NOSSA SENHORA DO MATRIARCADO CARTA ABERTA CONTRA A CENSURA

O problema

NOSSA SENHORA DO MATRIARCADO

CARTA ABERTA CONTRA O EPISÓDIO DE CENSURA

O sistema Matriarcal nos remete à uma forma de organização social na qual as mulheres ocupam um lugar central de liderança, organização da vida comunitária, chefes de famílias, numa engrenagem que movimenta e sustenta a existência de onde habitam.

Na vivência periférica as estatísticas apontam para o grande número de mães solo, solteiras, de pais ausentes, onde o papel das mulheres, seja apoiando outras mulheres na criação de suas crianças ou nos afazeres domésticos, sendo arrimos de famílias, onde as avós, as mães, as tias, irmãs, seguem com sua força ancestral na manutenção de vidas, sustentando uma comunidade seja ela grande ou pequena. São as responsáveis por gerar, criar, desenvolver essa população periférica, marginalizada, de corpos pobres, em sua maioria negros, que reexistem, com sua base matriarcal, apesar de serem invisibilizados pelo sistema.

Olhando por Nóis, temos a Nossa Senhora do Matriarcado, que não representa nenhuma santa ou entidade religiosa, sendo sim, uma recriação artística e simbólica de uma senhora negra, nascida na favela, mãe, avó, bisavó, que sempre passou seus ensinamentos ancestrais e viveu espalhando o seu Matriarcado na criação de sua família, para suas filhas, netas, que possui uma identidade que precisamos preservar (ocultar) por causa da recente perseguição que vem sofrendo.

Sua imagem está nas ruas, para afrontar esse patriarcado opressor, machista, racista, LGBTfóbico, um graffiti realizado por sua neta, uma mãe correria que pede pela vida de nossos filhos, denunciando o extermínio da juventude negra, periférica, mas que foi arbitrariamente apagado, censurado por um representante desse atual governo, sem o mínimo de entendimento ou diálogo.

A arte em questão foi realizada em 2019, durante um encontro de graffiti realizado há anos na Pompéia, nos muros da EMEI Santos Dumont. Desde então foi bem recebida, e veio fazendo parte da paisagem urbana, no imaginário dos moradores e especialmente das mães com filhos nesta escola. Mas a falta de entendimento por parte deste vereador, que sem ler a mensagem que carrega esta pintura, fez sua interpretação de desrespeito a outra santa, assim a arte foi apagada por representantes da DRE PJ, pela pressão do então vereador, coagindo a direção da escola, desrespeitando o conselho escolar e os moradores, sem abertura para diálogo e passando por cima do direito à expressão da artista, criadora da obra que tem um nome, que nunca foi sequer citado, que faz toda a diferença nesse equívoco explícito: NOSSA SENHORA DO MATRIARCADO, padroeira das Mães Correria.

Diante deste episódio e toda a repercussão negativa e violenta que gerou, com vídeos, exposição da imagem sem autorização, discursos de ódio, atos de criminalização sem fundamento, perseguição e coerção, NOS COLOCAMOS CONTRÁRIOS AO ATO DECLARADO DE CENSURA, declarando que não compactuamos com nenhum tipo de discriminação, censura, atitudes arbitrárias e contrárias a liberdade, à arte urbana, à gestão democrática da unidade escolar e utilização da imagem relacionando-a com discursos de ódio e intolerância, sem autorização e sem diálogo.

 

ASSINARAM ATÉ O PRESENTE MOMENTO ABAIXO ESTA CARTA ABERTA:

