Preservação Ambiental no Conjunto Habitacional Júlia Seffer- Ananindeua-Pa.


Preservação Ambiental no Conjunto Habitacional Júlia Seffer- Ananindeua-Pa.
O problema
Exmo. Sr. Prefeito de Ananindeua
Dr. Daniel Barbosa Santos
Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Ananindeua
Vereador Vanderray Lima
Ilmo Sr. Raimundo Augusto Reis de Souza
Presidente da Associação do Conjunto Habitacional Júlia Seffer (ACHAJUS)
Inaugurado há mais de 40 anos, o Conjunto Habitacional Júlia Seffer, localizado no bairro de Águas Lindas, em Ananindeua, distingue-se da grande maioria dos condomínios populares dadas as suas grandes áreas verdes e áreas remanescentes muito ou pouco arborizadas, que proporcionam aos residentes belas paisagens, temperaturas agradáveis e um patrimônio natural raramente encontrado nos espaços urbanos: dois grandes bosques criados oficialmente, extensos canteiros arborizados e áreas sem qualquer imóvel, previstos no projeto habitacional; e um terceiro bosque, criado bem mais recentemente na primeira quadra da Rua Cinco, pelos residentes em seu entorno, como forma de resistência à tentativa de venda irregular da área a uma imobiliária, bem como, às sucessivas tentativas de invasão com evidentes interesses especulativos.
Assim, será um contrassenso a eventual intenção de qualquer futura diretoria da ACHAJUS de colocar à venda as áreas remanescentes que não lhes parecem merecedoras de preservação ambiental, a pretexto de que a associação precisa angariar recursos financeiros para investir na instalação de supostas melhorias jamais reivindicadas pelos moradores. Assim como, será um grave erro de gestão ambiental, com efeito tão ou mais desastroso, qualquer construção de obra predial pela Prefeitura ou governo de esfera superior que imponha a eliminação de porções expressivas da cobertura vegetal, em havendo alternativas de localização apropriada para a mesma. Em qualquer caso, será uma deliberação antiecológica e antidemocrática, que ignore a condição de condomínio com que o “Júlia Seffer” foi implantado, no qual todos e todas os (as) que usufruem e pagam direta ou indiretamente pelos bens comuns, coletivos, tem o direito de deliberar sobre o que fazer com os mesmos.
Certamente será o caso de obra da Prefeitura de Ananindeua na primeira quadra da Rua 5, exatamente onde está localizado o terceiro maior bosque do conjunto habitacional, acima referido, cuja construção está sinalizada com a instalação de cercadura de tapumes no último dia do ano passado e primeiro do novo ano, sem qualquer consulta prévia ou comunicado oficial sobre finalidade do projeto a ser executado no local, havendo tão somente o rumor de que visa à construção de uma policlínica, obra necessária mas que deve ser projetada para ocupar parte do novo prédio da UBS Júlia Seffer, em construção na Rua 11, ou em outro bairro da Zona Sul, poupando a vida de um grande número de árvores e garantindo aos moradores e circulantes o direito de contemplá-las e usufruir das vantagens que proporcionam.
Pelo exposto, nós, moradores do conjunto habitacional, residenciais e áreas de moradia circunvizinhas, abaixo assinados, considerando que:
(a) Ananindeua está entre os grandes e médios municípios que já dispõem oficialmente de políticas de enfrentamento das mudanças climáticas;
(b) a preservação das áreas verdes e arborizadas referidas é um componente obrigatório desse tipo de política pública; e
(c) o “Júlia Seffer” é exemplo e pode ser utilizado como referência de empreendimento habitacional que zela pela harmonia com elementos da natureza, entre outras razões.
Vimos requerer que sejam tomadas pelos Executivo e Legislativo municipais e pela ACHAJUS, todas as providências legais indispensáveis para o cancelamento do projeto da obra no interior do bosque da Rua 5 e para garantir às áreas verdes e áreas remanescentes em geral, a qualidade de “Áreas de interesse público para fins de proteção ou preservação ambiental”, destacando as seguintes: Bosques Uirapuru eMarajoara, oficialmente criados; Bosque da Rua Cinco, os atuais trechos sem construções e canteiros viários instalados nos vários quadrantes e unidades de vizinhança do Conjunto Habitacional Júlia Seffer.

