Por mais respeito e seguranças aos ciclistas de Piracicaba!

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Gabriel Valdo criou este abaixo-assinado para pressionar LUCIANO SANTOS TAVARES DE ALMEIDA (Prefeito de Piracicaba) e

Manhã de 22 de novembro de 2021, José da Costa Gonçalves, homem casado, com um filho, anda com sua bicicleta azul pela Avenida Comendador Luciano Guidotti. Ele está no bordo da avenida e no mesmo sentido de rolamento, conforme manda o artigo 58 do Código Brasileiro de Trânsito, pois a via não tem uma ciclovia ou ciclofaixa. Aliás, como quase todas as ruas e avenidas de nossa cidade, não é mesmo?

Continuando, às 08:01:00 segundos, um ônibus passa ao seu lado: sem reduzir a velocidade, conforme manda o artigo 220 e sem a distância mínima de 1,5 metros do ciclista, conforme artigo 201. As 08:01:03, seu José não tinha mais vida, sua esposa não tinha mais um marido, seu filho não tinha mais um pai, morto por uma imprudência de um motorista de ônibus. Se sua viagem de São Pedro até São Paulo poderia ter demorado apenas mais 30 segundos, se caso tivesse reduzido a velocidade, trocado de faixa e mantido pelo menos os 1,5 metros que poderiam ter salvado a vida de seu José.

José agora é uma estatística, uma das 17 pessoas que morreram andando de bicicleta em Piracicaba nos últimas 7 anos (Infosiga-SP), fora todas aquelas que não estão na base. Como esquecer Nikolas Gomes Camilo, estudante de 20 anos, também morto por um ônibus? Impossível ao passar pela independência e ver sua bicicleta presa em poste.

Ou será que é possível esquecer? Estamos vivendo em tempos que a banalidade toma conta: o vídeo da morte de seu José sendo compartilhado por todos os cantos; o veículo grande tem preferência sob veículo pequeno, ao ponto de poder passar por cima dele e estar acima da lei; os 30 segundos que valem mais que os 57 anos de outra pessoa.

A que ponto chegamos?

Até quando vamos idolatrar o carro como sendo o maior bem de nossas vidas, dar milhares de km de vias para eles, fazer com que pedestres e bicicletas desapareçam com uma placa de "proibido transitar" e não tenhamos mais direito de aproveitar daquilo que pagamos milhares de reais em impostos para a prefeitura?

Piracicaba, eleita a 14ª cidade mais "inteligente" do Brasil, será mesmo? Não vejo inteligência. Vejo retrocesso e falta de compromisso com os cidadãos que fazem esta cidade ter vida. Como uma cidade de 400 mil habitantes tem apenas 6 km de ciclovias/ciclofaixas? Onde está o projeto CicloVidas que previa o gasto de 30 milhões na ampliação da malha cicloviária? Onde está aplicação da lei ordinária 4310/97, que previa que "Fica estabelecido para as construções e reconstruções de avenidas no Município, a obrigatoriedade de demarcação de espaços para ciclovias."? Até onde me lembro, foram construídas e reformadas várias avenidas da cidade [1, 2, 3], mas nenhuma delas tem uma ciclovia, nenhuma delas tem sequer uma faixa pintada no chão garantindo o direito de ir e vir com segurança.

Como ciclista, isso me parte o coração. Não ter um pingo de segurança, não ter um pingo de respeito, não ter um pingo de educação. Apenas gotas de suor tentando fugir dos carros, gotas de lágrimas de mais uma família que perde um ente querido andando de bicicleta, no lugar onde era seu direito de transitar com segurança.

Por isso, clamo, escrevo esta carta com um pedido, uma súplica:

QUEREMOS SEGURANÇA, CICLOVIAS E MAIS EDUCAÇÃO NAS VIAS! 

Por mais:

  • Ciclovias e ciclofaixas em trechos úteis, e não mais meramente para fins recreativos;
  • Locais para estacionar as bicicletas de forma segura;
  • Incentivos aos transportes de locomoção ativa;
  • Campanhas educativas efetivas para todos os motoristas, pedestres e ciclistas.
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