Periferia Segue Sangrando

8M na Quebrada

Jenyffer Nascimento

Mãe Correria

Mariana Salomão

Movimento Mães de Maio

Jouse Barata

Cores Femininas

Dessa Souza

Michele Schule

Cíntia Amaral

Oneide Aparecida Duarte

Arailda Carla Aguiar do Vale

Ass. Cultural Recreativa Esportiva Bloco do Beco

Fernanda Pacífico dos Santos

Marilice Claro da Silva

Scheila Leandro

Simone Carvalho

Amanda Oliveira dos Santos

Carla Suyane de Jesus Vasconcelos

Elisangela Maira da Silva

Salloma Salomão

Felippe Peneluc

Maria Amélia de Almeida Teles

União de Mulheres de São Paulo

Rosana H. Fernandes

Sueli Duarte Pacífico

Lari Oyá

Cangaceiras Crew

Bruno Perê

Ju Dias

Carolina Carmo

Elisangela Cardoso Hernandes e Oliveira

Professor Betinho

Rosangela Therezinha Cassetari

Neusa Maria Pereira

Pedro José Fernandes Salomão

Roseli Natalina de Camargo

Priscila Corrêa

Juliana Ferreira dos Santos

Lambe, Bem! @lambe.bem

Pê Braga

Luciana Fernanda Moreira Martins

Evandio José da Silva

Olívia Gomes

Lia Aleixo

Clarissa Suzuki

Casturina Lima

Elania Francisca Lima

Dayana Almeida Silva

Patrícia Rizca

Daniela Almeida Embon

Silvia Tavares

Patrícia Souza OS

Sarau Poesia de Porão

Caróu Oliveira

História da Disputa: Disputa da História

Mayara da Silva Sales

Suyane da Conceição Melo

Bianca Sales da Silva

Manoel Ferreira de Sales

Maria Eliete da Silva Sales

Djanira Maria da Conceição

Maria Isabel da Silva Sales

Maré Gonçalves

Mauro Castro

Aguinaldo Pansa

Núcleo Aparecida Gerônimo Consulta Popular

Comitê de Lutas por direitos de Cidade Ademar, Pedreira e Jabaquara

Leia Chrif de Almeida

Adilza de Oliveira da Silva

Renata Saito

Lua Gonçalves

Maria de Lourdes Brunelli

Maria Alice de Freitas

Lucas Pacífico C. Posso

 

 

 

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Mãe CorreriaCriador do abaixo-assinado

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O problema

NOSSA SENHORA DO MATRIARCADO

CARTA ABERTA CONTRA O EPISÓDIO DE CENSURA

O sistema Matriarcal nos remete à uma forma de organização social na qual as mulheres ocupam um lugar central de liderança, organização da vida comunitária, chefes de famílias, numa engrenagem que movimenta e sustenta a existência de onde habitam.

Na vivência periférica as estatísticas apontam para o grande número de mães solo, solteiras, de pais ausentes, onde o papel das mulheres, seja apoiando outras mulheres na criação de suas crianças ou nos afazeres domésticos, sendo arrimos de famílias, onde as avós, as mães, as tias, irmãs, seguem com sua força ancestral na manutenção de vidas, sustentando uma comunidade seja ela grande ou pequena. São as responsáveis por gerar, criar, desenvolver essa população periférica, marginalizada, de corpos pobres, em sua maioria negros, que reexistem, com sua base matriarcal, apesar de serem invisibilizados pelo sistema.

Olhando por Nóis, temos a Nossa Senhora do Matriarcado, que não representa nenhuma santa ou entidade religiosa, sendo sim, uma recriação artística e simbólica de uma senhora negra, nascida na favela, mãe, avó, bisavó, que sempre passou seus ensinamentos ancestrais e viveu espalhando o seu Matriarcado na criação de sua família, para suas filhas, netas, que possui uma identidade que precisamos preservar (ocultar) por causa da recente perseguição que vem sofrendo.

Sua imagem está nas ruas, para afrontar esse patriarcado opressor, machista, racista, LGBTfóbico, um graffiti realizado por sua neta, uma mãe correria que pede pela vida de nossos filhos, denunciando o extermínio da juventude negra, periférica, mas que foi arbitrariamente apagado, censurado por um representante desse atual governo, sem o mínimo de entendimento ou diálogo.

