

Proibir imediatamente armadilhas de cola no Brasil
O problema
Proibição de Armadilhas de Cola: Pelo Fim da Tortura Institucionalizada de Animais no Brasil
Uma História Real: O Grito Silencioso no quintal do Escritório onde trabalhava.
Tudo começou em uma manhã comum, quando um barulho abafado vindo do jardim do escritório onde trabalhava, chamou a atenção. Não era um ruído normal; era um som desesperado de algo se debatendo contra o chão. O cenário era de cortar o coração: um pequeno roedor estava preso em uma daquelas placas amarelas de cola, vendidas livremente em qualquer supermercado como uma "solução limpa e prática".
Não havia nada de limpo ali. O animal estava completamente imobilizado pela substância viscosa. Em seu desespero para escapar, ele já havia rasgado a pele de parte do abdômen e fraturado uma das patas traseiras. O focinho estava parcialmente coberto pela cola, transformando cada respiração em uma batalha sufocante contra a asfixia. Os olhos do animal transmitiam um pânico absoluto.
Ao tentar ajudar, o sofrimento só aumentou: a cola é formulada para não soltar, e qualquer tentativa de remoção mecânica arrancava os pelos e a pele do animal vivo. A única opção humanitária e viável naquele momento foi levá-lo às pressas a um veterinário para uma eutanásia de emergência, interrompendo uma agonia que, de outra forma, duraria dias.
A partir daquele dia, ficou claro: o uso dessas armadilhas não é controle de pragas; é tortura institucionalizada.
A Realidade Cruel: O que acontece nos bastidores da "Placa de Cola"?
As armadilhas de cola funcionam espalhando um adesivo sintético extremamente forte sobre uma base de papelão ou plástico. O animal é atraído por um odor ou simplesmente passa pelo local e fica colado. A partir desse instante, começa uma contagem regressiva de horror que pode durar entre 24 a 240 horas até a morte definitiva.
O sofrimento se manifesta em três frentes trágicas:
Automutilação por Pânico: Instintivamente, ao perceber que está preso, o animal entra em um estado de estresse extremo. Ele tenta morder a própria pata ou rasgar a própria pele na tentativa desesperada de se libertar.
Desidratação e Inanição: Se não morrer por ferimentos, o animal permanece vivo, exposto ao calor ou ao frio, sofrendo com a falta absoluta de água e comida até que seus órgãos colapsem por exaustão.
Sufocamento Lento: À medida que o animal se debate, o rosto, a boca e as narinas eventualmente entram em contato com a cola, bloqueando as vias respiratórias e causando uma morte lenta por asfixia.
Fatos e Estatísticas: O Impacto Indiscriminado
Muitos defendem o uso dessas armadilhas sob o pretexto de que são destinadas apenas a ratos e camundongos. No entanto, a senciência — a capacidade de sentir dor, medo e sofrimento — é universal. Um roedor experimenta o pânico da morte dolorosa exatamente da mesma forma que um cão ou um gato.
Além disso, as armadilhas de cola são completamente indiscriminadas. Elas não selecionam quem prender. Estudos e relatórios de centros de triagem de animais silvestres e ONGs de proteção animal apontam dados alarmantes:
Vítimas Não-Alvo: Cerca de 30% a 40% dos animais capturados por armadilhas de cola em áreas urbanas e semiurbanas são espécies não-alvo. Isso inclui aves nativas (como pardais, bem-te-vis e pombos), lagartos, sapos (essenciais para o controle de insetos) e morcegos (grandes polinizadores e controladores de pragas).
Animais Domésticos: Filhotes de cães e gatos, movidos pela curiosidade, frequentemente ficam presos nessas placas. A remoção da cola de seus pelos e patinhas exige o uso de óleos específicos e causa imenso estresse e ferimentos dermatológicos nos animais de companhia.
Risco Sanitário: Ao contrário do que a publicidade desses produtos afirma ("solução higiênica"), o animal preso continua vivo por muito tempo, defecando e urinando de medo sobre a placa, o que potencializa a dispersão de patógenos no ambiente, além de atrair formigas e moscas.
O Cenário Internacional e a Legislação Brasileira
O mundo civilizado está banindo essa prática devido ao consenso técnico de sua crueldade. O Reino Unido aprovou o Glue Traps (Offences) Act, proibindo o uso público dessas armadilhas na Inglaterra. A Irlanda, a Nova Zelândia e diversos territórios na Austrália e na Índia também já adotaram proibições severas ou banimento total da venda e posse desses dispositivos.
