Inclusão de lactantes no plano de vacinação em Viçosa/MG.


Inclusão de lactantes no plano de vacinação em Viçosa/MG.
O problema
Segundo a fonte jornalística BBC, cujo dado foi retirado do Ministério da Saúde, entre fevereiro de 2020 e 15 de março de 2021, pelo menos 852 crianças brasileiras de até nove anos, incluindo 518 bebês menores de um ano, morreram em decorrência do novo coronavírus. Ainda que o número de bebês mortos seja menor em comparação às outras faixas etárias, o Brasil ainda registra cerca de 17x mais mortes nesses infantes do que nos EUA, país mundialmente com maior número de mortes registradas. De acordo com o Estadão, em 2020, houve quase doze mil internações de bebês com menos de 1 ano em nosso país em decorrência da Covid-19.
Como indicado pela Organização Mundial de Saúde, a máscara facial serve como proteção contra o coronavírus. Contudo, a própria instituição não indica para crianças menores de 2 anos, tornando-se vetores de transmissão para cuidadores ainda não imunizados, mesmo que a taxa de transmissão em bebês seja menor do que em adultos.
Para tentar reverter essa situação de contaminação, em alguns países como EUA e Espanha, as farmacêuticas Moderna e Pfizer já começaram os testes em crianças, cujos estudos terão duração por 2 anos, como informado o Canal Tech e El País.
Para um efeito mais imediato, The Journal of the American Medical Association (JAMA) por meio de estudos com 84 mulheres israelenses entre dezembro de 2020 e janeiro deste ano mostrou que o leite materno pode ter um papel importante na proteção dos bebês contra o novo coronavírus. As lactantes receberam duas doses da vacina fabricada pela Pfizer-Biontech, conforme a Revista Crescer apontou.
De acordo com o Jornal da USP, os anticorpos gerados pela vacina contra Covid-19 podem passar para bebês pela amamentação. A professora Patrícia Gama, pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da USP explica que “[As moléculas presentes no leite] fazem com que o bebê possa ter um quadro reduzido de sintomas e de consequências, se for infectado. Ele ainda não tem um sistema imunológico formado e depende, justamente, do leite, para que a mãe forneça a ele todas essas moléculas. Por isso, a amamentação é uma ponte tão importante para se garantir o crescimento e o desenvolvimento adequado”.
Ressaltando a importância da vacinação em lactantes, a Sociedade Brasileira de Pediatria, em consonância com a Organização Mundial da Saúde (OMS), se posiciona a favor, por meio do documento de Vacinação contra COVID-19 em Lactantes. Nesse material é destacado pela SBP o benefício da vacinação da gestante e/ou da lactante, que é propiciar a proteção destas mulheres contra a covid-19 e dos bebês, visto que além de reduzir o risco teórico de transmitir a infecção aos filhos destas mães vacinadas, por meio da vacinação da lactante, o leite materno contém anticorpos (IgA secretória contra o SARS-CoV-2).
Logo, a fim de possibilitar a imunização dupla, de mães e bebês, representando uma mãe e lactante, solicito à Prefeitura de Viçosa e Secretaria de Saúde de Viçosa que seja analisada a possibilidade de um plano de vacinação de lactantes em nossa cidade.
Peço teu apoio para levantarmos esta pauta aqui no Município de Viçosa e no Estado de Minas Gerais, para que toda mulher mãe que amamenta tenha acesso à vacinação contra a COVID, independentemente da idade da criança em aleitamento, tão como para que, paralelamente, seja retomada a vacinação das gestantes com as doses que já temos e se mostram seguras para este grupo!
O problema
Segundo a fonte jornalística BBC, cujo dado foi retirado do Ministério da Saúde, entre fevereiro de 2020 e 15 de março de 2021, pelo menos 852 crianças brasileiras de até nove anos, incluindo 518 bebês menores de um ano, morreram em decorrência do novo coronavírus. Ainda que o número de bebês mortos seja menor em comparação às outras faixas etárias, o Brasil ainda registra cerca de 17x mais mortes nesses infantes do que nos EUA, país mundialmente com maior número de mortes registradas. De acordo com o Estadão, em 2020, houve quase doze mil internações de bebês com menos de 1 ano em nosso país em decorrência da Covid-19.
Como indicado pela Organização Mundial de Saúde, a máscara facial serve como proteção contra o coronavírus. Contudo, a própria instituição não indica para crianças menores de 2 anos, tornando-se vetores de transmissão para cuidadores ainda não imunizados, mesmo que a taxa de transmissão em bebês seja menor do que em adultos.
Para tentar reverter essa situação de contaminação, em alguns países como EUA e Espanha, as farmacêuticas Moderna e Pfizer já começaram os testes em crianças, cujos estudos terão duração por 2 anos, como informado o Canal Tech e El País.
Para um efeito mais imediato, The Journal of the American Medical Association (JAMA) por meio de estudos com 84 mulheres israelenses entre dezembro de 2020 e janeiro deste ano mostrou que o leite materno pode ter um papel importante na proteção dos bebês contra o novo coronavírus. As lactantes receberam duas doses da vacina fabricada pela Pfizer-Biontech, conforme a Revista Crescer apontou.
De acordo com o Jornal da USP, os anticorpos gerados pela vacina contra Covid-19 podem passar para bebês pela amamentação. A professora Patrícia Gama, pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da USP explica que “[As moléculas presentes no leite] fazem com que o bebê possa ter um quadro reduzido de sintomas e de consequências, se for infectado. Ele ainda não tem um sistema imunológico formado e depende, justamente, do leite, para que a mãe forneça a ele todas essas moléculas. Por isso, a amamentação é uma ponte tão importante para se garantir o crescimento e o desenvolvimento adequado”.
Ressaltando a importância da vacinação em lactantes, a Sociedade Brasileira de Pediatria, em consonância com a Organização Mundial da Saúde (OMS), se posiciona a favor, por meio do documento de Vacinação contra COVID-19 em Lactantes. Nesse material é destacado pela SBP o benefício da vacinação da gestante e/ou da lactante, que é propiciar a proteção destas mulheres contra a covid-19 e dos bebês, visto que além de reduzir o risco teórico de transmitir a infecção aos filhos destas mães vacinadas, por meio da vacinação da lactante, o leite materno contém anticorpos (IgA secretória contra o SARS-CoV-2).
Logo, a fim de possibilitar a imunização dupla, de mães e bebês, representando uma mãe e lactante, solicito à Prefeitura de Viçosa e Secretaria de Saúde de Viçosa que seja analisada a possibilidade de um plano de vacinação de lactantes em nossa cidade.
Peço teu apoio para levantarmos esta pauta aqui no Município de Viçosa e no Estado de Minas Gerais, para que toda mulher mãe que amamenta tenha acesso à vacinação contra a COVID, independentemente da idade da criança em aleitamento, tão como para que, paralelamente, seja retomada a vacinação das gestantes com as doses que já temos e se mostram seguras para este grupo!
Abaixo-assinado encerrado
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Os tomadores de decisão
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Abaixo-assinado criado em 17 de maio de 2021