Cadê Nossa Vacina? Os municípios estão preparados para vacinar a população!

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A liberação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) das vacinas CoronaVac e AstraZeneca, em meados de janeiro, foi um dia histórico. Trouxe a esperança, acendeu no povo brasileiro a expectativa de que uma grande e intensiva campanha de imunização contra a Covid-19 estava prestes a se iniciar, possibilitando a retomada da atividade econômica com segurança sanitária.

As prefeituras de todo o país já estavam preparadas para colocar em prática o Plano Nacional de Imunização, coordenado pelo Governo Federal, como preconizam as diretrizes e as políticas do Sistema Único de Saúde (SUS).

O primeiro lote da CoronaVac foi distribuído para Estados e Municípios, mas em quantidade insuficiente e abaixo dos quantitativos acordados com o Governo Federal para atender os objetivos da primeira etapa da vacinação.

E na sequência as informações de cancelamento do envio de um novo lote da vacina AstraZeneca e do princípio ativo para a produção das vacinas pelos institutos Butantan e Fiocruz frustrou novamente os municípios.

Nos últimos dias outra frustração assolou os brasileiros. A confirmação pelo Ministério da Saúde de que recusou uma oferta de venda de 70 milhões de doses realizada pela Pfizer, sem justificativas plausíveis. Somou-se ainda o aval do governo federal para que a AstraZeneca negocie 33 milhões de doses como setor privado, das quais apenas 16,5 milhões iriam para o SUS.

Citamos também as dificuldades burocráticas impostas pela Anvisa para a aprovação da vacina Sputnik V, cujo protagonismo de governos estaduais está sendo decisivo para possibilitar outra alternativa para imunizar a população.

Diante dessa realidade, nós prefeitos, prefeitas e entidades municipalistas cientes de nossas responsabilidades e compromissos assumidos com a população e com o SUS, buscamos uma resposta efetiva para a Covid-19. Por isso perguntamos: “Cadê Nossa Vacina?”

Queremos sensibilizar e alertar o Congresso Nacional, as Assembleias Legislativas dos Estados, as Câmaras Municipais, as autoridades do judiciário e demais entidades da sociedade civil para pressionar o Governo Federal a viabilizar no curto prazo as vacinas em quantidades suficientes para atender o Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19; pois, até agora, não há garantias desse compromisso.

Além disso, queremos criar um movimento reunindo entidades municipalistas e associações da sociedade civil para articular uma agenda comum para fortalecer o sistema público de saúde e outros temas de interesse dos municípios brasileiros junto ao Congresso Nacional.