No Brasil, a Constituição Federal, em seu Artigo 225, veda expressamente práticas que submetam os animais a crueldade. Além disso, a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), no Artigo 32, tipifica como crime o ato de abusar, maltratar, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados. Manter um ser vivo intencionalmente colado a uma superfície, sem água, sem alimento e sofrendo lesões corporais graves por dias, enquadra-se perfeitamente na definição jurídica de maus-tratos. O que falta é fechar a brecha comercial que permite que essas armadilhas continuem sendo fabricadas e vendidas livremente em gôndolas de supermercados.
Existem Alternativas Eficazes e Humanitárias
A proibição das armadilhas de cola não significa deixar as residências e empresas desprotegidas contra infestações. O manejo integrado de pragas moderno foca na prevenção e em métodos éticos:
Saneamento e Vedação: A eliminação de fontes de alimento, água e abrigo, combinada com a vedação de frestas, ralos e portas, é a forma mais eficaz e duradoura de controle.
Armadilhas de Captura Viva (Gaiolas): Permitem capturar o roedor sem causar ferimentos, possibilitando sua soltura posterior em um ambiente distante ou a destinação adequada, sem submetê-lo à tortura.
Repelentes Ultrassônicos e Barreiras Físicas: Tecnologias que afastam os animais sem a necessidade de extermínio ou sofrimento físico.
Nosso Clamor por Justiça
Não podemos fechar os olhos para a agonia de seres que compartilham o planeta conosco. A comercialização dessas placas de cola é um retrocesso moral e ético que lucra com o sofrimento mais primitivo e prolongado de um animal.
Exigimos que o Congresso Nacional vote e aprove uma legislação federal específica para banir definitivamente a fabricação, a importação, a venda e o uso de armadilhas adesivas de cola para animais em todo o Brasil, e que o Ibama e os órgãos de vigilância sanitária atuem na fiscalização do mercado.
Assine esta petição. Deixe claro que o Brasil não tolera a crueldade disfarçada de conveniência.

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O problema
Proibição de Armadilhas de Cola: Pelo Fim da Tortura Institucionalizada de Animais no Brasil
Uma História Real: O Grito Silencioso no quintal do Escritório onde trabalhava.
Tudo começou em uma manhã comum, quando um barulho abafado vindo do jardim do escritório onde trabalhava, chamou a atenção. Não era um ruído normal; era um som desesperado de algo se debatendo contra o chão. O cenário era de cortar o coração: um pequeno roedor estava preso em uma daquelas placas amarelas de cola, vendidas livremente em qualquer supermercado como uma "solução limpa e prática".
Não havia nada de limpo ali. O animal estava completamente imobilizado pela substância viscosa. Em seu desespero para escapar, ele já havia rasgado a pele de parte do abdômen e fraturado uma das patas traseiras. O focinho estava parcialmente coberto pela cola, transformando cada respiração em uma batalha sufocante contra a asfixia. Os olhos do animal transmitiam um pânico absoluto.
Ao tentar ajudar, o sofrimento só aumentou: a cola é formulada para não soltar, e qualquer tentativa de remoção mecânica arrancava os pelos e a pele do animal vivo. A única opção humanitária e viável naquele momento foi levá-lo às pressas a um veterinário para uma eutanásia de emergência, interrompendo uma agonia que, de outra forma, duraria dias.
A partir daquele dia, ficou claro: o uso dessas armadilhas não é controle de pragas; é tortura institucionalizada.
A Realidade Cruel: O que acontece nos bastidores da "Placa de Cola"?
As armadilhas de cola funcionam espalhando um adesivo sintético extremamente forte sobre uma base de papelão ou plástico. O animal é atraído por um odor ou simplesmente passa pelo local e fica colado. A partir desse instante, começa uma contagem regressiva de horror que pode durar entre 24 a 240 horas até a morte definitiva.
O sofrimento se manifesta em três frentes trágicas:
Automutilação por Pânico: Instintivamente, ao perceber que está preso, o animal entra em um estado de estresse extremo. Ele tenta morder a própria pata ou rasgar a própria pele na tentativa desesperada de se libertar.
