Queremos lockdown em Uberlândia - Pela preservação das vidas uberlandenses

O problema

Uberlândia está vivenciando um colapso nos sistemas de saúde público e privado em consequência da disseminação do coronavírus na cidade e a falta de medidas adequadas para proteção da população por parte da Prefeitura Municipal de Uberlândia.

No dia 17 de fevereiro, o Secretário Municipal de Saúde, Gladstone Rodrigues, informou que todos os leitos em hospitais públicos e privados na cidade de Uberlândia estavam ocupados. Neste dia, também foi informado que mais de 100 pacientes que estão em Unidades de Atendimento Integrado (UAI) aguardam a transferência para UTIs ou enfermarias e que não há previsão para o recebimento de novas doses de imunizantes contra o coronavírus.

Nós, cidadãs e cidadãos uberlandenses, exigimos da Prefeitura Municipal de Uberlândia e do Comitê Municipal de Enfrentamento ao Covid-19 o lockdown por 15 dias, com restrição total quanto ao funcionamento presencial de atividades não essenciais e a circulação de pessoas sem justificativa, para contenção da propagação do vírus.

Exigimos, ainda, a transparência sobre a gestão da crise sanitária e econômica decorrente da pandemia do COVID-19 na cidade, inclusive transparência na lista de vacinação, rastreamento de contatos e isolamento preventivo de todas as pessoas que tiveram contato com casos positivos, intensificação da fiscalização quanto ao cumprimento das medidas restritivas e a apresentação de medidas de apoio social e econômica àquelas parcelas da população que se encontram em situação de maior vulnerabilidade.  

 

Por que lockdown?

Na Europa, uma equipe de pesquisadores do Imperial College London, uma das principais instituições de pesquisa sobre covid-19 do planeta, estimou que as medidas de lockdown —mais rígidas do que as brasileiras— salvaram cerca de 3,2 milhões de pessoas até o início de maio. Em países onde foi praticado lockdown de verdade da Europa e da Ásia, o número de casos de óbito foi a quase zero. 

No Brasil e, consequentemente, em Uberlândia, estamos presenciando transmissão comunitária fora de controle, alto número de mortes por dia e nova variante mais transmissível circulando. 

O número de mortes decorrentes do coronavírus em Uberlândia, que era em média de 2 por dia nas primeiras semanas de janeiro, passou a uma média de 12 por dia na segunda quinzena de fevereiro. Esta média é o dobro da média de mortes da segunda quinzena de agosto de 2020, o período mais crítico da doença na cidade até então. Vale destacar, ainda, que o número de pessoas hospitalizadas também já superam o pico de ocupação de leitos na cidade (330 pessoas hospitalizadas em consequência do COVID-19 em 26 de agosto de 2020). 

 

Como Uberlândia chegou a este estágio?

A partir de outubro de 2020, foi percebida uma redução da média de novos casos confirmados de coronavírus e de ocupação dos hospitais na cidade, alcançando os menores números na segunda quinzena de novembro. Diante deste cenário, as medidas restritivas de atividades foram em boa parte suspensas na cidade.

No entanto, alguns fatores de risco de propagação do vírus não receberam atenção.

Vários estabelecimentos comerciais funcionavam sem o cumprimento devido das medidas de segurança, muitos, inclusive, com ocupação muito além do indicado e bem próxima àquela pré-pandemia. Festas e eventos estavam permitidos com público reduzido, mas era comum ver eventos que ultrapassavam o limite permitido de público. A isso, somaram-se a proliferação de festas clandestinas que chegavam a reunir cerca de 1500 pessoas.

O transporte coletivo de Uberlândia está funcionando de forma reduzida desde o primeiro semestre de 2020 e não atendia à demanda da população nas linhas de maior movimento e, especialmente, nos horários de pico. Após a volta de quase todas as atividades na cidade no último trimestre de 2020, o transporte também não foi adequado ao fluxo, ainda que as empresas de ônibus tenham recebido da prefeitura um valor de 25 milhões de reais em agosto de 2020. Além disso, muitas linhas funcionam apenas com ônibus com ar condicionado e, portanto, lacrados e sem ventilação, e é comum que não seja ofertado álcool em gel para os passageiros. Sem estrutura adequada, trabalhadoras e trabalhadores que precisam cumprir sua jornada diariamente, e demais cidadãs e cidadãos que precisam do transporte público para se deslocarem, são submetidos ao risco constante de exposição ao vírus em aglomerações dentro dos ônibus municipais.