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O problema
Exmo. Sr. Prefeito de Ananindeua
Dr. Daniel Barbosa Santos
Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Ananindeua
Vereador Vanderray Lima
Ilmo Sr. Raimundo Augusto Reis de Souza
Presidente da Associação do Conjunto Habitacional Júlia Seffer (ACHAJUS)
Inaugurado há mais de 40 anos, o Conjunto Habitacional Júlia Seffer, localizado no bairro de Águas Lindas, em Ananindeua, distingue-se da grande maioria dos condomínios populares dadas as suas grandes áreas verdes e áreas remanescentes muito ou pouco arborizadas, que proporcionam aos residentes belas paisagens, temperaturas agradáveis e um patrimônio natural raramente encontrado nos espaços urbanos: dois grandes bosques criados oficialmente, extensos canteiros arborizados e áreas sem qualquer imóvel, previstos no projeto habitacional; e um terceiro bosque, criado bem mais recentemente na primeira quadra da Rua Cinco, pelos residentes em seu entorno, como forma de resistência à tentativa de venda irregular da área a uma imobiliária, bem como, às sucessivas tentativas de invasão com evidentes interesses especulativos.
Assim, será um contrassenso a eventual intenção de qualquer futura diretoria da ACHAJUS de colocar à venda as áreas remanescentes que não lhes parecem merecedoras de preservação ambiental, a pretexto de que a associação precisa angariar recursos financeiros para investir na instalação de supostas melhorias jamais reivindicadas pelos moradores. Assim como, será um grave erro de gestão ambiental, com efeito tão ou mais desastroso, qualquer construção de obra predial pela Prefeitura ou governo de esfera superior que imponha a eliminação de porções expressivas da cobertura vegetal, em havendo alternativas de localização apropriada para a mesma. Em qualquer caso, será uma deliberação antiecológica e antidemocrática, que ignore a condição de condomínio com que o “Júlia Seffer” foi implantado, no qual todos e todas os (as) que usufruem e pagam direta ou indiretamente pelos bens comuns, coletivos, tem o direito de deliberar sobre o que fazer com os mesmos.
Certamente será o caso de obra da Prefeitura de Ananindeua na primeira quadra da Rua 5, exatamente onde está localizado o terceiro maior bosque do conjunto habitacional, acima referido, cuja construção está sinalizada com a instalação de cercadura de tapumes no último dia do ano passado e primeiro do novo ano, sem qualquer consulta prévia ou comunicado oficial sobre finalidade do projeto a ser executado no local, havendo tão somente o rumor de que visa à construção de uma policlínica, obra necessária mas que deve ser projetada para ocupar parte do novo prédio da UBS Júlia Seffer, em construção na Rua 11, ou em outro bairro da Zona Sul, poupando a vida de um grande número de árvores e garantindo aos moradores e circulantes o direito de contemplá-las e usufruir das vantagens que proporcionam.
Pelo exposto, nós, moradores do conjunto habitacional, residenciais e áreas de moradia circunvizinhas, abaixo assinados, considerando que:
(a) Ananindeua está entre os grandes e médios municípios que já dispõem oficialmente de políticas de enfrentamento das mudanças climáticas;
(b) a preservação das áreas verdes e arborizadas referidas é um componente obrigatório desse tipo de política pública; e
(c) o “Júlia Seffer” é exemplo e pode ser utilizado como referência de empreendimento habitacional que zela pela harmonia com elementos da natureza, entre outras razões.
Vimos requerer que sejam tomadas pelos Executivo e Legislativo municipais e pela ACHAJUS, todas as providências legais indispensáveis para o cancelamento do projeto da obra no interior do bosque da Rua 5 e para garantir às áreas verdes e áreas remanescentes em geral, a qualidade de “Áreas de interesse público para fins de proteção ou preservação ambiental”, destacando as seguintes: Bosques Uirapuru eMarajoara, oficialmente criados; Bosque da Rua Cinco, os atuais trechos sem construções e canteiros viários instalados nos vários quadrantes e unidades de vizinhança do Conjunto Habitacional Júlia Seffer.

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Abaixo-assinado criado em 13 de janeiro de 2026