A arte em questão foi realizada em 2019, durante um encontro de graffiti realizado há anos na Pompéia, nos muros da EMEI Santos Dumont. Desde então foi bem recebida, e veio fazendo parte da paisagem urbana, no imaginário dos moradores e especialmente das mães com filhos nesta escola. Mas a falta de entendimento por parte deste vereador, que sem ler a mensagem que carrega esta pintura, fez sua interpretação de desrespeito a outra santa, assim a arte foi apagada por representantes da DRE PJ, pela pressão do então vereador, coagindo a direção da escola, desrespeitando o conselho escolar e os moradores, sem abertura para diálogo e passando por cima do direito à expressão da artista, criadora da obra que tem um nome, que nunca foi sequer citado, que faz toda a diferença nesse equívoco explícito: NOSSA SENHORA DO MATRIARCADO, padroeira das Mães Correria.

Diante deste episódio e toda a repercussão negativa e violenta que gerou, com vídeos, exposição da imagem sem autorização, discursos de ódio, atos de criminalização sem fundamento, perseguição e coerção, NOS COLOCAMOS CONTRÁRIOS AO ATO DECLARADO DE CENSURA, declarando que não compactuamos com nenhum tipo de discriminação, censura, atitudes arbitrárias e contrárias a liberdade, à arte urbana, à gestão democrática da unidade escolar e utilização da imagem relacionando-a com discursos de ódio e intolerância, sem autorização e sem diálogo.

 

ASSINARAM ATÉ O PRESENTE MOMENTO ABAIXO ESTA CARTA ABERTA:

Periferia Segue Sangrando

8M na Quebrada

Jenyffer Nascimento

Mãe Correria

Mariana Salomão

Movimento Mães de Maio

Jouse Barata

Cores Femininas

Dessa Souza

Michele Schule

Cíntia Amaral

Oneide Aparecida Duarte

Arailda Carla Aguiar do Vale

Ass. Cultural Recreativa Esportiva Bloco do Beco

Fernanda Pacífico dos Santos

Marilice Claro da Silva

Scheila Leandro

Simone Carvalho

Amanda Oliveira dos Santos

Carla Suyane de Jesus Vasconcelos

Elisangela Maira da Silva

Salloma Salomão

Felippe Peneluc

Maria Amélia de Almeida Teles

União de Mulheres de São Paulo

Rosana H. Fernandes

Sueli Duarte Pacífico

Lari Oyá

Cangaceiras Crew

Bruno Perê

Ju Dias

Carolina Carmo

Elisangela Cardoso Hernandes e Oliveira

Professor Betinho

Rosangela Therezinha Cassetari

Neusa Maria Pereira

Pedro José Fernandes Salomão

Roseli Natalina de Camargo

Priscila Corrêa

Juliana Ferreira dos Santos

Lambe, Bem! @lambe.bem

Pê Braga

Luciana Fernanda Moreira Martins

Evandio José da Silva

Olívia Gomes

Lia Aleixo

Clarissa Suzuki

Casturina Lima

Elania Francisca Lima

Dayana Almeida Silva

Patrícia Rizca

Daniela Almeida Embon

Silvia Tavares

Patrícia Souza OS

Sarau Poesia de Porão

Caróu Oliveira

História da Disputa: Disputa da História

Mayara da Silva Sales

Suyane da Conceição Melo

Bianca Sales da Silva

Manoel Ferreira de Sales

Maria Eliete da Silva Sales

Djanira Maria da Conceição

Maria Isabel da Silva Sales

Maré Gonçalves

Mauro Castro

Aguinaldo Pansa

Núcleo Aparecida Gerônimo Consulta Popular

Comitê de Lutas por direitos de Cidade Ademar, Pedreira e Jabaquara

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Adilza de Oliveira da Silva

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Maria de Lourdes Brunelli

Maria Alice de Freitas

Lucas Pacífico C. Posso

 

 

 

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Mãe CorreriaCriador do abaixo-assinado

Os tomadores de decisão

Secretaria Municipal de Educação SME SP
Secretaria Municipal de Educação SME SP
Secretaria Municipal de Cultura SP
Secretaria Municipal de Cultura SP

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Abaixo-assinado criado em 13 de outubro de 2021