Em janeiro, os números de casos de COVID-19 e a ocupação dos hospitais em Uberlândia começaram a crescer de forma mais alarmante. Mesmo com uma médias de 500 novos casos por dia, o risco das novas cepas do vírus já em território nacional e, ainda, depois da reabertura dos leitos destinados à COVID-19 no Anexo do Hospital Municipal, a Prefeitura Municipal de Uberlândia não aplicou nenhuma nova medida de contenção da propagação do vírus até o dia 03 de fevereiro.

Mesmo diante dos números crescentes de casos e mortes, com quase 90% de ocupação dos leitos na rede municipal de saúde e sem a garantia de estrutura nas escolas e preparo dos servidores, a Prefeitura de Uberlândia ainda manteve o retorno às aulas presenciais no dia 8 de fevereiro, que foram suspensas, enfim, por determinação da justiça no dia 11 de fevereiro. No entanto, as medidas demoraram a ser cumpridas integralmente e os profissionais da educação ainda foram obrigados a ir às escolas, mesmo com o ensino acontecendo de forma remota, até nova decisão em 19 de fevereiro.

No dia 20 de fevereiro, apenas, entrou em vigor as medidas da Fase Rígida do Plano Municipal de Funcionamento das Atividades Econômicas, que ainda não contempla, a urgência do momento em que a cidade está enfrentando, sendo necessárias medidas mais consistentes na proteção das vidas dos uberlandenses.

 

 

 

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Thay GarciaCriador do abaixo-assinado
Este abaixo-assinado conseguiu 1.150 apoiadores!

O problema

Uberlândia está vivenciando um colapso nos sistemas de saúde público e privado em consequência da disseminação do coronavírus na cidade e a falta de medidas adequadas para proteção da população por parte da Prefeitura Municipal de Uberlândia.

No dia 17 de fevereiro, o Secretário Municipal de Saúde, Gladstone Rodrigues, informou que todos os leitos em hospitais públicos e privados na cidade de Uberlândia estavam ocupados. Neste dia, também foi informado que mais de 100 pacientes que estão em Unidades de Atendimento Integrado (UAI) aguardam a transferência para UTIs ou enfermarias e que não há previsão para o recebimento de novas doses de imunizantes contra o coronavírus.

Nós, cidadãs e cidadãos uberlandenses, exigimos da Prefeitura Municipal de Uberlândia e do Comitê Municipal de Enfrentamento ao Covid-19 o lockdown por 15 dias, com restrição total quanto ao funcionamento presencial de atividades não essenciais e a circulação de pessoas sem justificativa, para contenção da propagação do vírus.

Exigimos, ainda, a transparência sobre a gestão da crise sanitária e econômica decorrente da pandemia do COVID-19 na cidade, inclusive transparência na lista de vacinação, rastreamento de contatos e isolamento preventivo de todas as pessoas que tiveram contato com casos positivos, intensificação da fiscalização quanto ao cumprimento das medidas restritivas e a apresentação de medidas de apoio social e econômica àquelas parcelas da população que se encontram em situação de maior vulnerabilidade.  

 

Por que lockdown?

Na Europa, uma equipe de pesquisadores do Imperial College London, uma das principais instituições de pesquisa sobre covid-19 do planeta, estimou que as medidas de lockdown —mais rígidas do que as brasileiras— salvaram cerca de 3,2 milhões de pessoas até o início de maio. Em países onde foi praticado lockdown de verdade da Europa e da Ásia, o número de casos de óbito foi a quase zero. 

No Brasil e, consequentemente, em Uberlândia, estamos presenciando transmissão comunitária fora de controle, alto número de mortes por dia e nova variante mais transmissível circulando. 

