da conduta do agressor e responsabilização pelo descumprimento da medida protetiva;
- Garantia de segurança para que mulheres possam trabalhar, estudar e se deslocar sem medo.

Pedimos ainda que toda a comunidade reflita sobre a importância da empatia. Hoje foi com ela. Amanhã pode ser com uma filha, uma mãe, uma irmã, uma amiga ou qualquer outra mulher.

Violência contra a mulher não é um problema particular. É um problema de toda a sociedade.

Assinamos este documento para dizer que Paquetá não aceitará a impunidade, o silêncio e a omissão. Queremos justiça, proteção e respeito à vida das mulheres.

Justiça por ela. Justiça por todas.

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natasha troiseCriador do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 30 de julho de 2026