Desidratação e Inanição: Se não morrer por ferimentos, o animal permanece vivo, exposto ao calor ou ao frio, sofrendo com a falta absoluta de água e comida até que seus órgãos colapsem por exaustão.
Sufocamento Lento: À medida que o animal se debate, o rosto, a boca e as narinas eventualmente entram em contato com a cola, bloqueando as vias respiratórias e causando uma morte lenta por asfixia.
Fatos e Estatísticas: O Impacto Indiscriminado
Muitos defendem o uso dessas armadilhas sob o pretexto de que são destinadas apenas a ratos e camundongos. No entanto, a senciência — a capacidade de sentir dor, medo e sofrimento — é universal. Um roedor experimenta o pânico da morte dolorosa exatamente da mesma forma que um cão ou um gato.
Além disso, as armadilhas de cola são completamente indiscriminadas. Elas não selecionam quem prender. Estudos e relatórios de centros de triagem de animais silvestres e ONGs de proteção animal apontam dados alarmantes:
Vítimas Não-Alvo: Cerca de 30% a 40% dos animais capturados por armadilhas de cola em áreas urbanas e semiurbanas são espécies não-alvo. Isso inclui aves nativas (como pardais, bem-te-vis e pombos), lagartos, sapos (essenciais para o controle de insetos) e morcegos (grandes polinizadores e controladores de pragas).
Animais Domésticos: Filhotes de cães e gatos, movidos pela curiosidade, frequentemente ficam presos nessas placas. A remoção da cola de seus pelos e patinhas exige o uso de óleos específicos e causa imenso estresse e ferimentos dermatológicos nos animais de companhia.
Risco Sanitário: Ao contrário do que a publicidade desses produtos afirma ("solução higiênica"), o animal preso continua vivo por muito tempo, defecando e urinando de medo sobre a placa, o que potencializa a dispersão de patógenos no ambiente, além de atrair formigas e moscas.
O Cenário Internacional e a Legislação Brasileira
O mundo civilizado está banindo essa prática devido ao consenso técnico de sua crueldade. O Reino Unido aprovou o Glue Traps (Offences) Act, proibindo o uso público dessas armadilhas na Inglaterra. A Irlanda, a Nova Zelândia e diversos territórios na Austrália e na Índia também já adotaram proibições severas ou banimento total da venda e posse desses dispositivos.
No Brasil, a Constituição Federal, em seu Artigo 225, veda expressamente práticas que submetam os animais a crueldade. Além disso, a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), no Artigo 32, tipifica como crime o ato de abusar, maltratar, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados. Manter um ser vivo intencionalmente colado a uma superfície, sem água, sem alimento e sofrendo lesões corporais graves por dias, enquadra-se perfeitamente na definição jurídica de maus-tratos. O que falta é fechar a brecha comercial que permite que essas armadilhas continuem sendo fabricadas e vendidas livremente em gôndolas de supermercados.
Existem Alternativas Eficazes e Humanitárias
A proibição das armadilhas de cola não significa deixar as residências e empresas desprotegidas contra infestações. O manejo integrado de pragas moderno foca na prevenção e em métodos éticos:
Saneamento e Vedação: A eliminação de fontes de alimento, água e abrigo, combinada com a vedação de frestas, ralos e portas, é a forma mais eficaz e duradoura de controle.
Armadilhas de Captura Viva (Gaiolas): Permitem capturar o roedor sem causar ferimentos, possibilitando sua soltura posterior em um ambiente distante ou a destinação adequada, sem submetê-lo à tortura.
Repelentes Ultrassônicos e Barreiras Físicas: Tecnologias que afastam os animais sem a necessidade de extermínio ou sofrimento físico.
Nosso Clamor por Justiça
Não podemos fechar os olhos para a agonia de seres que compartilham o planeta conosco. A comercialização dessas placas de cola é um retrocesso moral e ético que lucra com o sofrimento mais primitivo e prolongado de um animal.
Exigimos que o Congresso Nacional vote e aprove uma legislação federal específica para banir definitivamente a fabricação, a importação, a venda e o uso de armadilhas adesivas de cola para animais em todo o Brasil, e que o Ibama e os órgãos de vigilância sanitária atuem na fiscalização do mercado.
Assine esta petição. Deixe claro que o Brasil não tolera a crueldade disfarçada de conveniência.

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Abaixo-assinado criado em 17 de junho de 2026