O número de mortes decorrentes do coronavírus em Uberlândia, que era em média de 2 por dia nas primeiras semanas de janeiro, passou a uma média de 12 por dia na segunda quinzena de fevereiro. Esta média é o dobro da média de mortes da segunda quinzena de agosto de 2020, o período mais crítico da doença na cidade até então. Vale destacar, ainda, que o número de pessoas hospitalizadas também já superam o pico de ocupação de leitos na cidade (330 pessoas hospitalizadas em consequência do COVID-19 em 26 de agosto de 2020). 

 

Como Uberlândia chegou a este estágio?

A partir de outubro de 2020, foi percebida uma redução da média de novos casos confirmados de coronavírus e de ocupação dos hospitais na cidade, alcançando os menores números na segunda quinzena de novembro. Diante deste cenário, as medidas restritivas de atividades foram em boa parte suspensas na cidade.

No entanto, alguns fatores de risco de propagação do vírus não receberam atenção.

Vários estabelecimentos comerciais funcionavam sem o cumprimento devido das medidas de segurança, muitos, inclusive, com ocupação muito além do indicado e bem próxima àquela pré-pandemia. Festas e eventos estavam permitidos com público reduzido, mas era comum ver eventos que ultrapassavam o limite permitido de público. A isso, somaram-se a proliferação de festas clandestinas que chegavam a reunir cerca de 1500 pessoas.

O transporte coletivo de Uberlândia está funcionando de forma reduzida desde o primeiro semestre de 2020 e não atendia à demanda da população nas linhas de maior movimento e, especialmente, nos horários de pico. Após a volta de quase todas as atividades na cidade no último trimestre de 2020, o transporte também não foi adequado ao fluxo, ainda que as empresas de ônibus tenham recebido da prefeitura um valor de 25 milhões de reais em agosto de 2020. Além disso, muitas linhas funcionam apenas com ônibus com ar condicionado e, portanto, lacrados e sem ventilação, e é comum que não seja ofertado álcool em gel para os passageiros. Sem estrutura adequada, trabalhadoras e trabalhadores que precisam cumprir sua jornada diariamente, e demais cidadãs e cidadãos que precisam do transporte público para se deslocarem, são submetidos ao risco constante de exposição ao vírus em aglomerações dentro dos ônibus municipais.

Em janeiro, os números de casos de COVID-19 e a ocupação dos hospitais em Uberlândia começaram a crescer de forma mais alarmante. Mesmo com uma médias de 500 novos casos por dia, o risco das novas cepas do vírus já em território nacional e, ainda, depois da reabertura dos leitos destinados à COVID-19 no Anexo do Hospital Municipal, a Prefeitura Municipal de Uberlândia não aplicou nenhuma nova medida de contenção da propagação do vírus até o dia 03 de fevereiro.

Mesmo diante dos números crescentes de casos e mortes, com quase 90% de ocupação dos leitos na rede municipal de saúde e sem a garantia de estrutura nas escolas e preparo dos servidores, a Prefeitura de Uberlândia ainda manteve o retorno às aulas presenciais no dia 8 de fevereiro, que foram suspensas, enfim, por determinação da justiça no dia 11 de fevereiro. No entanto, as medidas demoraram a ser cumpridas integralmente e os profissionais da educação ainda foram obrigados a ir às escolas, mesmo com o ensino acontecendo de forma remota, até nova decisão em 19 de fevereiro.

No dia 20 de fevereiro, apenas, entrou em vigor as medidas da Fase Rígida do Plano Municipal de Funcionamento das Atividades Econômicas, que ainda não contempla, a urgência do momento em que a cidade está enfrentando, sendo necessárias medidas mais consistentes na proteção das vidas dos uberlandenses.

 

 

 

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Thay GarciaCriador do abaixo-assinado

Os tomadores de decisão

Comitê Municipal de Enfrentamento ao Covid-19
Comitê Municipal de Enfrentamento ao Covid-19
Câmara Municipal de Uberlândia
Câmara Municipal de Uberlândia
Sérgio do Bom Preço - Presidente da Câmara Municipal de Uberlândia
Sérgio do Bom Preço - Presidente da Câmara Municipal de Uberlândia

Atualizações do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 20 de fevereiro de 2021