NOTA DE REPÚDIO CONTRA A VIOLÊNCIA POLICIAL EM PETROLINA (PE)


NOTA DE REPÚDIO CONTRA A VIOLÊNCIA POLICIAL EM PETROLINA (PE)
O problema
Na última 2ª feira (06/04) a família de William Gomes da Silva Souza e Rosimere Cordeiro Pinheiro viveram momentos de terror orquestrado por homens do 2º Batalhão Integrado Especializado (BIEsp) de Petrolina. Estes são vendedores de acarajé no bairro José e Maria, tendo como colaborador José Erick. Por volta das 23 horas, William e o amigo José Erick chegavam na casa de William, na Vila Eulália, depois de mais um dia de trabalho. Voltando de carro, não entenderam a ordem da polícia para que parassem, em um cruzamento próximo de sua residência. William seguiu dirigindo e estacionou tranquilamente em frente à sua casa. Ao sair do carro, ele e o amigo foram abordados e agredidos por PMs. José Erick foi algemado do lado de fora da casa e William perseguido até dentro de sua casa, onde foi brutalmente agredido a coronhadas, até desmaiar. A cena de terror foi acompanhada pela esposa Rosimere, que teve uma pistola apontada para a sua cabeça, mesmo estando com o filho de pouco mais de um ano no colo. Toda a agressão foi presenciada por mais dois menores: uma filha de 05 e um filho de 12 anos, além do pai de Rosimere, de 71 anos.
Não satisfeitos, os policiais pediram reforços. Chegaram ao local mais três viaturas e, em poucos minutos, outras 04. No total, foram oito viaturas e 32 policiais para um homem algemado, um desmaiado, uma mulher e seus três filhos e um idoso. José Erick foi encaminhado à delegacia. Willian, antes de ser conduzido para a delegacia, foi levado para um local indeterminado, onde continuou sendo torturado. Rosimere foi em outra viatura, com o bebê no colo e ouvindo diversos insultos e ameaças dos policiais.
Temos denunciado, insistentemente, a diferença da abordagem nos bairros populares e negros de Petrolina e em bairros brancos e de classe média da cidade. A máxima anunciada pelo Comandante da Rota de SP, o Coronel Ricardo Augusto Nascimento de Melo Araújo, de que é preciso manter as abordagens mais violentas nos bairros populares do que nos bairros de classe média, é uma máxima praticada pela PM de Petrolina. Não assistimos a notícias de policiais arrombando a porta das mansões e dos apartamentos da orla da cidade, avaliados em R$ 2 milhões. Não há notícia de mulheres das classes mais altas serem levadas em camburões repletos de homens e serem xingadas e ameaçadas com seus filhos nos braços. Esse modus operandi precisa parar.
Não podemos nos calar diante de tamanha violência! O Estado não pode continuar estendendo a sua mão violenta às populações mais pobres das cidades. Esse não pode ser o modelo de Segurança Pública de um Estado ou de um país. O caso de William não é uma exceção, é uma regra. É uma constante nas periferias de Petrolina. O que está acontecendo? Até quando a população de bairros populares, com grande número de trabalhadores/as assalariados/as, negros/as e vendedores/as ambulantes será tratada como cidadãos sem direitos por policiais? Precisamos dar um basta a essa realidade. Precisamos denunciar esse caso a instâncias superiores de dentro e de fora do país.
Todas as organizações, movimentos sociais, instituições, representantes e personalidades que assinam essa nota estão comprometidos com a promoção e defesa dos Direitos Humanos e exigem providências imediatas, enérgicas e competentes por parte do Governo do Estado de Pernambuco, no sentido de punir os maus policiais e mudar esse modelo de segurança que viola direitos básicos da nossa população, principalmente nas periferias.
O problema
Na última 2ª feira (06/04) a família de William Gomes da Silva Souza e Rosimere Cordeiro Pinheiro viveram momentos de terror orquestrado por homens do 2º Batalhão Integrado Especializado (BIEsp) de Petrolina. Estes são vendedores de acarajé no bairro José e Maria, tendo como colaborador José Erick. Por volta das 23 horas, William e o amigo José Erick chegavam na casa de William, na Vila Eulália, depois de mais um dia de trabalho. Voltando de carro, não entenderam a ordem da polícia para que parassem, em um cruzamento próximo de sua residência. William seguiu dirigindo e estacionou tranquilamente em frente à sua casa. Ao sair do carro, ele e o amigo foram abordados e agredidos por PMs. José Erick foi algemado do lado de fora da casa e William perseguido até dentro de sua casa, onde foi brutalmente agredido a coronhadas, até desmaiar. A cena de terror foi acompanhada pela esposa Rosimere, que teve uma pistola apontada para a sua cabeça, mesmo estando com o filho de pouco mais de um ano no colo. Toda a agressão foi presenciada por mais dois menores: uma filha de 05 e um filho de 12 anos, além do pai de Rosimere, de 71 anos.
Não satisfeitos, os policiais pediram reforços. Chegaram ao local mais três viaturas e, em poucos minutos, outras 04. No total, foram oito viaturas e 32 policiais para um homem algemado, um desmaiado, uma mulher e seus três filhos e um idoso. José Erick foi encaminhado à delegacia. Willian, antes de ser conduzido para a delegacia, foi levado para um local indeterminado, onde continuou sendo torturado. Rosimere foi em outra viatura, com o bebê no colo e ouvindo diversos insultos e ameaças dos policiais.
Temos denunciado, insistentemente, a diferença da abordagem nos bairros populares e negros de Petrolina e em bairros brancos e de classe média da cidade. A máxima anunciada pelo Comandante da Rota de SP, o Coronel Ricardo Augusto Nascimento de Melo Araújo, de que é preciso manter as abordagens mais violentas nos bairros populares do que nos bairros de classe média, é uma máxima praticada pela PM de Petrolina. Não assistimos a notícias de policiais arrombando a porta das mansões e dos apartamentos da orla da cidade, avaliados em R$ 2 milhões. Não há notícia de mulheres das classes mais altas serem levadas em camburões repletos de homens e serem xingadas e ameaçadas com seus filhos nos braços. Esse modus operandi precisa parar.
Não podemos nos calar diante de tamanha violência! O Estado não pode continuar estendendo a sua mão violenta às populações mais pobres das cidades. Esse não pode ser o modelo de Segurança Pública de um Estado ou de um país. O caso de William não é uma exceção, é uma regra. É uma constante nas periferias de Petrolina. O que está acontecendo? Até quando a população de bairros populares, com grande número de trabalhadores/as assalariados/as, negros/as e vendedores/as ambulantes será tratada como cidadãos sem direitos por policiais? Precisamos dar um basta a essa realidade. Precisamos denunciar esse caso a instâncias superiores de dentro e de fora do país.
Todas as organizações, movimentos sociais, instituições, representantes e personalidades que assinam essa nota estão comprometidos com a promoção e defesa dos Direitos Humanos e exigem providências imediatas, enérgicas e competentes por parte do Governo do Estado de Pernambuco, no sentido de punir os maus policiais e mudar esse modelo de segurança que viola direitos básicos da nossa população, principalmente nas periferias.
Abaixo-assinado encerrado
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Os tomadores de decisão
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Abaixo-assinado criado em 11 de abril de 2020